Em 24/07/2009
Copenhague(Dinamarca) – Uma empresa dinamarquesa está fazendo o maior sucesso, exportando esperma humano, é a CRYOS, instalado em Aarhus, a maior cidade universitária da Dinamarca, abastece cerca de 50 países.
A produção é garantida por jovens universitários, que faturam com a doação, algo como R$ 200 a R$ 600, por uns poucos minutos de trabalho, um pouco de imaginação e até certo prazer, que resulta em 0,4 mililitro repletos de espermatozóides, milhões deles. Tem gente que faz isso a vida toda sem ganhar um tostão.
A empresa já contabiliza mais de 15 mil crianças nascidas de "escandinavos puros", nos mais diversos lugares do mundo, desde os vizinhos europeus, ao inesperado Kuwait, até os orientais, como Coréia do Sul, ou a longínqua Austrália e os EEUU.
O negócio está em franco crescimento, em 2006 o Cryos faturou 2 milhões de euros. É cada vez maior o número de pessoas com problemas de esterilidade; mulheres que tentam uma produção independente e casais gays que assumem seu relacionamento. Todos querem constituir uma família. O slogan “Congratulations! It’s a Viking” ("Parabéns, é um viking!"), ou "nós não deixaramos a cegonha descansar", atrai consumidores do mundo todo que sonham com crianças de pele, cabelos e olhos claros.
O catálogo de doadores, que são identificados pelo número de matrícula, informa apenas os dados que demonstram a incontestável origem ariana, além do nível de escolaridade e a profissão.
Os critérios de seleção do esperma são rigorosos. O material é examinado com microscópio e depois congelado a 196 graus negativos, por seis meses, o tempo necessário para excluir a possibilidade de transmissão de alguma doença.
A qualidade do esperma pode variar por circunstâncias como stress, qualidade do sono, alimentação e atividade sexual. Um esperma saudável contém 10 milhões de espermatozóides. Existem doadores que são pais de centenas de crianças, que obviamente são irmãos e que poderão se cruzar durante a vida, inclusive como amantes.
O Cryos oferece também um serviço de congelamento de esperma aos homens que tenham risco de ficaram estéreis, ou àqueles que pretendam fazer vasectomia. Nesse caso, o esperma é guardado para o caso de o cliente mudar de idéia e resolver ter filhos.
A Dinamarca é dos poucos países europeus que permite o anonimato do doador. Está aí o sucesso do Cryos. Na Suécia, Inglaterra, Finlândia e Noruega é obrigatória a identificação. Na Alemanha e na Suíça, o direito de cada cidadão conhecer suas origens consta da Constituição.
Em novembro de 2006 o Times, referindo-se aos 25 mil tubos de esperma que o Cryos mantinha congelados prontos para serem exportados, anunciou que o "esperma dinamarquês estava conquistando o mundo".

Apesar da oferta de bebês louros de olhos azuis, o fundador do Cryos, Ole Schou, rejeita a óbvia sedução genética. O sucesso do banco de esperma dinamarquês é tão grande que vai abrir uma filial em Nova York. E para facilitar o comércio, a encomenda pode ser feita on-line, com entrega em 48 horas. É inevitável, entretanto, que um dia estas crianças venham a querer saber quem são seus pais. Muitos já estão procurando o Cryos, cheios de indagações. A legislação da maioria dos países europeus proíbe a sonegação destas informações.
Quando a identificação dos pais for obrigatória, esses bancos vão fechar. Os fornecedores não vão correr o risco de comprometer o destino do seu patrimônio com filhos gerados pela venda de seu esperma.
Fontes: Jornal do Brasil, CRYOS, Le Nouvel Observateur.
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