Léo Abreu faz balanço dos cem dias de governo

Em 16/04/2009

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Cajazeiras(PB) – O prefeito de Cajazeiras, Léo Abreu (PSB) foi o entrevistado nesta quarta-feira(15Abr2009) no projeto "E agora, prefeito? 100 dias de gestão", idealizado pela Rede Paraíba de Comunicação. O programa de entrevista que contou com a participação de ouvintes e correspondentes, teve uma hora de duração e foi transmitido ao vivo das 13h00 às 14h00, diretamente do estúdio da Rádio 101 FM, em João Pessoa, em cadeia com 19 emissoras que integram a Rede Paraíba SAT, mais a Rádio Difusora de Cajazeiras.

Ao abrir o programa, ancorado pelos jornalistas Napoleão de Castro e Cláudia Carvalho, com participação do Padre Albeni, o prefeito de Cajazeiras elogiou a iniciativa da abertura de espaços para os gestores municipais fazerem um balanço de suas administrações. “O Sistema Paraíba está de parabéns por criar esse espaço dando oportunidade dos gestores públicos de debaterem e explanarem suas ações, projetos e programas sob o foco administrativo, já que comumente só se debate em programas radiofônicos questões políticas, econômicas e partidárias”, destacou Léo Abreu, lembrando que esse foco interessa muito mais a população, já que a partir daí ela passa a conhecer mais detalhadamente as ações administrativas de seus prefeitos.

Em uma de suas primeiras intervenções, respondendo ao questionamento sobre o que a atual administração de Cajazeiras fez nos cem primeiros dias de governo, Léo Abreu lembrou da importância da transição de governo como facilitador das futuras gestões municipais. “Se a transição de governo fosse uma tradição e uma cultura, as administrações seriam mais ágeis e mais propositivas”, enfatizou Léo(Foto), destacando que no caso de Cajazeiras, além de não ter havido esse processo, a atual administração ainda esbarrou com uma série de pendências herdadas da antiga gestão.

“Nesses cem primeiros dias muita coisa foi feita, mas poderíamos ter avançado mais se não tivéssemos herdado tantas pendências, dívidas e débitos”, disse o prefeito, enfatizando que esse período foi, basicamente, para “organizar as contas públicas, ajustar a máquina a nova realidade administrativa, checar as pendências, negociar débitos e paralelo a tudo isso ainda desenvolver várias ações importantes para o dia-a-dia da cidade”.

Entre as ações que o prefeito abordou destacaram-se a realização do mutirão da limpeza, que retirou da cidade mais de 300 toneladas de lixo, a recuperação e recapeamento de 36 ruas da cidade, o equivalente a 4.200 metros de calçamento, a implantação do atendimento noturno em um posto de saúde da cidade, o restabelecimento dos serviços de saúde dos PSF, CEO, CAP’s, da Policlínica e do Hospital Infantil, com destaque para a reativação do mamógrafo que estava parado há dois anos, a recuperação das escolas municipais, cujos investimentos com recursos próprios entre reforma, ampliação e aquisição de equipamentos e móveis, chegou a quase R$ 1 milhão, a implantação dos programas Empreender Cajazeiras e Morando Melhor, a revitalização da Biblioteca Pública Municipal, o desenvolvimento do programa de corte de terra que beneficiou 544 produtores rurais, do sucesso do carnaval da cidade, que movimentou a economia local e a conclusão da primeira etapa do programa Orçamento Democrático.

O prefeito falou ainda de projetos futuros que já começaram a ser trabalhados e que irão trazer ainda mais desenvolvimento para Cajazeiras e cidades circunvizinhas, a exemplo da construção do aeroporto regional, da adoção do consórcio intermunicipal de saúde, da implantação de um Instituto de Medicina Legal na cidade, da construção de casas populares, entre outras ações. Especificamente em relação a construção do aeroporto, o prefeito disse que esteve recentemente com o governador José Maranhão(Foto) e que ele encaminhou para o DER o projeto da obra e que, em breve, ela deverá ser iniciada. “Já dispomos do terreno de 2300 metros que foi doado por empresários locais, já contatei a Energisa para relocação da postiação no local, a limpeza e terraplanegm do terreno começam em breve, o projeto da obra já existe, de forma que logo começaremos as intervenções no local”, disse Léo, sem precisar datas. Ele lembrou, no entanto, que a doção do terreno, registrada em cartório, tem uma cláusula que torna nulo a doação se a obra não for iniciada em dois anos, a contar da data do registro.

O prefeito fez questão de enfatizar que apesar das dificuldades de ordem financeira e econômica, vem pagando o funcionalismo em dia, dentro do mês trabalhado, já conseguiu negociar os débitos mais urgentes, já implantou 20% do piso salarial nacional dos professores, já começou a pagar os precatórios e, recentemente, fez um contrato com o Banco do Brasil, que vai possibilitar efetuar dois meses de salários atrasados, referente a novembro e dezembro de 2008, heranças da antiga gestão. Preocupado com a queda na arrecadação, o prefeito disse que teve que rever algumas ações, principalmente, as que estavam sendo feitas com recursos próprios. “Precisamos ajustar a máquina a essa nova realidade de queda do FPM, e nos adequar a esse tempo de parcos recursos com criatividade e competência”, disse o prefeito.


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