Adultos precisam dormir cada vez menos à medida que envelhecem

Em 01/02/2010

Tempo de leitura: 3 minutos

Londres(Inglaterra) – Aqueles entre 66 e 83 anos dormem 20 minutos a menos que entre 40 e 55. Estes, por sua vez, dormem 23 minutos menos que pessoas entre 20 e 30.

Idosos em boas condições de saúde precisam dormir menos do que adultos jovens, e mesmo com menos horas de sono têm menos chances de se sentirem cansados ao longo do dia, concluiu um estudo divulgado nesta segunda-feira(1ºFevereiro2010).

O tempo dedicado ao sono diminui progressiva e significativamente com a idade, indica o estudo publicado pela SLEEP, órgão oficial da Academia Americana de Medicina do Sono e pela Sociedade de Pesquisas sobre o Sono.

Por dia, adultos entre 66 e 83 anos dormem cerca de 20 minutos a menos que adultos entre 40 e 55 anos, que por sua vez dormem 23 minutos a menos que adultos jovens(entre 20 e 30 anos), afirmam os autores da pesquisa.

Os adultos da terceira idade acordam, segundo o trabalho, com mais frequência durante a noite do que os adultos jovens. O estudo concluiu que o sono profundo, considerada a fase mais regeneradora do sono, também diminui com a idade.

No entanto, apesar de adultos mais velhos dormirem menos profundamente e por menos tempo do que os jovens, sua necessidade de descanso ao longo do dia é menor.

O estudo foi realizado na Clinical Research Center da Universidade de Surrey, no Reino Unido, com 110 adultos sãos sem problemas de sono ou outras doenças específicas.

Corpo não recupera período longo sem sono de uma só vez

Só várias noites de repouso compensam prejuízo para atenção e reflexos. Estratégia de dormir muito no fim de semana resulta em cansaço crônico.

Um fim de semana com horas generosas de sono não recupera 15 noites mal dormidas. Seriam necessárias várias noites de repouso completo para compensar o impacto na atenção e nos reflexos. Essas são algumas das conclusões de um estudo divulgado pela revista "Science Translational Medicine" que avalia os efeitos da privação do sono.

As pessoas costumam se sentir dispostas e atentas nas primeiras horas do dia, o que produz a falsa sensação de que o déficit de sono foi compensado. Mas, com o tempo, o cansaço crônico se impõe. De uma hora para outra, o desempenho piora muito. O estudo conseguiu medir o impacto: à noite, a resposta a um estímulo pode ficar até dez vezes mais lenta.

À noite, a resposta a um estímulo pode ficar até dez vezes mais lenta. A pesquisa menciona profissões como a de motorista, vigia ou residente médico, cujas atividades requerem atenção contínua, mas há o costume de dormir pouco ou trabalhar à noite. "Essas pessoas precisam entender que menos de seis horas diárias de sono, por mais de duas semanas, causam um impacto muito maior no desempenho do que uma noite passada em claro", afirma Daniel Cohen, principal autor do estudo e pesquisador do Brigham and Women’s Hospital, em Boston.

Pesquisas anteriores já mostraram que dormir seis horas por duas semanas poderia deteriorar o desempenho de modo semelhante ao consumo de álcool acima dos limites permitidos para dirigir. Cohen pretende descobrir agora quantas noites são necessárias para recuperar o déficit de sono.


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