Nos últimos dias, o valor dos materiais de construção civil vem assustando. O efeito da alta do cimento, aço, tijolo, telhas e tubos de PVC pode refletir no custo de apartamentos e casas. Especialistas do setor imobiliário preveem elevação de até 5% no preço desses imóveis entre o final de setembro e o início do mês de outubro.
A justificativa para encarecer os produtos é a escassez deles no mercado devido à queda de produção nas indústrias e ao aumento da procura. Por isso, não é possível, ainda, estimar se o reajuste vai perdurar até 2021. Mas o repasse imediato é inevitável, segundo empresários do setor e consultores na área.
O preço dos imóveis aumentará devido ao planejamento das construtoras. Um empreendimento planeja uma margem de rentabilidade mínima.
Considerando a inflação oficial do país, de acordo com dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) divulgados pelo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os acumulados de alta em 12 meses foram 4,52% nos materiais de construção e 2,89% na mão de obra.
Quando se trata de insumos importantes para as obras, o cimento teve incremento de 10,7%; o tijolo, de 16,8%; a areia, de 4,8%; e a telha, de 2,9%.
Confira os números do IBGE sobre os preços dos principais insumos da construção:
Tijolo: 16,86%
Cimento: 10,67%
Tinta: 5,77%
Areia: 4,77%
Ferragens: 3,07%
Telha: 2,86%
Material hidráulico: 2,56%
Material de eletricidade: 0,96%
Revestimento de piso e parede: 0,71%
Mão de obra: -0,03%
Pedras: -2,79%
Madeira e taco: -4,04%
Vidro: -6,5%
Preços para construtoras
Em levantamento de construtoras que atuam na área imobiliária e precisam adquirir produtos todos os dias, o concreto aumentou 9,75% entre maio e agosto.
No mesmo período, o aço cortado e dobrado subiu 10%; o cimento, 21,01%.
Já o quilo do alumínio teve salto de 33,93%; e os fios de cobre, 48,48%.