Em 27/02/2009
João Pessoa(PB) – O consumo de cigarro por mais de 10 anos aumenta em 2,5 anos a idade aparente das pessoas. Diversos fatores ligados ao modo de vida, como alimentação, depressão, ingestão alcoólica, e ao meio ambiente afetam o envelhecimento da pele.
Um estudo americano realizado com gêmeas apontou que o estresse é um fator frequente de envelhecimento e o consumo de antidepressivos está também associado com uma aparência mais idosa.
“Estresse e antidepressivo favorecem envelhecimento da pele” é o tema da coluna de João Modesto Filho desta semana. “De modo surpreendente, o estudo(americano) ainda revelou uma ligação entre envelhecimento facial e peso corporal. Para mulheres abaixo de 40 anos, o sobrepeso se associou com uma aparência mais velha, enquanto após os 40, o mesmo sobrepeso conferiu um aspecto mais jovem”, escreveu.
A relação entre o consumo frequente ou em longo prazo de marijuana com o aumento do risco de desenvolver um tipo de câncer testicular é outro assunto abordado pelo médico. Confira na íntegra o escrito:
Estresse e antidepressivo favorecem envelhecimento da pele
A luta contra o envelhecimento da pele tem se tornado uma luta constante, inicialmente das mulheres, mas, nos últimos tempos, também dos homens. A pele é o marcador do envelhecimento mais visível numa sociedade que valoriza intensamente a juventude e a beleza. O envelhecimento cutâneo está ligado a um fenômeno intrínseco irreversível que afeta todas as células do organismo com o passar do tempo. Mas, também está ligado ao modo de vida e ao meio ambiente. O tabagismo e a exposição intensa aos raios solares são dois fatores bastante conhecidos que participam desse envelhecimento.
Calcula-se que 10 anos de tabagismo aumentam em 2,5 anos a idade aparente. A exposição ao sol é um fator encontrado em todos os estudos, particularmente nas mulheres que têm atividades exteriores. Uma pesquisa americana que envolveu 186 pares de gêmeas idênticas, ou seja, geneticamente programadas para envelhecer da mesma maneira, mostrou que, além do tabagismo e da exposição solar, participam do envelhecimento modo de vida, alimentação, depressão, ingestão alcoólica etc. O estudo apontou alguns aspectos inéditos: o estresse é um fator frequente de envelhecimento e gêmeas divorciadas aparentam ser dois anos mais velhas do que as casadas ou viúvas. O consumo de antidepressivos está também associado com uma aparência mais idosa, embora não se possa afirmar que seja uma consequência da depressão ou do medicamento.
De modo surpreendente, o estudo ainda revelou uma ligação entre envelhecimento facial e peso corporal. Para mulheres abaixo de 40 anos, o sobrepeso se associou com uma aparência mais velha, enquanto após os 40, o mesmo sobrepeso conferiu um aspecto mais jovem. Nesse sentido, temos que considerar que a perda de peso excessiva após os 40 anos pode ser desfavorável na aparência. Já o tratamento hormonal da menopausa melhora a aparência, mas só se seguido por mais de 6 anos. Por outro lado, se sabe que a reposição hormonal por mais de 5 anos aumenta o risco de câncer mamário. Essas informações foram fundamentadas em mulheres e um estudo semelhante está programado para ser feito no sexo masculino.
Câncer de testículos e consumo de marijuana (1)
Estudo realizado no Centro de Investigação de Câncer Fred Hutchinson, Estados Unidos, envolvendo 1.300 participantes e publicado na revista “Câncer”, conclui que o consumo frequente ou em longo prazo de marijuana pode aumentar o risco de desenvolver, de forma agressiva, um tipo de câncer testicular.
Câncer de testículo e consumo de marijuana (2)
Ser fumante de marijuana no momento do diagnóstico se associou com um risco 70% maior de câncer testicular, risco esse duas vezes maior quando comparado aos que nunca haviam fumado, para quem consumia pelo menos semanalmente. Os resultados também sugerem que a malignidade de desenvolvimento rápido tende a aparecer entre os 20 e 35 anos de idade e representa 40% dos casos de câncer de testículos.
Câncer de testículos e consumo de marijuana (3)
A incidência dos dois principais tipos de câncer testicular vem aumentando entre 3% e 6% ao ano nos Estados Unidos, Canadá, Europa, Austrália e Nova Zelândia desde a década de 50. Esse crescimento é similar ao consumo de marijuana nessas mesmas localidades desde a metade do século passado. Este é um dos fatores que levam os pesquisadores a sugerir uma possível associação.
Melhora da qualidade do ar aumenta esperança de vida
Estudo americano publicado na revista “New England Journal of Medicine” mostra que a poluição atmosférica por micropartículas (inferiores a 2,5 um) vem diminuindo nos últimos decênios nos países industrializados. Essa tendência vem sendo acompanhada por um aumento direto da expectativa de vida, principalmente por um melhor controle das funções respiratórias. O estudo mostrou que, nos últimos 20 anos, a expectativa de vida aumentou 2.72 anos quando a poluição em micropartículas baixou 6.51 ug/m³. Apesar de certas limitações do estudo, fica provado o interesse da luta contra a poluição relacionada ao interesse da saúde publica.
HISTÓRIA DA MEDICINA
1) Robert Koch (1843-1910) foi um médico alemão que descobriu os bacilos da tuberculose e do antraz (carbúnculo).
2) Em 1905, foi agraciado com o Prêmio Nobel de Medicina.
3) Encontra-se sepultado no Instituto Koch, em Berlim, e sua “causa mortis” foi o infarto do miocárdio.
* Com Portal Unimed – João Pessoa(PB).
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