Em 30/01/2026
Muitos homens têm dúvidas sobre o assunto, mas por vergonha de admitir que “falham” na hora H – inclusive em consulta com o médico urologista – acabam escondendo sintomas que podem indicar DE (disfunção erétil).
Os primeiros sinais de disfunção erétil aparecem quando o homem passa a ter, com certa frequência, dificuldade para manter uma ereção firme o suficiente para completar a relação sexual de forma satisfatória.
Não existe um número exato de vezes para caracterizar o problema, mas quando essa situação se repete com regularidade, já pode ser considerada disfunção erétil.
A disfunção erétil pode ter origens físicas, emocionais ou uma combinação das duas.
Entre as causas físicas, destacam-se:
- doenças cardiovasculares
- diabetes
- hipertensão
- alterações hormonais
- lesões nervosas
- uso de certos medicamentos
- tabagismo
- consumo excessivo de álcool
- sedentarismo
- traumas
- ou cirurgias na região pélvica
Já entre os fatores emocionais, estão:
- ansiedade de desempenho
- estresse
- depressão
- insegurança
- dificuldades de comunicação ou intimidade no relacionamento
- experiências negativas anteriores.
Logo, essas condições podem servir de alerta de que algo não vai bem com a sua saúde – e que isso pode estar se refletindo na forma como o seu pênis responde em momentos íntimos.
A seguir, veja como identificar sinais típicos de disfunção erétil:
1. Dificuldade frequente para ter ereção: Se mesmo com desejo sexual presente a ereção não acontece, isso pode ser um indício. Ocorre tanto pela falta de fluxo sanguíneo adequado quanto por causas hormonais ou psicológicas.
2. Ereção que não se mantém: Conseguir iniciar, mas perder a rigidez rapidamente antes ou durante a penetração, é outra manifestação característica.
3. Ausência de ereções noturnas ou matinais: Homens saudáveis costumam ter ereções durante o sono ou ao acordar. Já a ausência constante dessas ereções é um sinal de que o problema provavelmente tem origem vascular, hormonal ou neurológica, e não apenas emocional.
Mas, se o paciente estiver pouco hidratado ou tiver urinado durante a madrugada, é comum que a ereção matinal não aconteça. Portanto, a ausência ocasional não significa necessariamente um problema, embora seja importante ficar atento.
4. Diminuição da libido: A queda no desejo sexual também pode estar associada a distúrbios hormonais (como baixa testosterona), frequentemente ligados à disfunção erétil.
5. Ejaculação precoce: Embora sejam problemas diferentes, podem estar relacionados em alguns casos. Um homem com disfunção erétil leve pode ejacular rápido por ansiedade de perder a ereção, o que cria um ciclo de insegurança.
Mas o oposto, a dificuldade para ejacular, e até mesmo a ausência de orgasmo, são situações que também podem estar relacionadas à disfunção erétil.
6. Ereção mais difícil em situações específicas: Quando o problema acontece só em momentos de pressão, estresse ou ou insegurança, pode haver componente psicológico (ansiedade de desempenho).
É comum o paciente relatar ereções normais durante o sono, pela manhã ou durante a masturbação, mas dificuldade em situações de relação sexual com o(a) parceiro(a).
7. Impacto na autoestima e na vida sexual: Vergonha, frustração e até evitar relações por medo de falhar são sinais de que a disfunção erétil pode estar em curso.
Nesse caso, o início da disfunção erétil geralmente é súbito, frequentemente associado a um evento emocional, ou experiência sexual frustrante. Além disso, há uma relação clara com pensamentos autodepreciativos e hipervigilância corporal.
8. Cansaço excessivo e falta de energia: Podem indicar baixa testosterona ou distúrbios metabólicos que afetam o desempenho sexual.
9. Perda de massa muscular ou aumento de gordura abdominal: Ligados a desequilíbrio hormonal (especialmente testosterona baixa e resistência à insulina). O excesso de gordura visceral, que fica na barriga e se deposita em órgãos, intensifica o estado inflamatório e a resistência à insulina, agravando o quadro de hipogonadismo (condição em que o corpo produz pouca ou nenhuma testosterona) e a disfunção sexual.
10. Problemas de sono: distúrbios como apneia e insônia podem reduzir a produção de testosterona e alterar o equilíbrio hormonal, comprometendo o desejo sexual e a capacidade de manter a ereção. Além disso, a má qualidade do sono afeta a circulação e o sistema nervoso, fundamentais para o funcionamento erétil.
Como diagnosticar e tratar a disfunção erétil?
O tratamento da disfunção erétil vai muito além de uma pílula: envolve corpo, mente e estilo de vida.
Os exames iniciais avaliam não apenas a testosterona, mas também outros hormônios (LH, FSH, prolactina), além de colesterol, triglicerídeos e glicemia. Isso porque condições como diabetes, hipertensão e dislipidemia estão entre as principais causas da disfunção.
Embora não seja o exame mais preciso, o doppler peniano também pode ajudar a analisar o fluxo sanguíneo local e a confirmar se a estrutura vascular está preservada e descartar obstruções significativas.
Em alguns casos, a disfunção erétil é um alerta do coração. Por isso, recomenda-se ainda uma investigação cardiovascular completa, com eletrocardiograma, ecocardiograma e, quando necessário, exames mais específicos como teste ergométrico ou angiotomografia coronariana.
O tratamento costuma seguir uma escala de intervenções. A base é o estilo de vida saudável: parar de fumar, reduzir o álcool, melhorar a alimentação e praticar exercícios regularmente.
Essas medidas favorecem a circulação, equilibram hormônios e aumentam a produção natural de testosterona.
Quando necessário, entram as medicações vasodilatadoras, como sildenafil e tadalafila, que melhoram o fluxo sanguíneo e ajudam a quebrar o ciclo de ansiedade e insegurança.
Nos casos mais resistentes, indicam-se injeções penianas ou próteses.
A psicoterapia, sobretudo a TCC (terapia cognitivo-comportamental), é fundamental para tratar o medo de falhar e resgatar o prazer sem pressão, como explica o psiquiatra Eduardo Perin.
Técnicas de mindfulness e boa qualidade do sono também reforçam o equilíbrio hormonal e o desempenho sexual.
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