Economia: Segundo Dieese Salário minímo do brasileiro deveria ser mais de R$ 6.000

Em 13/08/2022

Tempo de leitura: 2 minutos

Levantamento nacional das cestas básicas, realizado pelo Instituto Nacional de Estatística e Pesquisa Econômica (Dieese), aponta que o salário mínimo para os brasileiros deveria ter sido de R$ 6.388,55 em Julho. Esse valor é considerado ideal para atender às necessidades de uma família de quatro pessoas.

Esse valor, estimado pelo departamento, equivale a 1.212 vezes o piso pago atualmente de R$5,27. O cálculo é feito mensalmente com o objetivo de indicar a renda mínima exigida para que os trabalhadores e suas famílias vivam por um mês.

As previsões incluem saúde, habitação, alimentação, vestuário, saneamento, lazer, previdência social, transporte e educação. Além disso, a estimativa do valor ideal para julho utiliza o preço da cesta básica de São Paulo como base e é considerada a mais cara das 17 capitais que fazem parte do estudo, com valor de R$ 760,45.

Nesse sentido, se analisarmos o preço médio em relação ao rendimento do trabalhador, a pessoa que recebe o salário deve se comprometer a comprar alimentos básicos com 59,27% do lucro líquido.

Oscilação do preço de uma cesta básica

Apesar de consumir grande parte das recompensas daqueles que ganharam o piso nacional, o valor da cesta básica diminuiu em julho, em 10 das 17 capitais incluídas na pesquisa, segundo estudo do Dieese.

Confira abaixo o balanço para mais ou menos o preço da cesta básica:

  • Belo Horizonte: + 0,51%;
  • Belém: + 0,14%;
  • Natal:- 3,96%;
  • João Pessoa: – 2,40%;
  • Fortaleza :- 2,37%;
  • São Paulo: – 2,13%;
  • Vitória: +1,14%;
  • Salvador: + 0,98%;
  • Brasília: +0,80%;
  • Recife: + 0,70%;
  • Campo Grande: + 0,62%.

Como mencionado acima, os locais com maior cesta básica foram São Paulo com valor médio de R$ 760,45, Florianópolis com valor de R$ 753,73, Porto Alegre com valor de R$ 752,84 e Rio de Janeiro com valor de R$ 723,75.

Grupos alimentares que continuam em alta nos supermercados

Em relação aos produtos, mesmo diante da deflação (queda dos preços e desaceleração da inflação), os alimentos ainda registravam preços altos. Dos 13 itens que compõem a cesta básica, 12 aumentaram nos últimos 12 meses.

veja:

  • Açúcar: + 21,9%;
  • farinha: + 19,94%;
  • manteiga: + 19,74%;
  • Pan: + 16,95%;
  • Tomate: + 7,45%;
  • Carne: + 2,91%;
  • batatas: + 66,82%;
  • leite: + 66,46%;
  • Café: + 58,12%;
  • Bananas: + 35,71%;
  • feijão: + 28,57%;
  • Petróleo: +26,23%.
  • Houve corte de preço apenas para arroz, resultando em queda de R$7,93%. O aumento dos valores terá um impacto negativo em milhões de pessoas, especialmente pessoas de baixa renda.

De acordo com a última pesquisa domiciliar divulgada pelo IBGE, as famílias com renda mensal de até R$ 1.900 gastam até 22% de sua renda com alimentação.


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