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Taxas de suicídio caem ao redor do mundo, Brasil e EUA vão à contramão

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A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que mais de 800 mil pessoas morrem por suicídio a cada ano em todo o mundo, sendo a quarta maior causa de morte entre jovens de 15 a 29 anos.

Cada morte por suicídio é uma tragédia. Mas a pesquisa mostra que suas taxas podem ser reduzidas com maior compreensão e suporte.

Para isso, o suicídio deve ser reconhecido como um problema de saúde pública, e as pessoas devem saber que ele pode ser prevenido e seus índices reduzidos.

Grupos em situação de maior vulnerabilidade, como migrantes, refugiados, população LGBT e povos indígenas, apresentam riscos ainda maiores de suicídio.

Vale lembrar que o Brasil não está sozinho nesse incremento de suas taxas, metade dos países sul americanos apresentaram crescimento percentual em suas taxas de suicídio desde 2000, e somente um conseguiu reduzir seus números mais que a média global, a Venezuela.

Em geral, taxas de suicídio apresentam declínio ao redor do globo, mas se engana quem acha que isso é motivo de comemoração, ainda há um enorme percentual de pessoas que sofrem com problemas de saúde mental, isolamento social e pressões socioeconômicas, um problema de saúde pública que apresenta um alarmante crescimento no Brasil.

É crucial promover conscientização sobre saúde mental, combater o estigma relacionado ao suicídio e ampliar o acesso a serviços de saúde mental de qualidade, uma tarefa que cabe primariamente ao governo, mas, também se estende a sociedade na sua totalidade.

Variação de taxas

As taxas de suicídio variam muito entre os países. Para alguns países da África Austral e da Europa Oriental, as taxas estimadas de suicídio são altas, com mais de 15 mortes anuais por 100.000 pessoas.

Enquanto isso, para outros países da Europa, América do Sul e Ásia, as taxas estimadas de suicídio são mais baixas, com menos de 10 mortes anuais por 100.000 pessoas.

A ampla variação nas taxas de suicídio em todo o mundo é provavelmente o resultado de muitos fatores. Isso inclui diferenças na saúde mental subjacente e tratamento, estresse pessoal e financeiro, restrições sobre os meios de suicídio, reconhecimento e consciência do suicídio e outros fatores.

O que você deve saber sobre esses dados

Redução de taxas de suicídio

Em muitos países, as taxas de suicídio diminuíram substancialmente.

Desde o ano 2000 há estimativas de países da Europa que superam um indicador de qualidade de dados sobre suicídios. Estes incluem Espanha, Itália, Noruega, Áustria, Luxemburgo, Finlândia e França.

Esses grandes declínios nas taxas de suicídio foram parcialmente impulsionados por uma maior conscientização e ajuda para pessoas em risco, melhorias no tratamento de saúde mental e restrições a alguns dos métodos de suicídio.

Isso nos diz que o suicídio é evitável. Mas muitos países não tomam medidas suficientes para reduzir suas taxas. O suicídio pode não ser combatido de forma eficaz, ou pode nem ser visto como um problema de saúde pública.

O que você de saber sobre esses dados

Fonte: OMS.

 

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