Em 23/03/2009
LUANDA(Angola) – O papa Bento XVI exigiu que os países ricos cumpram os compromissos assumidos na ajuda ao desenvolvimento, em particular destinando a este fim 0,7% do produto interno bruto(PIB).
Segundo o Papa, é particularmente necessário recordar estes deveres, pois a crise econômica corre o risco de fazer da solidariedade mais uma de suas vítimas.
Seu chamado ressoou no Palácio Presidencial, a residência do presidente de Angola, José Eduardo dos Santos, em presença das autoridades angolanas e dos representantes do corpo diplomático em Luanda.
"O desenvolvimento econômico e social da África requer a coordenação do Governo nacional com as iniciativas regionais e com as decisões internacionais", afirmou.
"Uma coordenação assim supõe que as nações africanas sejam consideradas não só como destinatárias dos planos e as soluções elaboradas por outros. Os próprios africanos, trabalhando juntos pelo bem de suas comunidades, hão de ser os primeiros agentes de seu desenvolvimento".
O Papa "citou um número crescente de iniciativas eficazes". Ente elas, a New Partnership for Africa’s Development(NEPAD) e o Pacto para a segurança, a estabilidade e o desenvolvimento na Região dos Grandes Lagos, juntamente com o Kimberley Process, a Publish What You Pay Coalition e a Extractive Industries Transparency Iniziative, "que promovem a transparência, o exercício comercial honesto e o bom governo".
"Quanto à comunidade internacional no seu todo, é de urgente importância a coordenação dos esforços para enfrentar a questão das alterações climáticas, a realização plena e honesta dos compromissos em prol do desenvolvimento indicados peloDoha round".
Igualmente, assegurou, é necessária "a realização desta promessa muitas vezes repetida pelos países desenvolvidos: destinarem 0,7% do seu PIB (produto interno bruto) para ajudas oficiais ao desenvolvimento.. Esta assistência é ainda mais necessária hoje com a tempestade financeira mundial em curso; que ela não seja mais uma das suas vítimas", afirmou.
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