Banco Central eleva taxa de juros

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Em 28/04/2010

Tempo de leitura: 3 minutos


Brasília(DF) – O Banco Central voltou a subir nesta quarta-feira(28Abril2010), durante reunião do Comitê de Política Monetária(Copom) da instituição, os juros básicos da economia brasileira. A taxa avançou 0,75 ponto percentual, passando de 8,75% ao ano, a menor já registrada até o momento, para 9,5% ao ano.

É a primeira elevação dos juros em 19 meses. A última subida havia ocorrido em setembro de 2008, poucos dias antes do anúncio de concordata do banco norte-americano Lehman Brothers, que deu início à fase mais aguda da crise financeira internacional – que espalhou a recessão pelo planeta. Desde então, os juros haviam ficado estáveis, ou recuado para tentar conter os efeitos da crise no crescimento do país.

CNI vê alta de juro a 9,5% como "brusca" e "injustificada"
A Confederação Nacional da Indústria(CNI) criticou a decisão do Comitê de Política Monetária(Copom) em aumentar da taxa básica de juro(Selic) em 0,75 ponto percentual, para 9,5% ao ano. Segundo a entidade, que classificou o aumento como "brusco", a elevação "não se justifica".

"A decisão superestima a alta da inflação, que permanece dentro da meta, e pode ter efeitos negativos mais permanentes sobre a produção", disse o presidente da CNI, Armando Monteiro Neto, através de nota.

Segundo Monteiro, o aumento terá efeito limitado no controle das atuais pressões inflacionárias, provocadas pelos preços dos alimentos, que estão subindo em todo o mundo.

Já o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo(Fiesp), Paulo Skaf, afirmou que a capacidade instalada da indústria poderia evitar uma possível inflação. "Não há necessidade de subir a taxa de juros, pois existe capacidade instalada na indústria para atender à demanda sem que aconteça pressão sobre os preços".

Para a Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro(Firjan), o governo tem dado um peso "excessivo" à taxa de juros básicos da economia para manter a inflação reduzida no país, embora concorde que o controle da inflação é essencial para o desenvolvimento econômico.

Em nota divulgada nesta quarta, após o anúncio da elevação da taxa básica Selic em 0,75 ponto percentual pelo Comitê de Política Monetária do Banco Central(Copom), a entidade priorizou um maior alinhamento das políticas fiscal e monetária. Avaliou que isso, "certamente, reduzirá os custos em termos de produção e emprego associados ao controle da inflação, contribuindo para elevar o investimento no país".

O Sindicato das Financeiras do Estado do Rio de Janeiro(Secif-RJ) apoiou a elevação da taxa Selic. Apenas o nível de ajuste desagradou ao presidente da entidade, José Arthur Assunção, que considerou o aumento de 0,75 ponto percentual "alto em demasia".

Ele acredita que o ciclo de ajustes deverá elevar a taxa Selic para mais de 10% ao ano nas próximas reuniões do Copom. Prevê, porém, que tão logo a inflação dê sinais de ter voltado para o centro da meta, o que deverá ocorrer ainda este ano, a taxa poderá retornar para o nível anterior, com probabilidade, inclusive, de ficar abaixo de 8% ao ano.

Com G1 e Agência Brasil.


Tags: Economia

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