10 sinais de disfunção erétil que muitos homens ignoram por vergonha

Em 30/01/2026

Tempo de leitura: 5 minutos

Muitos homens têm dúvidas sobre o assunto, mas por vergonha de admitir que “falham” na hora H – inclusive em consulta com o médico urologista – acabam escondendo sintomas que podem indicar DE (disfunção erétil).

Os primeiros sinais de disfunção erétil aparecem quando o homem passa a ter, com certa frequência, dificuldade para manter uma ereção firme o suficiente para completar a relação sexual de forma satisfatória.

Não existe um número exato de vezes para caracterizar o problema, mas quando essa situação se repete com regularidade, já pode ser considerada disfunção erétil.

A disfunção erétil pode ter origens físicas, emocionais ou uma combinação das duas.

Entre as causas físicas, destacam-se:

  1. doenças cardiovasculares
  2. diabetes
  3. hipertensão
  4. alterações hormonais
  5. lesões nervosas
  6. uso de certos medicamentos
  7. tabagismo
  8. consumo excessivo de álcool
  9. sedentarismo
  10. traumas
  11. ou cirurgias na região pélvica

Já entre os fatores emocionais, estão:

  1. ansiedade de desempenho
  2. estresse
  3. depressão
  4. insegurança
  5. dificuldades de comunicação ou intimidade no relacionamento
  6. experiências negativas anteriores.

Logo, essas condições podem servir de alerta de que algo não vai bem com a sua saúde – e que isso pode estar se refletindo na forma como o seu pênis responde em momentos íntimos.

A seguir, veja como identificar sinais típicos de disfunção erétil:

 

1. Dificuldade frequente para ter ereção: Se mesmo com desejo sexual presente a ereção não acontece, isso pode ser um indício. Ocorre tanto pela falta de fluxo sanguíneo adequado quanto por causas hormonais ou psicológicas.

2. Ereção que não se mantém: Conseguir iniciar, mas perder a rigidez rapidamente antes ou durante a penetração, é outra manifestação característica.

3. Ausência de ereções noturnas ou matinais: Homens saudáveis costumam ter ereções durante o sono ou ao acordar. Já a ausência constante dessas ereções é um sinal de que o problema provavelmente tem origem vascular, hormonal ou neurológica, e não apenas emocional.

Mas, se o paciente estiver pouco hidratado ou tiver urinado durante a madrugada, é comum que a ereção matinal não aconteça. Portanto, a ausência ocasional não significa necessariamente um problema, embora seja importante ficar atento.

4. Diminuição da libido: A queda no desejo sexual também pode estar associada a distúrbios hormonais (como baixa testosterona), frequentemente ligados à disfunção erétil.

5. Ejaculação precoce: Embora sejam problemas diferentes, podem estar relacionados em alguns casos. Um homem com disfunção erétil leve pode ejacular rápido por ansiedade de perder a ereção, o que cria um ciclo de insegurança.

Mas o oposto, a dificuldade para ejacular, e até mesmo a ausência de orgasmo, são situações que também podem estar relacionadas à disfunção erétil.

6. Ereção mais difícil em situações específicas: Quando o problema acontece só em momentos de pressão, estresse ou ou insegurança, pode haver componente psicológico (ansiedade de desempenho).

É comum o paciente relatar ereções normais durante o sono, pela manhã ou durante a masturbação, mas dificuldade em situações de relação sexual com o(a) parceiro(a).

7. Impacto na autoestima e na vida sexual: Vergonha, frustração e até evitar relações por medo de falhar são sinais de que a disfunção erétil pode estar em curso.

Nesse caso, o início da disfunção erétil geralmente é súbito, frequentemente associado a um evento emocional, ou experiência sexual frustrante. Além disso, há uma relação clara com pensamentos autodepreciativos e hipervigilância corporal.

8. Cansaço excessivo e falta de energia: Podem indicar baixa testosterona ou distúrbios metabólicos que afetam o desempenho sexual.

9. Perda de massa muscular ou aumento de gordura abdominal: Ligados a desequilíbrio hormonal (especialmente testosterona baixa e resistência à insulina). O excesso de gordura visceral, que fica na barriga e se deposita em órgãos, intensifica o estado inflamatório e a resistência à insulina, agravando o quadro de hipogonadismo (condição em que o corpo produz pouca ou nenhuma testosterona) e a disfunção sexual.

10. Problemas de sono: distúrbios como apneia e insônia podem reduzir a produção de testosterona e alterar o equilíbrio hormonal, comprometendo o desejo sexual e a capacidade de manter a ereção. Além disso, a má qualidade do sono afeta a circulação e o sistema nervoso, fundamentais para o funcionamento erétil.

Como diagnosticar e tratar a disfunção erétil?

O tratamento da disfunção erétil vai muito além de uma pílula: envolve corpo, mente e estilo de vida.

Os exames iniciais avaliam não apenas a testosterona, mas também outros hormônios (LH, FSH, prolactina), além de colesterol, triglicerídeos e glicemia. Isso porque condições como diabetes, hipertensão e dislipidemia estão entre as principais causas da disfunção.

Embora não seja o exame mais preciso, o doppler peniano também pode ajudar a analisar o fluxo sanguíneo local e a confirmar se a estrutura vascular está preservada e descartar obstruções significativas.

Em alguns casos, a disfunção erétil é um alerta do coração. Por isso, recomenda-se ainda uma investigação cardiovascular completa, com eletrocardiograma, ecocardiograma e, quando necessário, exames mais específicos como teste ergométrico ou angiotomografia coronariana.

O tratamento costuma seguir uma escala de intervenções. A base é o estilo de vida saudável: parar de fumar, reduzir o álcool, melhorar a alimentação e praticar exercícios regularmente.

Essas medidas favorecem a circulação, equilibram hormônios e aumentam a produção natural de testosterona.

Quando necessário, entram as medicações vasodilatadoras, como sildenafil e tadalafila, que melhoram o fluxo sanguíneo e ajudam a quebrar o ciclo de ansiedade e insegurança.

Nos casos mais resistentes, indicam-se injeções penianas ou próteses.

A psicoterapia, sobretudo a TCC (terapia cognitivo-comportamental), é fundamental para tratar o medo de falhar e resgatar o prazer sem pressão, como explica o psiquiatra Eduardo Perin.

Técnicas de mindfulness e boa qualidade do sono também reforçam o equilíbrio hormonal e o desempenho sexual.

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