Medalhas da Olimpiada custaram 50 milhões cada ao Brasil

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Em 26/08/2008

Tempo de leitura: 35 minutos

Pequim(China) – Pode ter faltado competência, equilíbrio emocional e sorte, mas verba não faltou. O último ciclo olímpico(2005-2008), que culminou com a Olimpíada de Pequim, foi o que mobilizou maiores recursos federais em favor do esporte brasileiro, a título de preparação para a maior competição do esporte mundial. As estatísticas apontam que mais de R$ 650 milhões foram gastos em prol do esporte olímpico. O dinheiro é contabilizado por meio dos recursos das loterias, das empresas estatais, do fundo de incentivo fiscal e do Ministério do Esporte, com o Programa Brasil no Esporte de Alto Rendimento, o Brasil Campeão, que inclui o bolsa-atleta. Com isso, cada uma das 13 medalhas conquistados pelo País na China(excluindo as duas do futebol, que não recebe dinheiro público) custou cerca de R$ 50,4 milhões aos cofres públicos.

Entre 2005 e 2008, o montante investido no esporte brasileiro, R$ 654,7 milhões, é procedente de diversas fontes: R$ 265,7 milhões destinados ao Comitê Olímpico Brasileiro(COB) por meio da lei das loterias criada em 2001, que obriga o destino de 2% das loterias federais aos comitês Olímpico e Paraolímpico brasileiros; R$ 34,4 milhões oriundos da lei de incentivo ao esporte, aprovada em 2006 e que concede isenção fiscal à pessoa física ou jurídica que fizer doação a um projeto esportivo; R$ 247,9 milhões de patrocínios das empresas estatais e mais de R$ 107 milhões aplicados pelo governo federal no Programa Brasil no Esporte de Alto Rendimento.

Parte do dinheiro computado pela lei de incentivo fiscal ao esporte foi destinado às confederações de boxe(R$ 4,8 milhões), de judô(R$ 1,9 milhão) e de tênis de mesa(R$ 564,5 mil), para o Minas Tênis Clube(pouco mais de R$ 1 milhão), além de R$ 26 milhões para o COB. Já entre os patrocínios das estatais estão os R$ 42 milhões e os R$ 5,9 milhões destinados pela Caixa Econômica Federal ao atletismo e à ginástica, os R$ 38 milhões dos Correios para a natação, os R$ 40 milhões da Eletrobrás para o basquete, os R$ 10 milhões da Infraero ao judô, os R$ 11,2 milhões pagos pela Petrobras ao handebol e os cerca de R$ 100 milhões do Banco do Brasil para o vôlei.

Com a proximidade dos Jogos Olímpicos de Pequim, o Programa Brasil no Esporte de Alto Rendimento, o Brasil Campeão, foi o segundo programa mais bem contemplado pelo Ministério do Esporte esse ano, com R$ 51,1 milhões recebidos. O programa tem o objetivo de aperfeiçoar atletas de alto rendimento a partir da implantação de centros de treinamento; modernizar centro científico e tecnológico para o esporte e implantar infra-estrutura para a prática desportiva nas instituições de ensino e entidades parceiras, beneficiando o esporte educacional. A verba também é usada, entre outros fins, para custear o sistema de avaliação de atletas, o pagamento de quase três mil bolsas e para a promoção e participação de 1,2 mil atletas portadores de deficiência.

Os resultados conquistados pelo Brasil em Pequim, inferiores em termos de medalhas de ouro aos de Atenas, vão certamente provocar inúmeras discussões. Segundo diversos especialistas, como José Cruz, da editoria de esportes do Correio Braziliense, embora não se pretenda que a política esportiva do Brasil seja dirigida apenas para a formação de atletas – o prioritário é que a educação esportiva ajude na formação do cidadão, na saúde e na inclusão social – a ampliação "da base da pirâmide" do esporte de alto rendimento depende da estreita relação entre o esporte e a educação, assim como acontece nos Estados Unidos, na China e em Cuba(apesar de não ter sido destaque em Pequim). Nestes países, os talentos esportivos são descobertos nas escolas e, desde cedo, as crianças são treinadas para evoluir nas modalidades que praticam.

Outra crítica levantada por Cruz é de que os recursos atualmente disponíveis para o COB e às confederações esportivas estão concentrados no “topo da pirâmide”, sendo injetados, quase que exclusivamente, em atletas de ponta, já consagrados. "Ao contrário do que ocorria em décadas passadas, não faltam recursos ao desporto nacional, mas sim gestão e fixação de prioridades. O desporto na base sofre com a falta de verba, além da educação fisíca nas escolas ser praticamente inexistente", afirma Cruz. Isso contraria a própria Constituição Federal, que afirma que é “dever do Estado fomentar práticas desportivas formais e não-formais, como direito de cada um, observados a destinação de recursos públicos para a promoção prioritária do desporto educacional e, em casos específicos, para a do desporto de alto rendimento”.

Diante da discussão, alguns parlamentares, como o deputado Miro Teixeira, pretendem levar o debate em torno da questão da aplicação dos recursos no esporte brasileiro ao Congreso, inclusive com a criação de uma CPI. O presidente do COB, Carlos Arthur Nuzman, prefere não comentar sobre as aplicação globais da União em favor do esporte de alto rendimento, tendo em vista que gerencia apenas os recursos provenientes das loterias, cuja a distribuição é divulgada e auditada pelo Tribunal de Contas da União(TCU). O presidente do COB destaca a expansão do esporte brasileiro citando medalha obtida no taekwondo, a particação do Brasil em 38 finais(contra 30 em Atenas) e a participação da delegação feminina. O presidente afirma não temer a eventual realização de uma CPI. Ele argumenta que tais questionamentos são comuns em períodos pós jogos olímpicos.

Os recursos destinados ao ciclo das Olimpíadas de Atenas 2004 para o esporte brasileiro somaram cerca de R$ 280 milhões, ou seja, menos da metade do desembolsado com os jogos de Pequim. Na Grécia, com a presença de uma delegação de atletas menor(247 contra 277 este ano), o Brasil fez a melhor campanha de todos os tempos com a conquista de cinco ouros. No entanto, somando todas as medalhas conquistadas naquele ano, 10 no total, o custo aos cofres públicos foi mais barato; alcançou a cifra de R$ 28 milhões por medalha.

Vale ressaltar que os valores aplicados no esporte de alto rendimento considerados poderiam ser ainda maiores caso fossem incluídos os gastos e os investimentos feitos pelo Ministério do Esporte com o Programa Rumo ao Pan 2007. Criado em 2004, o programa recebeu apenas dos cofres da pasta quase R$ 1 bilhão para ser aplicado na realização do evento no Rio de Janeiro.

Ouro no salto
Ao conquistar o ouro no salto em distância nos Jogos Olímpicos de Pequim, no dia 22 de agosto, Maurren Maggi se tornou a primeira mulher a chegar ao alto do pódio em esporte individual na história da participação brasileira em Olimpíadas. Na sua participação anterior, em Sydney-2000, ela sofreu uma lesão e não passou da primeira fase da competição. Além disso, Maurren já havia se destacado em dois Pans, o de Winnipeg-99 e do Rio-07, conquistando o ouro em ambos e no Munidal Indoor de Valencia, disputado em março deste ano, quando foi medalha de prata. Após a emocionante vitória na China, quando superou a saltadora russa Tatyana Lebedeva por apenas um centímetro, ela prometeu continuar treinando para defender o título em Londres-2012. Maurren ganhou esse nome porque seu pai, William Maggi, fã dos Beatles, resolveu dar à filha o mesmo nome da primeira mulher de Ringo Starr, baterista da banda inglesa. Porém, como é comum nesses casos, o tabelião errou a mão, já que a grafia correta do nome da britânica é Maureen.

Maurren Higa Maggi(Foto) nasceu em São Carlos, no interior paulista, em 25 de junho de 1976. Desde sua infância, com o incentivo de seus pais, começou a praticar a ginástica artística. No entanto, em conseqüência de sua alta estatura, Maurren desistiu da modalidade e começou a praticar o atletismo. Em 1993, a atleta brasileira ingressou na Associação dos Amigos do Atletismo de Ribeirão Preto. Um ano depois, recebeu o convite de seu atual técnico, Nélio Moura, para participar do Projeto Futuro, na cidade de São Paulo. Seu principal resultado nesta fase inicial da carreira surgiu aos 23 anos: o primeiro lugar no Sul-Americano de Bogotá, na Colômbia, em 1999, quando garantiu o recorde sul-americano que vigora até hoje, com um salto de 7,26m. No entanto, em sua estréia em Olimpíadas, em Sydney-2000, Maurren sentiu uma lesão na coxa esquerda, durante um salto na fase classificatória, caiu chorando na caixa de areia e nem avançou à final. Na até então melhor fase de sua carreira, a saltadora amargou um decepcionante 25º lugar.

A esperança de medalhas renasceu em 2003, quando a paulista alcançou o melhor salto da temporada, 7,06m. Favorita ao ouro no Pan de Santo Domingo, ela também já era uma das apostas brasileiras para conquistar medalha em Atenas-2004. Entretanto, ela foi flagrada no exame antidoping e teve de cumprir dois anos de suspensão das competições. O teste identificou a presença da substância clostebol, que é a primeira na lista de proibições da Associação Internacional das Federações de Atletismo (IAAF, na sigla em inglês). O clostebol está presente em uma pomada cicatrizante que a atleta alegou ter usado após uma sessão de depilação. Apesar da explicação, a punição foi mantida.

Durante o período em que permaneceu suspensa, Maurren casou-se com o piloto de Fórmula 1 Antônio Pizzonia e teve sua primeira filha, Sofia e abandonou os treinamentos, passando a se dedicar à menina e dando por encerrada a carreira de atleta. Em 2006, após o fim do casamento com Pizzonia, Maurren decidiu retornar às pistas. Na ocasião, revelou que estava voltando porque precisa sustentar a filha.

Em 2007, Maurren voltou com tudo e, apesar da ausência forçada pela suspensão, mostrou que ainda era uma das principais atletas do Brasil. Ela conquistou a medalha de ouro no Pan do Rio, com 6,84m. Já neste ano, em junho, garantiu a segunda melhor marca do mundo no ano, 6,99m. A consagração viria em Pequim: em seu primeiro salto na final, Maurren voou e atingiu o auge de sua carreira e o melhor desempenho individual feminino brasileiro da história. Concentrada, saltou 7,04m e garantiu a medalha de ouro, apenas um centímetro a mais do que a russa Tatyana Lebedeva, que marcou 7,03m em sua sexta e última tentativa.

O técnico da campeã, Nélio Moura, não deixa por menos, e afirma que sua pupila está imortalizada na história do esporte brasileiro e dos Jogos Olímpicos. A melhor colocação de uma brasileira no atletismo, até então, era o quarto lugar de Aida dos Santos nos Jogos de Tóquio-1964, no salto em altura.

– No ano em que a Maurren voltou a treinar, tínhamos dúvidas porque ela havia ficado quase três anos parada. Teve de começar do zero de novo. Quando os resultados começaram a aparecer, achei que ficaria entre as melhores do mundo. Esse ano, começamos a apostar na possibilidade de ela ser campeã olímpica, mas ninguém poderia ter certeza de uma conquista como essa. Ela conseguiu criar um estado mental em que assumia de forma contida o favoritismo que tinha ao lado de outras saltadoras, mas sabia que para confirmar isso teria de dar o melhor dela, e veio se preparando para isso. Ser campeão olímpico é uma coisa para pouquíssimos, e ela já está imortalizada – concluiu.

FICHA TÉCNICA
Nome:
Maurren Higa Maggi
Nascimento: 25/06/1976 (32 anos), em São Carlos (SP)
Altura e Peso: 1,73m e 61kg


Ouro e Bronze na natação
O sentimento de César Cielo Filho de volta ao Brasil não poderia ser outro mas o de dever cumprido. O nadador brasileiro entrou para a história da natação não só brasileira, mas mundial, como medalhista e recordista olímpico. Na prova dos 100m livre, Cielo ficou com o bronze(10ª medalha da natação e 80ª em Jogos Olímpicos do Brasil), e nos 50m livre fez uma brilhante exibição para ser coroado com o ouro, fato inédito para a natação brasileira.

Mesmo sem muitas esperanças de vencer a prova dos 100m livre por largar na raia oito(raia que recebe mais ondulações que as do meio, e, conseqüentemente, atrapalha o nadador), Cielo(no centro da Foto) sonhou na noite anterior a prova que chegaria em terceiro. O sonho felizmente, virou realidade quando o brasileiro bateu junto com o americano Jason Lezak com o tempo de 47s67 e conquistou a primeira medalha olímpica do Brasil na modalidade, além de ser também sua primeira. De quebra o Cielo bateu o recorde sulamericano da prova.

– Eu estava meio chateado de sair na raia oito, mas o meu técnico (o australiano Brett Hawke) falou: "Você está na oito pra brigar pelo bronze!" Acho que estava preocupado demais com os outros nadadores.

E logo após seu incontrolável choro durante a premiação, ele já almejava outro pódio.

– Agora vou ganhar os 50m livre. Vou buscar a medalha de ouro – disse, ainda muito emocionado.

Era o prenúncio. Cielo nadou como nunca nos 50m livre. Quebrou o recorde olímpico com 21s30 e deixou os gigantes da prova mais acirrada da natação para trás, no maior estilo tubarão. Na premiação, o copioso choro se repetiu. E emocionou quem estava no Cubo Aquático, que, pela primeira vez em Pequim, ficou de pé para aplaudir um nadador.

– Isso é um sonho sendo realizado. Espero que a partir de agora, muita gente olhe para mim e comece a praticar natação acreditando que pode chegar em algum lugar. Que esta seja uma nova era do esporte no Brasil – festejou o nadador.

Antes da natação, Cielo ainda praticou judô e o vôlei. O primeiro, largou porque tinha que lutar com meninos mais velhos devido a sua altura, e acabava perdendo. No vôlei, não conseguiu ser tão bem sucedido quanto seu pai, ex-jogador.

Depois de bater a barreira dos 22s nos 50m livre, César foi apontado pelo ex-nadador Gustavo Borges como o melhor nadador brasileiro da atualidade. No caminho para se tornar a atual estrela do esporte brasileiro, o paulista adquiriu algumas manias peculiares, como a de deixar bilhetes em seu quarto da faculdade com mensagens de incentivo. Uma frase no banheiro dizia: "Enquanto você está aqui c… tem um louco treinando".

FICHA TÉCNICA
Nome:
César Cielo Filho
Nascimento: 10/01/1987, em santa Bárbara d’Oeste, SP
Altura e Peso: 1,95m e 88kg

Ouro no volei feminino
A Seleção Brasileira feminina de vôlei chegou em Pequim credenciada como favorita ao ouro olímpico após a conquista invicta do Grand Prix. Em um grupo forte, com potências como Itália, Sérvia e Rússia, o Brasil comprovou o seu bom momento e venceu todos os jogos sem perder nenhum set.

Com o primeiro lugar conquistado na fase de classificação, as brasileiras tiveram a vantagem de enfrentar um adversário mais fraco nas oitavas-de-final, o Japão. Sem dificuldades, venceram as adversárias, mais uma vez sem perder sets.

Na semifinal, do outro lado, as atuais campeãs olímpicas. A China, empurrada pela torcida local, poderia ser mais uma pedra no caminho da equipe brasileira. Com confiança, a Seleção venceu as rivais por 3 sets a 0 e espantou o fantasma de quatro derrotas consecutivas em semifinais olímpicas.

Restava o último obstáculo, a seleção dos Estados Unidos. Na final, pela primeira vez as brasileiras perderam um set. No entanto, elas mostraram maturidade e equilíbrio emocional. Calaram as críticas e conquistaram o inédito ouro olímpico.

JOGADORES

• WALEWSKA Oliveira – meio-de-rede
• Carolina Albuquerque (CAROL) – levantadora
• Marianne Steinbrecher (MARI) – oposto
• PAULA PEQUENO – ponta
• THAÍSA Menezes – meio-de-rede
• Hélia Souza (FOFÃO) – levantadora
• Valeska Menezez (VALESKINHA) – meio-de-rede
• FABIANA Claudino – meio-de-rede
• Wélissa Gonzaga (SASSÁ) – ponta
• JAQUELINE Carvalho – ponta
• SHEILLA Castro – oposto
• Fabiana de Oliveira (FABI) – líbero

Técnico:
José Roberto
Guimarães


CAMPANHA:

Primeira fase
Algeria 0 x 3 Brasil (25-11, 25-11 e 25-10)
Brasil 3 x 0 Rússia (25-14, 25-14 e 25-16)
Sérvia 0 x 3 Brasil (25-15, 25-13 e 25-23)
Brasil 3 x 0 Cazaquistão (25-13, 25-6 e 27-25)
Itália 0 x 3 Brasil (25-16, 25-22 e 25-17)

Quartas-de-final
Japão 0 x 3 Brasil (25-12, 25-20 e 25-16)

Semifinal
China 0 x 3 Brasil (27-25, 25-22 e 25-14)

Final
Estados Unidos 1 x 3 Brasil (25-15, 18-25, 25-13 e 25-21)

Prata na vela – Classe Star
Ao lado de Bruno Prada, Robert Scheidt(Foto) ganhou sua quarta medalha olímpica consecutiva, primeira na classe Star. Já para Bruno, foi a primeira medalha em Jogos. Com a prata da dupla, a vela voltou a ter a hegemonia de maior número de medalhas de uma modalidade no Brasil(esta foi a décima sexta em Jogos Olímpicos), que havia sido batida pelo judô.

A superação foi fundamental para a vitória da dupla na regata final. Após um início não muito expressivo nos Jogos, os brasileiros sonhavam apenas com o bronze, pois também dependiam de um mau resultado das duplas de suecos Frederik Loof e Anders Ekstrom e dos britânicos Iain Percy e Andrew Simpson.

No fim, com a vitória, a dupla terminou empatada com os suecos ao somarem 53 pontos. O critério de desempate seria o resultado na última regata, o que acabaria dando a medalha de prata para o Brasil.

FICHAS TÉCNICAS
Nome:
Bruno Prada

Nascimento:
31/07/1971, em São Paulo, SP
Altura e peso:
1,88m e 112kg

Nome: Robert Scheidt
Nascimento:
15/04/1973, em São Paulo, SP
Altura e peso:
1,89m e 81 kg

Prata no futebol feminino
A prata conquistada pela Seleção feminina de futebol foi a medalha mais triste conquistada pelo Brasil nos Jogos de Pequim. O ouro olímpico seria uma grande recompensa às essas heroínas, que insistem em jogar futebol por um país que não lhe dá apoio e nem mesmo possui uma liga profissional de futebol.

A derrota na final para os Estados Unidos fica ainda mais dolorosa ao lembrarmos que, há quatro anos, nos Jogos de Atenas, nossa Seleção também perdeu para as americanas na decisão. O Brasil era o grande favorito. Havia chegado à final depois de golear por 4 a 1 a Alemanha, para quem havia perdido a Copa do Mundo do ano passado. Antes, nas quartas, derrotou a Noruega por 2 a 1.

Na primeira fase, as brasileiras foram as primeiras colocadas do Grupo F, com sete pontos: empataram sem gols com a Alemanha e derrotaram Coréia do Norte e Nigéria por, respectivamente, 2 a 1 e 3 a 1.

Já na disputa pelo ouro, o Brasil dominou a partida, mas não conseguiu traduzir a sua superioridade em gols. Assim como há quatro anos, acabaram sucumbindo na prorrogação: as brasileiras sentiram mais o desgaste físico e levaram um gol de Lloyd, aos seis minutos do primeiro tempo.

JOGADORAS

• ANDRÉIA SUNTAQUE (goleira)
• SIMONE Gomes Jatobá (lateral-direita)
• ANDRÉIA ROSA (zagueira)
• TÂNIA "MARANHÃO" Maria Pereira Ribeiro (zagueira)
• RENATA Aparecida da COSTA (volante)
• "MAYCON" Andréia dos Santos (apoiadora)
• DANIELA ALVES Lima (apoiadora)
• "FORMIGA" Miraildes Maciel Mota (volante)
• ESTER Aparecida dos Santos (volante)
• MARTA Vieira da Silva (atacante)
• CRISTIANE Rozeira de Souza Silva (atacante)
• BÁRBARA Micheline do Monte Barbosa (goleira)
• FRANCIELLE Manoel Alberto (volante)
• "PRETINHA" Delma Gonçalves (atacante)
• FABIANA da Silva Simões (atacante)
• ERIKA Cristiano dos Santos (zagueira)
• MAURINE Dorneles Gonçalves (apoiadora)
• ROSANA dos Santos Augusto (lateral-esquerda)


CAMPANHA

• 1ª fase
Brasil 0 x 0 Alemanha
Brasil 2 x 1 Coréia do Norte
Brasil 3 x 1 Nigéria

• Quartas-de-final
Brasil 2 x 1 Noruega

• Semifinal
Brasil 4 x 1 Alemanha

• Final
Brasil 0 x 1 Estados Unidos*
* Na prorrogação.

Prata no Volei de Praia
No primeiro ano da dupla, Márcio e Fábio Luiz(Foto) foram campeões brasileiros e mundiais e ficaram em segundo lugar no circuito mundial. Desde então, se tornaram a segunda força nacional, até mesmo superando os favoritos Ricardo e Emmanuel. A dupla também sagrou-se Rei da Praia e venceu o Desafio dos Reis, ambas em 2007.

No entanto, a dupla passou por maus momentos em 2008. Eles chegaram apenas uma vez no pódio do circuito brasileiro e, por pouco, tiveram a classificação para a Olímpiada ameaçada pela dupla Pedro Solberg/Harley. Já na reta de chegada rumo à China, a dupla conseguiu retomar as boas atuações e garantiu sua participação em Pequim.

Na Olimpíada, a dupla começou ofuscada por Ricardo e Emanuel, que tentavam o bicampeonato olímpico. Mas, comendo pelas beiradas, Márcio e Fábio Luiz cresceram na competição e eliminaram os compatriotas na semifinal. Na decisão contra os americanos Dallhauser e Rogers, os brasileiros até venceram um set, mas jogaram mal o tiebreak e ficaram com a prata.

FICHAS TÉCNICAS
Nome: Fábio Luiz de Jesus Magalhães

Nascimento:
13/03/1979, em Marataízes(ES)
Altura e Peso:
2,04m e 105kg

Nome: Márcio Henrique Barroso Araújo
Nascimento:
12/10/1973,em Fortaleza(CE)
Altura e peso:
1,72m e 88kg

Prata no Volei
A Seleção Brasileira masculina de vôlei chegou a Pequim querendo provar que podia se recuperar do decepcionante quarto lugar na Liga Mundial. Na primeira fase, enfrentou seleções tradicionais, como Polônia, Sérvia e Rússia. Com apenas uma derrota, para os russos, o Brasil avançou para as quartas-de-final em primeiro lugar.

O adversário na briga pela vaga na semifinal foi a China. Apesar de jogarem em casa, os chineses não foram páreos para os brasileiros, que venceram de forma convincente. Na semifinal, um grande clássico. Brasil e Itália reviveram a final olímpica de quatro anos antes. O resultado foi o mesmo. Vitória brasileira, de virada, e vaga na final olímpica.

No entanto, na decisão do ouro, mais uma vez o Brasil não resistiu ao excelente time dos Estados Unidos. Foi superado e viu sua geração mais vencedora se despedir da Olimpíada com uma medalha de prata.


JOGADORES

• Bruno Rezende (BRUNINHO) – Levantador
• Marcelo Elgarten (MARCELINHO) – Levantador
• ANDRÉ HELLER – Meio-de-rede
• SAMUEL Fuchs – Ponta
• Gilberto Amauri de Godoy Filho (GIBA) – Ponta
• MURILO Endres – Ponta
• ANDRÉ NASCIMENTO – Oposto
• Sérgio Santos (SERGINHO) – Líbero
• GUSTAVO Endres – Meio-de-rede
• Rodrigo Santana (RODRIGÃO) – Meio-de-rede
• DANTE Amaral – Ponta

CAMPANHA:

Primeira fase:
Brasil 3 x 0 Egito (25-19, 25-15 e 25-18)
Sérvia 1 x 3 Brasil (25-27, 25-20, 25-17 e 25-21)
Brasil 1 x 3 Rússia (22-25, 26-24, 31-29 e 25-19)
Brasil 3 x 0 Polônia (30-28, 25-19 e 25-19)
Alemanha 0 x 3 Brasil (25-22m 25-21 e 25-23)

Quartas-de-final:
China 0 x 3 Brasil (25-17, 25-15 e 25-16)

Semifinal:
Itália 1 x 3 Brasil (19-25, 25-18, 25-21 e 25-22)

Final:
Estados Unidos 3 x 1 Brasil (20-25, 25-22, 25-21 e 25-23)


Bonze na categoria leve de Judo
A judoca Ketleyn Quadros(Foto) ganhou mais que um bronze na categoria leve: ela tornou-se a primeira atleta brasileira a conquistar uma medalha olímpica no individual. Natural de Brasília (DF), a lutadora compete pelo Minas Tênis Clube desde 2006, e é aluna do curso de Educação Física.

Debutante em Olimpíadas, Ketleyn contou com uma dose de sorte aliada ao talento para abocanhar a medalha: Ela foi derrotada por Deborah Gravenstijn(Países Baixos), por koka, em sua segunda luta em Pequim. Na primeira, ela havia ganho de Sin-Young Kang(Coréia do Sul), por yuko.

Longe da disputa do ouro, a brasileira torceu para que sua algoz holandesa seguir na competição, para ter a chancer de lutar na repescagem.

De volta à competição, ela bateu a esponhola Isabel Fernandez, no golden score, deu um ippon na japonesa Aiko Sato,e ,na luta da medalha, que só foi decidida no "ponto de ouro", derrotou a australiana Maria Pekli.

FICHA TÉCNICA
Nome:
Ketleyn Lima Quadros
Nascimento: 01/10/1987, em Brasília, DF
Altura e Peso: 1,65m e 57kg

Bronze na categoria leve do Judô
Após sua mais recente conquista, o bronze em Pequim, Leandro(Foto) passou a se tornar o primeiro judoca brasileiro a conquistar duas medalhas seguidas em Olimpíadas. A primeira foi em Atenas(2004), aos 21 anos, quando foi consagrado como uma das grandes apostas para o esporte no Brasil. Hoje, aos 25 anos, Guilheiros tem seu nome registrado na história do desporto nacional.

O paulista de Suzano conta com a experiência e o apoio de dois nomes respeitados no Judô, como o seu treinador Rogério Sampaio, campeão olímpico em Barcelona(1992) e Aurélio Miguel, ouro em Seul(1988). Sempre presentes também em momentos difícieis enfrentados pelo atleta, como as lesões que o levaram à mesa de cirurgia, três vezes (punho, quadril e ombro). Após sua recuperação, Guilheiro partiu para Grécia, há quatro anos, se tornando o único atleta remanescente da equipe masculina de judô.

O judoca se espelha na história do japonês Miyamoto Musashi, relatada no seu livro favorito, "Musashi", datado do século 16. Determinado, filma e estuda o estilo de seus principais adversários e, recentemente, fez trabalho de ganho de massa muscular, por se considerar muito leve dentro de sua categoria.

Em Pequim, lutou seis vezes e perdeu apenas uma, para o chinês Ki Chun Wang, ainda na fase preliminar. Na decisão da medalha de bronze ele superou o iraniano Ali Malomat, com uma vitória incontestável, que veio em um ippon com apenas 23s de luta, mostrando que o atleta entrou no tatame disposto a não dar a menor chance para o adversário.

FICHA TÉCNICA
Nome:
Leandro Guilheiro

Nascimento:
07/08/1983, em Suzano (SP)
Altura e Peso:
1,76m e 73kg

Bronze no Judô Meio-Médio
Tiago Camilo(Foto) foi um dos mais jovens medalhistas olímpicos da história do judô, ao conquistar a prata em Sydney-2000 com apenas 18 anos. O menino-prodígio dos tatames, no entanto, teve que esperar até os 26 anos para retornar a uma Olimpíada. Desta vez, já consagrado como campeão mundial e pan-americano, Camilo, que era favorito destacado para o ouro não conseguiu chegar à final e acabou conquistando a medalha de bronze.

O judoca começou no esporte por influência do seu irmão Luis Camilo (ouro no Pan de Santo Domingo-2003), em Bastos, município em que foi criado, aos quatro anos.

– O meu pai achou bom porque dava muita disciplina. O que o judô me ensinou, eu sigo fora do tatame também – disse Camilo.

Quando tinha sete anos, o técnico avaliou que o pequeno Tiago tinha jeito para competir. Já aos 14 anos, foi para São Paulo junto com o irmão para participar de um projeto de desenvolvimento no esporte. Na capital, foi morar em um alojamento próximo ao Parque do Ibirapuera, onde ficou até 2001. Depois foi treinar em São Caetano e, desde 2006, está na Sogipa, mesmo clube do bicampeão mundial João Derly, em Porto Alegre.

Como cada país pode levar apenas um representante por categoria, muitas vezes chegar a uma Olimpíada pode ser tanto ou ainda mais difícil do que conquistar uma medalha. Antes de garantir a presença em Pequim, Camilo foi campeão do pan do Rio e mundial, mas em categorias diferentes. Com isso, teve de passar pela seletiva no início deste ano, correndo o risco de ser novamente eliminado pelo amigo e rival Flávio Canto, que o impediu de lutar em Atenas-2004.

Em 2003, às voltas com uma série de contusões que quebraram o seu ritmo de treinamento e competição, Camilo enfrentou Flávio Canto, e acabou ficando fora da Olimpíada de Atenas. Camilo perdeu a vaga devido a uma punição sofrida no final da luta decisiva, por falta de competitividade. Na época, Camilo chegou a recorrer à Justiça para ter direito à vaga, mas não teve sucesso.

– Nossa rivalidade é apenas no esporte. Mas isso é passado. Já está superado, somos amigos – afirmou.

FICHA TÉCNICA
Nome:
Tiago Henrique de Oliveira Camilo
Nascimento: 24/05/1982 (26 anos), em Tupã (SP)
Altura e Peso: 1,80m e 81kg


Bronze no Volei de Praia
A dupla Ricardo/Emanuel(Foto) chegou aos Jogos Olímpicos de Pequim credeciada pela medalha de ouro conquistada nos Jogos de Atenas-2004 e por uma seqüência incrível de títulos mundiais.

Após uma primeira fase tranqüila, os campeões de Atenas passaram um sufoco terrível nas oitavas-de-final, quando salvaram quatro match-points contra os russos Barsuk e Kolodinskiy para avançar às quartas.

Mas os brasileiros perderam a chance do bicampeonato após a derrota para os também brasileiros Márcio e Fábio Luiz, em jogo válido pela semifinal olímpica.

O bronze obtido, que os coloca como a dupla de vôlei de praia do Brasil mais vitoriosa em Olimpíadas, foi conseguido depois de tranqüila vitória sobre os brasileiros naturalizados georgeanos Fábio e Renatão.

FICHAS TÉCNICAS
Nome: Ricardo Alex Costa Santos

Nascimento:
6/1/1975, em Salvador, BA
Altura e Peso:
2,00m e 102kg

Nome: Emanuel Fernando Scheffer Rêgo
Nascimento:
15/4/1973, em Curitiba, PR
Altura e Peso:
1,90m e 82kg

Bronze no futebol masculino
Apesar da boa convocação feita por Dunga, a Seleção Brasileira foi para Pequim muito criticada pela péssima preparação para a disputa do Torneio Olímpico de Futebol. O treinador deu prioridade à disputa das Eliminatórias para a Copa de 2010 e, em conseqüência disso, apenas dois amistosos de preparação olímpica foram feitos: contra Vietnã e Cingapura…

Além disso, a CBF não teve êxito em suas tratativas com os clubes europeus para a liberação dos jogadores acima dos 23 anos de idade. Assim, Dunga não pôde contar com o Melhor Jogador do Mundo, Kaká, e com o atacante Robinho. Ronaldinho Gaúcho(Foto), convocação imposta por Ricardo Teixeira, e o zagueiro Thiago Silva, do Fluminense, foram os únicos "veteranos" convocados.

Com um grupo fácil pela frente, Dunga aproveitou a primeira fase para dar ritmo de jogo e entrosamento à Seleção. Bélgica, Nova Zelândia e a anfitriã China não ofereceram resistência e o Brasil se classificou em primeiro, com os melhores defesa e ataque da competição. Decepção mesmo, só Alexandre Pato, que, apagado, perdeu a caga de titular para Rafael Sóbis.

O ponto alto da campanha foi a difícil vitória sobre Camarões nas quartas-de-final. Difícil vitória por 2 a 0, na prorrogação, contra uma seleção forte fisicamente e de dura marcação. O triunfo também serviu de vingança para a eliminação sofrida para os camaroneses nas quartas dos Jogos de Sydney, em 2000.

Mas, na semifinal, a Seleção pagou um vexame ao ser goleada por 3 a 0 justamente pela maior rival, a Argentina. O jogo era para ser um grande duelo entre os amigos Ronaldinho Gaúcho e Messi, os dois jogadores mais festejados pelos chineses. Ronaldinho mal viu a cor da bola. Além disso, os brasileiros não souberam perder e apelaram para a violência: Breno cometeu um pênalti e Lucas e Thiago Neves foram expulsos.

Já sem a pressão pela busca da inédita medalha de ouro para o futebol brasileiro, a Seleção não teve dificuldades contra a Bélgica no jogo pelo terceiro lugar. Com gols de Diego e Jô (dois), o pódio estava garantido. Ao contrário do que aconteceu nos Jogos de Atlanta, em 1996, a Seleção desta vez fez questão de receber a medalha de bronze na cerimônia de premiação.

JOGADORES

• DIEGO ALVES Carreira (goleiro)
• "RAFINHA" Márcio Rafael Ferreira de Souza (lateral-direito)
• ALEX Sandro da SILVA (zagueiro)
• THIAGO Emiliano da SILVA (zagueiro)
• Anderson HERNANES de Carvalho Andrade Lima (volante)
• MARCELO Vieira da Silva Júnior (lateral-esquerdo)
• ANDERSON Luís de Abreu Oliveira (volante)
• LUCAS Pezzini Leiva (volante)
• ALEXANDRE "PATO" Rodrigues da Silva (atacante)
• "RONALDINHO GAÚCHO" Ronaldo de Assis Moreira (meia-atacante)
• RAMIRES Santos do Nascimento (volante)
• RENAN Brito Soares (goleiro)
• "ILSINHO" Ilson Pereira Dias Júnior (lateral-direito)
• BRENO Vinicius Rodrigues Borges (zagueiro)
• DIEGO Ribas da Cunha (meia)
• THIAGO NEVES Augusto (meia)
• RAFAEL Augusto SÓBIS (atacante)
•"JÔ" João Alves de Assis Silva (atacante)

CAMPANHA

1ª fase
Brasil 1 x 0 Bélgica
Brasil 5 x 0 Nova Zelândia
Brasil 3 x 0 China

Quartas-de-final
Brasil 2 x 0 Camarões*

Semifinal
Brasil 0 x 3 Argentina

Disputa do 3º lugar

Brasil 3 x 0 Bélgica

* Na prorrogação.

Bronze no Taekwondo
Ao conquistar a medalha de bronze na categoria acima de 67 kg do taekwondo nos Jogos Olímpicos de Pequim, no dia 23 de agosto, Natalia Falavigna(Foto) entrou para o seleto grupo de medalhistas brasileiros em Olimpíadas. Antes ela havia sido quarta colocada em Atenas-2004 , campeã mundial na Espanha, em 2005, terceira colocada no Mundial da China em 2007 e medalha de prata no Pan do Rio. O nível competitivo de Falavigna é tão alto, em termos de Brasil e América do Sul, que ela treina contra homens para se aprimorar.

Nascida em Maringá em nove de maio de 1984, Natalia começou a se interessar por esportes ao ver Aurélio Miguel conquistar a medalha de ouro nos Jogos de Seul, em 1988. Ainda pequenina, aos quatro anos de idade, a menina viu o judoca no alto do pódio ouvindo o hino nacional e decidiu que também queria ser uma campeã olímpica.

No entanto, Natalia não sabia em que modalidade competir. Antes de escolher o taekwondo tentou o handebol, e mesmo depois de começar a lutar chegou a pensar em migrar para o tênis, mas acabou desistindo. A escolha pelas artes marciais aconteceu por acaso: em 1998, depois de acompanhar uma amiga a um treino, se interessou pelo esporte e ouviu do treinador que se dedicasse ao taekwondo conquistaria o título mundial em dois anos.

A previsão do técnico não poderia ser mais precisa, e se concretizou mesmo no ano 2000: Natalia subiu ao lugar mais alto do pódio logo em sua primeira competição internacional, aos 16 anos: o Campeonato Mundial Júnior, na Irlanda.

Em 2001, Falavigna foi campeã brasileira pela primeira vez e ficou com o bronze no Mundial. No ano seguinte, conquistou o bicampeonato nacional e ficou com a medalha de prata no Mundial Universitário, além de conquistar os Jogos Sul-Americanos. Natalia voltou a conquistar o título brasileiro em 2003, e acabou com a prata na Universíade.

No ano seguinte, além da conquista de mais um Brasileiro, Falavigna terminou em quarto na Olimpíada de Atenas, um resultado expecional, levando-se em conta que ela fraturou um osso do pé a menos de uma semana da estréia.

Mas a sua primeira consagração aconteceu no ano seguinte, quando faturou o Mundial adulto, disputado em Madrid. Em 2007, Natalia ficou com o bronze no Mundial de Pequim, mas foi apenas prata no Pan do Rio ao ser derrotada na final pela mexicana María do Rosário Espinoza, a mesma que a havia batido na semifinal do Mundial.

CAMPANHA EM PEQUIM-2008

Primeira fase:
Vitória sobre a grega Kyriaki Kouvari por 3 a 1

Quartas-de-final:
Vitória contra a australiana Carmen Marton por 5 a 2

Semi-final:
Derrota para a norueguesa Nina Solheim por decisão dos árbitros (2 a 2)

Disputa pelo bronze:
Vitória sobre a sueca Karolina Kedzierska por 5 a 2

FICHA TÉCNICA
Nome: Natalia Falavigna Silva
Nascimento: 09/05/1984 (24 anos), em Maringá (PR)
Altura e Peso: 1,79m e 71kg

Bronze na Vela – Regata
A dupla, que há quatro anos compete junta, não teve um bom início na competição olímpica. Nas quatro primeiras regatas, a melhor colocação alcançada foi um quinto lugar. No geral, estavam na décima colocação. No entanto, a partir da quinta regata teve início a recuperação.

A regularidade de Fernanda e Isabel(Foto), que ficaram entre as sete primeiras em sete das dez regatas foi determinante para a conquista do bronze. Na Medal Race, veio a vitória que coroou o primeiro pódio feminino da história da vela brasileira em Jogos Olímpicos.

FICHAS TÉCNICAS
Nome:
Fernanda Oliveira
Nascimento: 19/12/1980, em Porto Alegre (RS)
Altura e peso: 1,61m e 52kg

Nome: Isabel Swan
Nascimento: 18/11/1983, no Rio de Janeiro (RJ)
Altura e peso: 1,80m e 67kg

* Redação com http://blogtiaolucena.blogspot.com


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