Em 22/09/2010
Dentro dos alambiques, produtores assistirão uma abordagem prática da fase de produção e controle de contaminantes.
Areia(PB) – Produtores de cachaça e derivados de cana de açúcar, pesquisadores, empreendedores e estudantes se reunirão nesta quinta e sexta, 23 e 24 de setembro, na cidade de Areia, para discutir aspectos de mercado, produção, tendências e oportunidades para o setor. O ‘II Seminário Paraibano de Cachaça de Alambique e Derivados da Cana-de-açúcar’ trará uma programação diversificada com várias palestras no primeiro dia e uma visita técnica no segundo.
O pesquisa-dor da Universidade Federal do Paraná, Agenor Maccari Junior, apresentará a primeira palestra do seminário com o tema "Controle de Contaminantes no Processo de produção de Cachaça", onde abordará questões como ‘O que é uma boa cachaça?’ e ‘Quais critérios definem a qualidade do produto?’, além de mostrar a necessidade de constantes cuidados com todo o processo de produção da cachaça e a importância de cada operação sobre a qualidade do produto final.
“O aumento no número de unidades e na produção de cachaça gerou uma maior competitividade neste segmento. Os produtores e empresários que quiserem sobreviver e crescer na atividade devem se qualificar, se preparar para disputar mercado e ter um produto com melhor padrão de qualidade; neste aspecto, o evento tratará de informações e dados que podem favorecer a profissionalização na atividade, diferenciando técnicos, produtores e produto”, comentou Maccari, que também acompanhará os produtores durante a visita técnica.
Na sexta-feira, cerca de 40 produtores serão divididos em dois grupos e farão visitas a dois engenhos, o ‘Vaca Brava’ e o ‘Bujari’. No primeiro engenho um dos grupos acompanhará as etapas do processo de produção da cachaça, enquanto o outro grupo focará na parte laboratorial, aprendendo a fazer o controle de qualidade do processo; no segundo engenho os grupos trocam de posição, de forma que todos os participantes acompanharão tanto a fase de produção quanto a de controle de contaminantes.
“A missão técnica servirá para ilustrar o conteúdo das palestras, uma abordagem mais prática. As informações apresentadas no dia anterior serão demonstradas e discutidas dentro dos alambiques, trabalhando a realidade dos produtores locais como exemplo dos conceitos apresentados”, explicou Maccari.
Com toda esta programação, o evento destina-se a ser ponto de encontro de produtores, instituições e pesquisadores interessados em conhecer e compartilhar experiências, ampliar conhecimentos e mercado. Segundo o analista do Sebrae e gestor do projeto de Cachaça de Alambique, Fernando Ivo, a intenção do seminário é ampliar o conhecimento técnico na área e o promover a troca de experiência na área produtiva e de mercado.
De acordo com ele, no mercado estadual há boas marcas de cachaça que ocupam uma fatia representativa do setor. No entanto, existem outras que com ações de marketing e melhoria no produto podem ampliar sua participação no mercado. O evento é realizado pelo Sebrae e UFPB e tem o apoio da Fiep, Cooperativa dos Produtores de Cana-de-Açúcar e Derivados da Paraíba, Aspeca e Sindibebidas.
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