Em 28/07/2022
O PT e a federação partidária Brasil da Esperança – formada por PT, PC do B e PV – oficializaram a candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao Palácio do Planalto na manhã desta última quinta-feira (21Julho2022), em um hotel no Centro da capital paulista. O petista não participou do evento por estar em viagem a Pernambuco.
Lula, que vai disputar a Presidência pela sexta vez, será o primeiro candidato de uma federação partidária. A modalidade de aliança, criada em 2021, consiste na união de dois ou mais partidos que deverão atuar como se fossem um só por pelo menos quatro anos.
O evento começou por volta das 10h em uma pequena sala do hotel, sem grande divulgação por parte do partido. Membros da Executiva Nacional da legenda participaram do encontro a portas fechadas.
Após a convenção do PT, iniciou-se a reunião na convenção nacional com a presença dos partidos PCdoB e PV, que vão apoiar a chapa nas eleições. Por volta de 11h30, a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, permitiu a entrada da imprensa e anunciou oficialmente a candidatura de Lula e Alckmin.
“A primeira deliberação homologada é a indicação da candidatura à presidência de Luís Inácio Lula da Silva à presidência e de vice-presidência de Geraldo Alckmin. A segunda deliberação é a de coligação de PSOL Rede, PV e Solidariedade. A terceira é o número do candidato à presidência da República. Número 13, Lula”, afirmou, sob aplausos.
Terminada a convenção, Gleisi voltou a afirmar durante coletiva de imprensa que o pleito de outubro “é uma eleição que traz elementos duros para a democracia brasileira, como o ódio e a violência”.
“Nós temos que combater, as forças democráticas têm que se unir para não deixar isso prosperar. Assim também como as ameaças à democracia, escalada autoritária que nós vimos nessa reunião que o Bolsonaro fez com embaixadores estrangeiros. Além de envergonhar e rebaixar o país, fala contra as nossas instituições”, disse a petista.“[Bolsonaro] se elegeu a vida toda pela urna eletrônica, desde a década de 90. Ele e seus filhos se elegem pela urna eletrônica. Na realidade ele não tem problema com a urna, é com o voto do povo”, declarou.
Gleisi falou ainda sobre a aliança do PT no Rio de Janeiro. O partido havia fechado um acordo para apoiar Marcelo Freixo, com a condição do PSB apoiar a candidatura do petista e presidente da Alerj, André Ceciliano, ao Senado. O PSB, no entanto, quer lançar o deputado Alessandro Molon como candidato.
“A gente deve fazer uma reunião provavelmente na quarta-feira, ainda não está acertado, mas também temos os prazos legais e temos de conversar. A nossa aliança no Rio é com o PSB, mas temos de ter uma conversa séria sobre a composição da chapa. Nós tínhamos um acordo para indicar uma candidatura ao senado. E isso daria força a essa chapa, condições, musculatura. Então nós queremos ter uma discussão séria com o PSB a esse respeito.”
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