Em 08/01/2013
Nova Déli(Ìndia) – O pai da indiana de 23 anos, estuprada e morta por seis rapazes em um ônibus em Nova Déli, decidiu mostrar o próprio rosto e revelar a identidade da filha. Com a permissão dele, o jornal “The Sunday People” publicou que a jovem se chama Jyoti Singh Pandey.
"Nós queremos que o mundo saiba o nome verdadeiro dela. Minha filha não fez nada errado, ela morreu tentando se proteger. Estou orgulhoso dela. Revelar o nome dela vai dar coragem para outras mulheres que tenham sofrido com esses ataques. Elas encontrarão força na minha filha", desabafou o pai, Badri, de 53 anos.

Depois da morte de Jyoti(Foto acima), a família deixou a casa em Nova Déli e voltou para Billia, aldeia de origem dos parentes, no estado indiano de Uttar Pradesh. O lugar é muito pobre, sem recursos ou infraestrutura. Badri diz que o sonho da filha, estudante de medicina, era construir um hospital na aldeia.
"Minha filha queria ser médica e ajudar as pessoas. Então a melhor coisa que poderia acontecer é construir um hospital em nome dela. Eu ficaria muito orgulhoso".
Badri admitiu que ainda é muito difícil falar de Jyoti, morta no dia 28 de dezembro. Ele não consegue esquecer os últimos momentos em que esteve com ela, já no hospital em Cingapura.

"Aquela conversa vai permanecer gravada no meu coração por toda a vida", revelou. "Ela era uma garota brava, e se parássemos de viver, ela ficaria muito desapontada conosco. Quando passarmos por essas primeiras semanas, estaremos mais determinados a levar a vida. Eu vou realizar os sonhos dela e terei certeza de que meus filhos terão uma boa educação e conseguirão caminhar com as próprias pernas. Eles precisam realizar seus sonhos agora", acrescentou Badri(Foto acima).
Nesta segunda-feira(07Janeiro2013), os acusados de estuprar e matar Jyoti foram levados em um ônibus da polícia, com escolta, para a primeira audiência, no tribunal distrital de Saket, em Nova Déli. Testes de DNA confirmaram o envolvimento de cinco homens, entre 19 e 35 anos, além de um jovem de 17 anos, que será julgado em um processo à parte.
"Eu não quero vê-los. Eu não quero estar lá. Eu só irei se for obrigado, se chamado pela polícia", argumentou o pai, que pede a pena de morte.
A juíza responsável pelo caso, Namrita Aggarwal, determinou que as próximas audiências serão a portas fechadas.
Jyoti Singh Pandey foi estuprada e agredida pelo grupo no dia 16 de dezembro. Ela voltava do cinema com um amigo, que também foi espancado. O crime causou uma onda de protestos em todo o país.
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