Saiba como driblar a CÓLICA MENSTRUAL

Em 12/06/2008

Tempo de leitura: 5 minutos


Estima-se que 80% das mulheres sintam algum tipo de mal-estar na região do baixo-ventre todo mês e 10% delas sofram com uma cólica intensa, capaz de refletir a dor para as costas, pernas, provocar enjôos e náuseas. E, em última instância, até desmaio. Não poderia ser diferente.

A cólica menstrual, tratada pelos médicos como dismenorréia, ocorre durante uma reação natural do organismo feminino. No período fértil, o endométrio, tecido que reveste o útero, vai ficando mais espesso para receber o embrião.

Se o óvulo não é fecundado, essa camada perde a função e precisa ser “expulsa”. Assim, substâncias de nome estranho – prostaglandinas – são liberadas para provocar uma espécie de inflamação, contrair as paredes do útero e favorecer a descamação e a saída do sangue.

É por isso que as mulheres menstruam e podem sentir dores. A diferença na intensidade desse tipo de dor, porém, varia de acordo com o grau de sensibilidade de cada mulher, seus hábitos de vida e até com o seu estado emocional naquele mês.

Não é à toa que as reações à cólica também são diferentes. Há aquelas que preferem agüentar firmes o fim da menstruação sem tomar qualquer remédio, e outras que se automedicam ao primeiro sinal de dor. Duas atitudes radicais.

Apesar de ser um sintoma comum, ninguém precisa se acostumar a esse mal-estar e tentar fingir que ela não incomoda. Porém, os remédios só devem ser recomendados pelo médico e, além deles, há outras alternativas que ajudam bastante a diminuir as dores.

Dicas para aliviar as cólicas

Não é porque ela acompanha as mulheres desde a primeira menstruação que elas devem se acostumar à cólica. Além dos remédios, há formas bem simples de aliviar esse incômodo mensal
Bolsa de água quente
O calor estimula a irrigação na região, relaxa a musculatura e ameniza o impacto das contrações do útero.

Massagem
Segundo especialistas, o toque desencadeia reações no organismo que o fazem voltar ao equilíbrio. O vaivém das mãos é capaz de acionar os milhões de receptores nervosos da pele e transmitir impulsos ao cérebro.

 
Como resposta ao estímulo, o corpo libera substâncias como as endorfinas, analgésicos naturais que aliviam a tensão muscular, melhoram a circulação sanguínea e, conseqüentemente, diminuem as dores. O simples ato de se deitar com a barriga para baixo e apoiá-la em um travesseiro já ajuda. Comprimir essa região é uma forma de massagem.

Ioga
Há posturas específicas para ativar a circulação e “massagear” a região pélvica e a do útero.
Elas favorecem o equilíbrio das energias no corpo e promovem uma harmonia geral. Na parte física, cada movimento ajuda a liberar pontos de tensão muscular, faz o sangue fluir melhor e promove uma drenagem linfática, reduzindo a retenção líquida. Já os exercícios respiratórios induzem a um estado de calma e diminuem a ansiedade. Mulheres que praticam ioga dificilmente têm cólicas. Elas aprendem a relaxar e a controlar suas doreS.

Acupuntura
Para a medicina chinesa, a cólica é explicada de uma outra maneira: “A energia vital fica estagnada no útero e isso faz aumentar a produção das substâncias que causam a inflamação e as dores(as prostaglandinas)”. As agulhas aplicadas em pontos estratégicos, entre eles a região anterior e posterior do abdômen, têm a função de liberar essa energia acumulada e reduzir o incômodo.

Atividade física
Feita de forma regular e moderada, assim como a massagem, ela ajuda a soltar endorfinas e amenizar as dores. Os exercícios oferecem outros benefícios, mas para as cólicas, sua principal contribuição é proporcionar uma sensação de relaxamento e bem-estar.

Quando optar pelos remédios
Pode parecer um sintoma simples, mas só um médico pode recomendar o melhor medicamento para diminuir a cólica menstrual. Muitas mulheres recorrem a um analgésico, mas há opções mais eficazes, por ser uma inflamação que provoca contrações(espasmos) no útero, antiinflamatórios e antiespasmódicos são mais indicados.

O uso de anticoncepcional também ajuda. A pílula contribui para amenizar mensalmente a produção das substâncias inflamatórias que causam as dores. Mas há uma razão mais importante para não se automedicar: você pode mascarar problemas de saúde.

O alerta vai para quem nunca sentiu cólica e passou a sofrer com ela ou se a intensidade da dor aumentou muito. Nesses casos, ela pode indicar a presença de miomas(tumores benignos no útero) ou de endometriose(doença que, se não for tratada, causa infertilidade), avisa a médica.

 


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