São José: santo homem obediente e silencioso

Em 19/03/2023

Tempo de leitura: 5 minutos

Neste dia 19 de março, a Igreja celebra a Festa de São José, esposo da Virgem Maria e Padroeiro da Igreja Católica, como elevado pelo Papa Pio IX em 1870.

Nessa data, a Igreja celebra esse santo homem silencioso e obediente. Nós da Obra Evangelizar o temos como protetor, pois esse santo é referência nas causas temporais, para que nunca nos falte recursos na evangelização.
São José é apresentado como um homem justo que observa a lei, um trabalhador, humilde e apaixonado por Maria, como nos ensinou Papa Francisco.

Diante do incompreensível, São José prefere colocar-se de lado, mas depois Deus lhe revela a sua missão. E assim, José abraça a sua tarefa, o seu papel e acompanha o crescimento do Filho de Deus, sem julgar.

Ele ajudou Jesus a crescer, a se desenvolver. Assim procurou um lugar para que o filho nascesse, cuidou dele, ajudou-o a crescer, ensinou-lhe a profissão e, certamente, muitas outras coisas.

No meu escritório, eu tenho uma imagem de São José dormindo, e dormindo, ele cuida da Igreja. Quando eu tenho um problema ou uma dificuldade, e o escrevo em um papelzinho e o coloco embaixo da imagem de São José, para que ele sonhe sobre isso. Isso significa: para que ele reze por este problema”, pontuou o Papa Francisco durante o Encontro com as famílias filipinas, em Manila, no mês de janeiro de 2015.

São José, mesmo dormindo, continua intercedendo por nós, pelas famílias e pela Igreja. O culto a São José começou no século IX e um dos primeiros títulos que utilizaram para honrá-lo foi “nutritor Domini”, que significa “guardião do Senhor”.

Guardião da Sagrada Família

José de Nazaré foi, segundo o Novo Testamento, o esposo da Virgem Maria e o pai putativo de Jesus. Descendente da casa real de David, é venerado como Santo pelas igrejas ortodoxa, anglicana e católica, que o celebram como seu padroeiro universal.

A liturgia luterana também dedica um dia – 19 de março – à sua memória, sob o título de “Tutor de Nosso Senhor“. Operário, é tido como “Padroeiro dos Trabalhadores“, e, pela fidelidade a sua esposa e dedicação paternal a Jesus, como “Padroeiro das Famílias“, emprestando seu nome a muitas igrejas e lugares ao redor do mundo.

José é venerado como São José na Igreja Católica, Igreja Ortodoxa, Igreja Ortodoxa Oriental, Anglicanismo e Luteranismo. Nas tradições católicas é considerado o santo padroeiro dos trabalhadores e está associado a vários dias de festa.

O papa Pio IX declarou-o patrono e protetor da Igreja Católica, além de patrocinar os doentes e uma morte feliz, devido à crença de que ele morreu na presença de Jesus e Maria.

Na piedade popular, José é considerado um modelo para os pais e também se tornou patrono de várias dioceses e lugares.

Várias imagens veneradas de São José receberam uma coroação canônica por um papa. Na iconografia religiosa popular, ele é associado a lírios ou nardo, representando sua castidade e pureza.

Com o crescimento atual da Mariologia, o campo teológico da Josefologia também cresceu e, desde a década de 1950 foram formados centros para estudá-la.

Novenário

Todos os anos, junto com a novena, fiéis passam pela experiência do Cordão de São José, refletindo a cada mês uma das sete dores e alegrias de São José. É gratificante pois muitos testemunhos relatam graças e bênçãos por intercessão desse grande santo.

A meditação sobre as “dores e alegrias de São José”, ajuda a conhecer melhor o santo Patriarca e a lembrar que ele também enfrentou alegrias e dificuldades:

Primeira Dor: Maria, sua mãe, estava prometida em casamento a José, e, antes de viverem juntos, ela ficou grávida pela ação do Espírito Santo (Mt 1,18).

Primeira Alegria: O anjo do Senhor apareceu-lhe, em sonho, e lhe disse: José, Filho de Davi, não tenhas medo de receber Maria como tua esposa, porque ela concebeu pela ação do Espírito Santo (Mt 1, 20-21).

Segunda Dor: Veio para o que era seu, e os seus não o acolheram (Jo 1,1).

Segunda Alegria: Foram às pressas a Belém e encontraram Maria e José, e o recém-nascido, deitado na manjedoura (Lc 2,16).

Terceira Dor: Quando se completaram os oito dias para a circuncisão do menino, deram-lhe o nome de Jesus, como fora chamado pelo anjo antes de ser concebido (Lc 2,21).

Terceira Alegria: A quem porás o nome de Jesus, será chamado Filho do Altíssimo…, e o seu reino não terá fim (Lc 1, 31 e 32).

Quarta Dor: Simeão os abençoou e disse a Maria, a mãe de Jesus: Este menino vai ser causa tanto de queda como de reerguimento para muitos em Israel. Ele será um sinal de contradição. Assim serão revelados os pensamentos de muitos corações (Lc 2, 34).

Quarta Alegria: Porque meus olhos viram a tua salvação, que preparaste diante de todos os povos: luz para iluminar as nações (Lc 2, 30.32).

Quinta Dor: O Anjo do Senhor apareceu em sonho a José e lhe disse: Levanta-te, pega o menino e sua mãe e foge para o Egito! Fica lá até que eu te avise! (Mt 2,13).

Quinta Alegria: Ali ficou até à morte de Herodes, para se cumprir o que o Senhor havia dito pelo profeta: ‘Do Egito chamei o meu Filho’ (Mt 2,15).

Sexta Dor: José levantou-se, pegou o menino e sua mãe, entrou na terra de Israel. Mas, quando soube que Arquelau reinava na Judeia, no lugar de seu pai Herodes, teve medo de ir para lá (Mt 2, 22).

Sexta Alegria: Depois de receber um aviso em sonho, José retirou-se para a região da Galileia, e foi morar numa cidade chamada Nazaré. Isso aconteceu para se cumprir o que foi dito pelos profetas: Ele será chamado Nazareno (Mt 2,23).

Sétima Dor: Começaram a procurá-lo entre os parentes e conhecidos. Não o tendo encontrado, voltaram para Jerusalém à sua procura (Lc2, 44).

Sétima Alegria: Três dias depois, O encontraram no Templo. Estava sentado no meio dos mestres, escutando e fazendo perguntas (Lc 2,45).


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