Infarto mata ex-deputado federal Armando Abílio aos 76 anos

Em 12/10/2020

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Vítima de infarto, enquanto dormia, faleceu nesta segunda-feira (12Outubro2020), na cidade de Esperança (PB), município localizado na região do Brejo paraibano, o médico e  ex-deputado federal Armando Abílio Vieira, aos 75 anos.

De acordo com familiares, o político teria sofrido um infarto enquanto dormia e foi encontrado morto. 

Armando Abílio nasceu em Itaporanga (PB), mas residia em Esperança (PB), seu principal reduto político. Deixou 5 filhos com a sua esposa Rosimere Bronzeado: José Bronzeado Sobrinho Neto, Renata Bronzeado, Ana Luísa Bronzeado, Cíntia Abrantes e Juliana Bronzeado.

Seu corpo será sepultado ás 16h00 desta terça-feira (13Outubro2020).

Trajetória política

Armando Abílio Vieira (Itaporanga, 29 de dezembro de 1944) é um ex-político brasileiro, casado com Rosimere Bronzeado Vieira, vice-prefeita da cidade de Esperança, Paraíba.

Foi deputado federal pelo Partido Trabalhista Brasileiro da Paraíba entre 1995 e 2010. Atualmente, atuava como médico e radialista na cidade de Esperança (Paraíba).

Ex-presidente do PTB na Paraíba, Abílio foi prefeito de Esperança, deputado estadual e federal. Atualmente, Abílio era filiado ao MDB e atuava como médico e radialista na cidade de Esperança (PB). Foi eleito deputado estadual  e assumiu cadeira na Assembleia Legislativa paraibana em janeiro de 1991, onde foi vice-presidente. Na Câmara Federal exerceu mandato entre os anos de 1995 e 2010. Foi eleito prefeito de Esperança em novembro de 1982, assumindo o cargo em janeiro de 1983.

Armando Abílio, deputado Federal licenciado exercendo o cargo de Secretário do Trabalho e Ação Social do Estado da Paraíba, em Itaporanga (PB), junto com o então Governador da Paraíba Cássio Cunha Cunha, no dia 28 de Maio de 2005, em companhia de correligionários.

Em 1962 ingressou, em Recife, na Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Federal de Pernambuco, pela qual se graduou em 1968. Durante o ano seguinte, frequentou a residência médica no Hospital Osvaldo Cruz, também na capital pernambucana.

Armando Abílio, deputado Federal licenciado exercendo o cargo de Secretário Armando Abílio, do Trabalho e Ação Social do Estado da Paraíba, em Itaporanga (PB), junto com o então Governador da Paraíba Cássio Cunha Cunha(centro), o ex-Prefeito Will Rodrigues(primeiro a esquerda), pelo Presidente da Câmara Municipal de Itaporanga, Casa Legislativa de “Adauto Araújo“, Luis Alberto Tolentino(Lula-segundo a esquerda) e Leonardo Johnson(Genro-primeiro a direita), no dia 28 de Maio de 2005.

Filiando-se, em 1982, ao Partido Democrático Social (PDS), foi escolhido para integrar a chapa do partido como candidato a vice-prefeito de Esperança (PB). Ainda em 1982 fora nomeado diretor do Hospital Geral da cidade, função que desempenharia até 1991. Elegendo-se no pleito de novembro de 1982, foi empossado no cargo em janeiro de 1983. Desligando-se do PDS em 1988, permaneceu como vice-prefeito até janeiro do ano seguinte. Em 1989, filiou-se ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), no qual permaneceu até 1990.

Armando Abílio, deputado Federal licenciado exercendo o cargo de Secretário Armando Abílio, do Trabalho e Ação Social do Estado da Paraíba, em Itaporanga (PB), junto com o então Governador da Paraíba Cássio Cunha Cunha, no dia 28 de Maio de 2005, em evento ocorrido no prédio da Creche Comunitária e Pré-escola “Promotora Edilma Leite Cavalcanti Olímpio, localizado no Núcleo de Integração Rural do Conjunto “Chagas Soares”, onde ao lado das autoridades participou da inauguração da ampliação e modernização da creche que atendia crianças de três comunidades.

Ingressando, em seguida, no Partido da Frente Liberal (PFL), em outubro deste ano elegeu-se deputado estadual nessa legenda. Assumindo sua cadeira na Assembleia Legislativa paraibana em janeiro de 1991, foi escolhido segundo vice-presidente da mesa da casa, ocupando essa função até 1992. Em 1993, retornou ao PMDB, tornando-se ainda neste ano primeiro vice-presidente da mesa, cargo que desempenharia até o final da legislatura.

Em 2001, trocou o PMDB pelo PSDB, em razão das disputas regionais envolvendo o grupo liderado por Ronaldo Cunha Lima e José Maranhão na luta pelo poder na política paraibana. Com a ida do grupo de Cunha Lima para o PSDB, Armando Abílio seguiu para a agremiação tucana, tendo disputado com sucesso sua reeleição para a Câmara Federal em 2002. Todavia, licenciou-se do cargo de deputado federal entre 2003 e 2006 para se tornar secretário de Trabalho e Ação Social do governo de Cássio Cunha Lima, eleito para o Executivo paraibano no pleito de outubro de 2002.

Entretanto, em 2006, após ter concorrido com sucesso para mais um mandato na Câmara Federal, o parlamentar trocou o PSDB pelo Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), ingressando na base de apoio ao governo de Luís Inácio da Silva. Isso fez com que os tucanos, tomando como base a lei sobre a fidelidade partidária – segundo a qual, o mandato pertence ao partido -, resolvessem entrar com um processo contra os deputados que haviam deixado a agremiação após a eleição, entre eles o próprio Armando Abílio. No entanto, em agosto de 2007, o STF não concedeu a liminar ao PSDB para que conseguisse de volta os mandatos dos infiéis.

Entre março e maio de 2007, Armando Abílio foi vice-líder do Bloco PMDB, PTB, PSC, PTC e, em entre maio de 2007 e maio de 2008, foi vice-líder do PTB na Câmara. Em abril de 2008, o parlamentar tornou-se vice-líder do governo na Câmara dos Deputados.

Candidato a deputado federal pelo PTB (PB) no pleito eleitoral de 2010, Armando Abílio não conseguiu se reeleger. Contudo, assumiu, por poucos meses, como suplente do deputado federal Aguinaldo Ribeiro, do Partido Progressista (PP), nomeado para o cargo de ministro das Cidades. 

Deixou a Câmara e retornou à condição de suplente em Novembro de 2012. Desde então afastado da atividade política, comanda um programa de rádio local.

Foi delegado municipal do PMDB de Esperança e membro do seu diretório estadual, além de presidente estadual do PTB na Paraíba.

Óbitos

No Estado da Paraíba, no ano de 2020, já morreram 10 ex-deputados estaduais e um deputado estadual no exercício do mandato.

Foram a óbito, Armando Abílio, Dona Dida, Dinaldo Wanderley, Lúcia Braga, Marcos Odilon, Nivaldo Manoel, Wilson Braga, Pedro Adelson, Socorro Marques e Zenóbio Toscano. Genival Matias morreu no exercício do mandato.


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