Em 25/06/2011
Há 35% de probabilidade que as chuvas fiquem acima da média no Agreste e Litoral. Média histórica para o Litoral é de 450 mm, enquanto no Agreste é de 200 mm e as chances das próximas chuvas ultrapassarem esses valores são de 35%.
João Pessoa(PB) – As chuvas poderão ficar acima da média histórica no trimestre julho-setembro no setor leste da Paraíba, segundo a previsão climática feita por meteorologistas de todo o Nordeste, que se reuniram em Campina Grande. A média histórica para o Litoral é de 450 mm, enquanto no Agreste é de 200 mm e as chances das próximas chuvas ultrapassarem esses valores são de 35%.
O setor leste da Paraíba(mesorregião do Agreste, e microrregiões Mata Paraibana e Litoral), que inclui a Grande João Pessoa, o Compartimento da Borborema(Campina Grande e região), e a microrregião do Brejo, tem previsão climática indicando que as chuvas deverão permanecer de normal a acima da média, nos meses de julho, agosto e setembro deste ano. As probabilidades são de 35% de que as ocorrências fiquem acima da média histórica e de 45% que sejam normais. Só há 20% de probabilidade que a chuva fique abaixo da normal climatológica. No Sertão o período chuvoso praticamente já se encerrou, podendo ainda ocorrer chuvas isoladas. No Cariri ainda poderão ocorrer chuvas ocasionais.
De acordo com a meteorologista Carmen Becker, da Agência Executiva de Gestão das Águas da Paraíba(Aesa), a previsão climática para o próximo trimestre foi divulgada na última sexta-feira(17Junho2011), por meteorologistas reunidos em Campina Grande, na VII Reunião de Análise e Previsão Climática para o setor Leste do Nordeste do Brasil, ano 2011.
As análises indicam o enfraquecimento da La Niña no Pacifico Leste Equatorial. No Oceano Atlântico Tropical há uma tendência de anomalias ligeiramente positivas. Para as demais áreas do Nordeste, a tendência é de chuvas dentro da normal climatológica. normal climatológica.
Participaram do encontro meteorologistas, pesquisadores e técnicos dos Centros Estaduais de Meteorologia do Nordeste, da Universidade Federal de Campina Grande, do Instituto Nacional do Semiárido(INSA), do Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos/Instituto de Pesquisas Espaciais(CPTEC/INPE) e, em teleconferência com outras instituições ligadas a meteorologia do País, como CPTEC/INPE e INMET.
Na avaliação do encontro de Campina Grande foram utilizados os modelos do INPE/CPTEC, FUNCEME, INMET, NCEP, NCAR, COLA e NASA, ECMWF, UKMET e Météo-France.
Os meteorologistas destacaram ainda a característica de alta variabilidade espacial e temporal com que se comportam as chuvas sobre o Nordeste, o que coloca como fundamental o monitoramento contínuo das condições atmosféricas sobre a região, bem como as condições oceânicas e atmosféricas globais. A próxima Reunião de Análise e Previsão Climática para o Nordeste do Brasil que abordará as condições de chuva para Norte do Nordeste ocorrerá em São Luis/MA, nos dias 17 e 18 de novembro.
Reserva hídrica
De acordo com a Aesa, nesta segunda-feira(20Junho2011), 42 açudes dos 121 monitorados, estão transbordando. Outros 74 mananciais estão com mais de 20% de sua capacidade de acúmulo d’água. A Paraíba tem capacidade máxima de acumular 3.929.868,410(3,9 bilhões de metros cúbicos d’água). O volume atual de água nos reservatórios é de 3.288.695,034(3,2 bilhões).
* Secom/PB.
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