{"id":900,"date":"-0001-11-30T00:00:00","date_gmt":"2007-03-20T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"-0001-11-30T00:00:00","modified_gmt":"-0001-11-30T03:00:00","slug":"Taxista-e-condenado-por-matar-Geraldinho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/0000\/00\/00\/Taxista-e-condenado-por-matar-Geraldinho\/","title":{"rendered":"Taxista \u00e9 condenado por matar Geraldinho"},"content":{"rendered":"<div id=\"tt-temp-estim\">Tempo de leitura: 7 minutos<\/div><p align=\"justify\"><strong><em><font color=\"#0000ff\">Da reda&ccedil;&atilde;o do B&ecirc;-&aacute;-b&aacute; do Sert&atilde;o<\/font><\/em><\/strong> <\/p>\n<p><font size=\"2\"><font face=\"Verdana\"><strong>Jo&atilde;o Pessoa(PB)<\/strong> &#8211; Foi condenado a 17 anos e meio de pris&atilde;o pelo 2&ordm; Tribunal do J&uacute;ri Popular de Jo&atilde;o Pessoa, por 6 votos contra 1, na noite da &uacute;ltima sexta- feira(16Mar2007), no sal&atilde;o do j&uacute;ri popular do F&oacute;rum Criminal &ldquo;<em>Ministro Osvaldo Trigueiro de Albuquerque Mello<\/em>&rdquo;, o taxista Francisco Jos&eacute; dos Santos, pelo assassinato do menor estudante Geraldo Ant&ocirc;nio Gomes Filho, mais conhecido por &quot;<em>Geraldinho<\/em>&quot;, de 13 anos de idade, em julgamento popular presidido pelo Juiz de Direito Jos&eacute; Aur&eacute;lio da Cruz, atuando na acusa&ccedil;&atilde;o o promotor de justi&ccedil;a Aldenor Medeiros e na defesa o advogado Harley Handerberg Medeiros. <\/p>\n<p>Com a condena&ccedil;&atilde;o o advogado do taxista Francisco Jos&eacute; dos Santos, tem um prazo de 15 dias para recorrer da senten&ccedil;a, continuando o r&eacute;u, durante este prazo em liberdade, o qual findo, ser&aacute; o r&eacute;u condenado obrigado a se apresentar para cumprir a pena imposta pela justi&ccedil;a, que dever&aacute; ser cumprida em regime fechado no Pres&iacute;dio Estadual, localizado no bairro do Roger, na capital do Estado. <\/p>\n<p>Este foi segundo julgamento que o taxista Francisco Jos&eacute; dos Santos enfrentou no Tribunal do J&uacute;ri Popular de Jo&atilde;o Pessoa(PB). No primeiro julgamento, ocorrido no dia 26 de Outubro de 2005, realizado no mesmo F&oacute;rum pelo mesmo Juiz, com atua&ccedil;&atilde;o do Promotor de Justi&ccedil;a Newton Vilhena, o r&eacute;u foi condenado a uma pena de 18 anos de pris&atilde;o em regime fechado, tendo o advogado Ricardo Oliveira(assistente da Promotoria),&nbsp;juntamente com o Promotor Newton Vilhena&nbsp;recorrido da decis&atilde;o dos jurados, junto ao Tribunal de Justi&ccedil;a, requerendo o aumento da pena,&nbsp;que por decis&atilde;o da C&acirc;mara Criminal, acatou&nbsp;o aumento para 20&nbsp;anos e oito meses. Na mesma &eacute;poca o advogado do r&eacute;u recorrer a instancias superiores(STJ), conseguindo que o r&eacute;u continuasse&nbsp;aguardando novo julgamento em liberdade,&nbsp;determinado novo julgamento, o que veio a acontecer novamente na &uacute;ltima sexta- feira(16Mar2007), no sal&atilde;o do j&uacute;ri popular do F&oacute;rum Criminal &ldquo;<em>Ministro Osvaldo Trigueiro de Albuquerque Mello<\/em>&rdquo;. <\/p>\n<p>Em entrevista, a m&atilde;e do menor &ldquo;<em>Geraldinho<\/em>&rdquo;, a funcion&aacute;ria p&uacute;blica Roberta Maria Louren&ccedil;o, declarou logo ap&oacute;s o t&eacute;rmino do julgamento, satisfeita com o resultado: &quot;<em>dessa vez a justi&ccedil;a foi feita<\/em>&quot;. <\/p>\n<p><strong><u><font face=\"Arial\" color=\"#0000ff\" size=\"3\">Morto ainda jovem<\/font><\/u><\/strong> <br \/>Segundo den&uacute;ncia do Minist&eacute;rio P&uacute;blico, na noite do dia 29 de outubro de 2002, o acusado juntamente com a companheira Elis&acirc;ngela Pereira da Silva e uma filha menor de quatro anos, sa&iacute;ram do apartamento em que moravam no bairro de Tambi&aacute;, em Jo&atilde;o Pessoa, para ir comprar um buj&atilde;o de g&aacute;s e dar uma volta pelo bairro e que retornaria logo para casa(conversa dita no momento da sa&iacute;da a m&atilde;e do menor), levando junto o menor estudante &quot;<em>Geraldinho<\/em>&quot;, que residia no mesmo pr&eacute;dio do r&eacute;u a 28 dias. Segundo ficou apurado nos autos, num determinado momento do passeio, no bairro de Mana&iacute;ra(Pr&oacute;ximidades do Forrock), o menor foi atingido por um tiro de pistola na cabe&ccedil;a, desferido pelo taxista no interior do Fiat Palio Weekend, desferido de baixo para cima, conforme lauda cadav&eacute;rico, que constatou que a v&iacute;tima tentou se defender, pois no seu corpo foi encontrado marcas de cortes na perna e no rosto vest&iacute;gios de p&oacute;lvora. <\/p>\n<p>O taxista ainda chegou a levar a v&iacute;tima, com vida, at&eacute; o Hospital Samaritano, onde abandonou o carro com &ldquo;<em>Geraldinho<\/em>&rdquo; dentro e, em seguida fugiu em outro t&aacute;xi, levando Elis&acirc;ngela Pereira e uma filha de quatro anos, com destino ao Estado de Pernambuco. Funcion&aacute;rios do Hospital Samaritano, ao observarem o Fiat Palio estacionado na entrada principal, com as portas abertas e os far&oacute;is acesos, foram verificar o que estava acontecendo, deparando-se com o corpo do garoto j&aacute; morto, j&aacute; em processo inicial de r&iacute;gidez, ocasi&atilde;o em que comunicaram o fato ao Centro de Opera&ccedil;&otilde;es da Pol&iacute;cia Militar da Para&iacute;ba. <\/p>\n<p>Livrado o flagrante, dias depois o taxista acusado se apresentou &agrave; Justi&ccedil;a, onde foi interrogado e recolhido pela Justi&ccedil;a ao Pres&iacute;dio &quot;<em>S&iacute;lvio Porto<\/em>&quot;, localizado no bairro de Mangabeira em Jo&atilde;o Pessoa(PB), por for&ccedil;a de uma pris&atilde;o preventiva que existia contra ele. Quando ouvidos na delegacia, os acusados negaram o crime e alegaram acidente. <\/p>\n<p>Na vers&atilde;o inicial, em depoimento prestado a Delegada Simone Barbalho, o taxista apresetnopu uma vers&atilde;o de que o garoto havia pego a arma e disparado contra si mesmo, fato que levou a delagada a requerer a exuma&ccedil;&atilde;o do corpo, para constatar a vers&atilde;o apresentada. Em depoimento a Justi&ccedil;a, o r&eacute;u confessou que havia discutido com a companheira dentro do carro e quando notou que ela iria pegar a sua pistola, resolveu segurar a arma, quando ela disparou e atingiu acidentalmente a v&iacute;tima, que vinha no banco de tr&aacute;s do ve&iacute;culo. <\/p>\n<p>No processo tamb&eacute;m foi denunciada a companheira do acusado Elis&acirc;ngela Pereira da Silva, que foi a julgamento e absolvida pelo Tribunal do J&uacute;ri, em 2006. Os acusados foram pronunciados pelo juiz Jos&eacute; Aur&eacute;lio da Cruz, como incursos no artigo 121(crime qualificado), previsto no C&oacute;digo Penal. <\/p>\n<p><font face=\"Arial\" color=\"#0000ff\" size=\"3\"><u><strong>Trag&eacute;dia familiar<\/strong><\/u><\/font> <br \/>Morto &ldquo;<em>Geraldinho<\/em>&rdquo; na noite do dia 29 de Outubro de 2002, seu pai Geraldo Ant&ocirc;nio Gomes at&eacute; ent&atilde;o um homem saud&aacute;vel, entrou em depress&atilde;o psicol&oacute;gica advindo outros problemas de sa&uacute;de, o que levou ao seu &oacute;bito no dia 27 de Julho de 2005. Incans&aacute;vel na luta de ver atr&aacute;s das grades o taxista, a m&atilde;e de &ldquo;<em>Geraldinho<\/em>&rdquo;, Roberta Maria Louren&ccedil;o n&atilde;o desistiu e sempre manteve-se atenta aos tr&acirc;mites do processo, recebendo solidariedade da sociedade pessoense e de entidades e movimentos contra a viol&ecirc;ncia. <\/p>\n<p>Sua imensa dor foi amenizada pela assist&ecirc;ncia e conforto recebidos por uma legi&atilde;o de amigos e familiares, tamb&eacute;m inconformados com a trag&eacute;dia familiar. <\/p>\n<p><strong><u><font face=\"Arial\" color=\"#0000ff\" size=\"3\">Alvejado por tiros<\/font><\/u><\/strong> <br \/>Ap&oacute;s conseguir ficar aguardando os desdobramentos judiciais em liberdade, o taxista Francisco Jos&eacute; dos Santos, sobreviveu a v&aacute;rias tentativas de homic&iacute;dio, sendo ferido com tr&ecirc;s tiros de rev&oacute;lver na noite do dia 23 de agosto de 2005, no Bar Bardelas, de sua propriedade, no bairro do Roger, em Jo&atilde;o Pessoa. Ele foi ferido junto com o jovem Leandro Pereira, 18 anos, que recebeu um tiro no pesco&ccedil;o por um homem que estava numa moto. <\/p>\n<p>Os tiros atingiram o taxista na coxa, no bra&ccedil;o e no abdome, enquanto que Leandro Pereira, ficou internado em estado grave na UTI do Hospital de Emerg&ecirc;ncia e Traumas, morrendo dias depois. Em decorr&ecirc;ncia do fato, o julgamento dos acusados que deveria ser realizado no dia 31 de agosto de 2005, foi adiado. <\/p>\n<p>No final da tarde da segunda-feira(03Out2005), aconteceu mais um atentado contra a vida do taxista, o qual foi mais uma vez atingido por tr&ecirc;s tiros de rev&oacute;lver no abd&ocirc;mem, perna esquerda e peito esquerdo(de rasp&atilde;o), tendo mais uma vez escapado em virtude de socorro prestado por uma viatura da Pol&iacute;cia Militar que o levou para o Hospital de Traumas, onde foi submetido a uma cirurgia. Os tiros foram disparados por dois homens numa moto. No momento do terceiro atentado, o taxista Francisco Jos&eacute; dos Santos estava diante de sua resid&ecirc;ncia junto com a filha. <\/p>\n<p><strong><u><font face=\"Arial\" color=\"#ff0000\" size=\"4\">AS IMAGENS<\/font><\/u><\/strong> <br \/><strong><font color=\"#0000ff\"><font size=\"3\"><u><font face=\"Arial\"><br \/>Galeria 1<\/font><\/u>:<\/font><\/font><\/strong> Confira as imagens da leitura do veredicto, proferida na noite da sexta- feira(16Mar2007), no sal&atilde;o do j&uacute;ri popular do F&oacute;rum Criminal &ldquo;<em>Ministro Osvaldo Trigueiro de Albuquerque Mello<\/em>&rdquo;, pelo Juiz de Direito Jos&eacute; Aur&eacute;lio da Cruz, condenando &agrave; 17 anos e meio de pris&atilde;o o taxista Francisco Jos&eacute; dos Santos, pelo assassinato do menor estudante Geraldo Ant&ocirc;nio Gomes Filho, de 13 anos de idade, seguido de imagens do Cemit&eacute;rio Municipal &ldquo;<em>Senhor da Boa Senten&ccedil;a<\/em>&rdquo;, local de repouso eterno do garoto &ldquo;<em>Geraldinho<\/em>&rdquo; e de seu pai, Geraldo Ant&ocirc;nio Gomes.(HF). <br \/><\/font><\/font><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Crime causou dor e sofrimento familiar<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[19],"tags":[],"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/900"}],"collection":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=900"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/900\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=900"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=900"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obeabadosertao.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=900"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}