Pesquisa aponta que sulistas são mais sexualmente ativos

Em 18/06/2009

Tempo de leitura: 5 minutos


O índice de pessoas que tiveram relações sexuais nos últimos 12 meses chega a 82,8%, segundo pesquisa do Ministério da Saúde

Brasília(DF) – Pesquisa realizada pelo Ministério da Saúde revelando o comportamento sexual do brasileiro mostra que os indivíduos residentes na região Sul são mais sexualmente ativos em comparação com outras regiões. O índice de pessoas que tiveram relações sexuais nos últimos 12 meses chega a 82,8%. Em segundo lugar vem o Centro-Oeste (81,1%). No Norte o índice é de 79%, no Nordeste, 74% e no Sudeste, 76,5%.

Entre os pesquisados no Sul, 87,2% afirmaram ter parceria fixa e apenas 8,3% declararam ter mais de cinco parceiros casuais. No país, esse número chega a 9,3%, contra os 4% do levantamento realizado em 2004.

Na região Sul, em todas as relações sexuais com parceiros casuais, 47,7% das pessoas fizeram uso do preservativo. Entre os jovens de 15 a 24 anos, o uso da camisinha na primeira relação sexual chegou a 69,1%, o índice mais alto entre as regiões brasileiras.

Entre os entrevistados na região, 97,5% das pessoas sabem que o uso do preservativo é a melhor forma de prevenir a infecção pelo HIV. A média nacional fica pouco abaixo(96,6%). Os dados são da Pesquisa de Conhecimentos, Atitudes e Práticas da População Brasileira de 15 a 64 anos de idade(PCAP – 2008), realizada em novembro de 2008, com 8 mil pessoas em todo o país.

Levantamento do Ministério da Saúde mostra que 16% dos brasileiros traem

O homem é o que mais admite esse comportamento: 21%, ante 11% entre as mulheres


A pesquisa sobre o comportamento sexual do brasileiro divulgada pelo Ministério da Saúde nesta quinta-feira(18Junho2009) indica que 79% da população entre 15 e 64 anos é sexualmente ativa e que 16% dos entrevistados já traíram seus parceiros. O homem é o que mais admite esse comportamento: 21%, ante 11% entre as mulheres.

O levantamento, o maior feita no país sobre o assunto, entrevistou 8 mil pessoas entre 15 e 64 anos, pesquisadas em novembro de 2008.

As diferenças entre o grupo masculino e feminino não se limitam ao item traição. O homem inicia a vida sexual mais cedo(36,9% tiveram a primeira relação antes dos 15 anos), tem maior número de parceiros casuais(13,2% tiveram mais de cinco parceiros casuais no ano anterior à pesquisa, um índice três vezes maior do que o das mulheres) e 10% apresentaram pelo menos um parceiro do mesmo sexo na vida(quase o dobro do que foi apresentado pelas mulheres: 5,2% tiveram relações com parceiras do mesmo sexo).

Os homens, em compensação, usam mais preservativos do que o grupo feminino, em qualquer situação: seja com parceiras fixas, casuais ou eventuais(fora da relação estável). O estudo mostra, por exemplo, que 63,8% do grupo masculino entre 15 e 24 anos usou camisinha na primeira relação sexual. Entre as mulheres, esse índice foi de 57,6%.

Prática de sexo casual cresce no Brasil

Houve uma tendência de queda do uso do preservativo, porém quase metade dos brasileiros usou camisinha com parceiros não fixos.

A prática de sexo casual no país cresceu 132% em quatro anos, revela pesquisa feita pelo Ministério da Saúde. Em 2008, 9,3% dos entrevistados informaram que tiveram mais do que cinco parceiros casuais no ano anterior. Esse índice era de 4% em 2004.

Das 8 mil pessoas entre 15 e 64 anos pesquisadas em novembro de 2008, 45,7% disseram que usaram preservativo em todas as relações sexuais nos últimos 12 meses com parceiros casuais, mas quando os parceiros são fixos o número cai para 19,4%.

Porém, o que preocupa a pasta é que o comportamento veio acompanhado por outra mudança perigosa: a tendência de queda do uso do preservativo. Em 2004, 51,6% diziam usar a camisinha em todas as parceiras eventuais. Esse percentual caiu para 46,5% em 2008.

A diferença maior foi registrada no uso de preservativos em relações com parceiros casuais. No grupo masculino, 65,1% disseram ter usado camisinha na última relação sexual com parceiros casuais nos 12 meses anteriores. Entre as mulheres, o percentual foi muito inferior: 45,5%. A diferença se repete no caso de parceiros mantidos fora da relação fixa. Entre homens, 43% usam camisinha. No grupo feminino, esse índice não ultrapassa 25%.

Idade
Quanto menor a faixa etária da população analisada, maior o uso do preservativo, segundo a pesquisa. Na população entre 15 e 24 anos, 67,8% disseram ter usado camisinha com parceiros casuais nos últimos 12 meses.

Na faixa etária seguinte, entre 25 e 49, esse percentual cai para 54,4%. Os entrevistados com 50 e 64 anos apresentaram o menor índice de uso: 37,9%. A diferença também está presente no uso de camisinha com parceiros fixos. Na faixa etária de 15 a 24 anos, 30,7% disseram usar preservativos em todas as relações com parceiros fixos. Entre pessoas com 25 e 49 anos, o índice cai para 16,6%.

Feita com 8 mil entrevistados, a pesquisa revela um fato intrigante. Apesar de ser registrada uma tendência de queda no uso de preservativos, a população brasileira apresenta um elevado conhecimento sobre a infecção e prevenção de Aids.

De acordo com o estudo, mais de 95% da população sabe que o uso do preservativo é a melhor forma de se evitar a contaminação. Segundo o ministério, esse é um dos índices mais altos do mundo. Um estudo feito com 64 países mostra que 40% dos homens e 38% das mulheres entre 15 a 24 anos tinham conhecimento exato sobre como evitar a transmissão do HIV.


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