Em 06/06/2023
Unidade de conservação envolve 12 municípios.
O Brasil ganhou oficialmente, nesta terça-feira (06Junho2023), o Parque Nacional da Serra do Teixeira, primeiro no Estado da Paraíba, com uma área aproximada de 61.095 hectares de caatinga.
O lugar que será delimitado, faz parte do conjunto de ações em alusão ao Dia Mundial do Meio Ambiente, envolve 12 municípios e será destinado à preservação da biodiversidade, promoção de turismo ecológico, além de atividades de recreação, em contato com a natureza.
O presidente Lula (PT) assinou o decreto que cria o Parque Nacional na Serra do Teixeira, na Região Metropolitana de Patos, no Sertão do Estado.
O ato aconteceu no Palácio do Planalto e contou com a participação do governador João Azevêdo (PSB), do vice-presidente, Geraldo Alckmin (PSB), e da ministra Marina Silva, do Meio Ambiente.
“Nesse dia tem um extraordinário valor simbólico. Sinaliza que o Meio Ambiente voltou a ser prioridade após quatro anos de descaso e abandono. A sobrevivência do nosso país depende de como o Brasil cuida do seu bioma”, disse Lula.
Segundo o governador João Azevêdo (PSB), o Parque será administrado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e dará a oportunidade para ampliar a preservação da fauna e flora presente na região.
“A Paraíba vai, através de um decreto presidencial, ser contemplada com o primeiro parque nacional da sua história. Que é o Parque Nacional da Serra do Teixeira. A Serra do Teixeira é uma região que tem uma fauna e uma flora muito rica. E ali protege espécies que têm risco de extinção. Essa proteção é fundamental. Então, ter um parque nacional que vai ser gerenciado pelo ICMBIO, dá um orgulho para Paraíba”, disse Azevêdo.
Segundo o diretor substituto de Manejo e Criação de Unidades de Conservação do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Bernardo Brito (Foto acima), a criação do parque foi resultado de uma série de estudos desenvolvidos com instituições ambientais do Nordeste e coordenados pelo próprio ICMBio, que será o gestor do novo Parque Nacional.
“A partir desses estudos e do diálogo com entes sociais nós chegamos a um desenho de uma área com boa vizinhança e que não adentrasse em regiões onde há outros tipos de uso, como assentamento rural, ou ocupação por antenas comerciais”, explica.
Dentre as atrações naturais do lugar está o Pico do Jabre, no município de Maturéia, a 325 km de João Pessoa.
O local, a 1.208 metros de altitude, é ponto mais alto do estado e oferece uma visão panorâmica de 130 km dos estados do Rio Grande do Norte e Pernambuco
Muitos aventureiros visitam o lugar, em busca da vista privilegiada e de um belo pôr do sol.
Uma área da atração faz parte, atualmente, de uma unidade de conservação administrada pela Superintendência de Administração do Meio Ambiente (Sudema), mas passará à administração do ICMBio.
Segundo o superintendente da Sudema, Marcelo Cavalcanti (Foto acima), a ampliação da área de conservação é vista de forma muito positiva pelo estado. “Nós estamos festejando a iniciativa e temos uma perspectiva muito boa de preservação do meio ambiente associada ao aumento do turismo e da visitação no local”, disse.
Marcelo destaca ainda que o estado da Paraíba tem muitas áreas com vocação para parques nacionais e que espera que outras áreas, como esta, sejam transformadas em unidades de preservação.
O Brasil tem atualmente 74 parques nacionais administrados pelo ICMBio. Juntos, eles somam cerca de 26 milhões de hectares em áreas de preservação. Algumas com a concessão para turismo e atividades recreativas à iniciativa privada.
O Parque Nacional da Serra do Teixeira foi criado por meio de um decreto presidencial com os limites da área demarcada nas cidades de Água Branca, Cacimba de Areia, Catingueira, Imaculada, Juru, Mãe d’Água, Matureia, Olho d’Água, Santa Terezinha, Santana dos Garrotes, São José do Bonfim e Teixeira.
A medida também autoriza a mineração nas áreas descritas como zona de amortecimento, que circundam a área de preservação, mas segundo o ICMBio tal área ainda não foi delimitada.
“É importante destacar que esse é o primeiro Parque Nacional da Paraíba, em uma área com várias espécies ameaçadas e com um enorme potencial turístico, com campos rupestres, cachoeiras. E a gente espera que a criação dele possa trazer alternativas econômicas ao entorno da unidade de conservação”, disse Bernardo Brito.
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