Em 25/03/2011
Cajazeiras(PB) – Uma propaganda volante que tem circulado na cidade de Cajazeiras nas últimas semanas deixou muita gente curiosa. Não se fala em outra coisa nos últimos dias na cidade, a não ser no “empreendimento comercial”, denominado de “Locadora de Mulher”.
O assunto foi tema, inclusive, de debate na Câmara Municipal na última Sessão Ordinária, quando o vereador Moacir Menezes, do DEM, demonstrou preocupação com relação ao funcionamento do negócio.

Segundo ele, é preciso que o Promotor e o juiz da Infância e Juventude de Cajazeiras fiquem atentos, juntamente com as policiais civil e militar, para averiguar e evitar que menores sejam utilizadas nesse tipo de serviço de exploração sexual e até mesmo o tráfico de drogas.
O vereador(Foto) Severino Dantas, do PT, também demonstrou preocupação, já que no seu entendimento, o nome do negócio já mostra o desrespeito para com as mulheres, oportunidade em que também pediu um acompanhamento por parte das autoridades.
A proprietária do estabelecimento, no caso, um bar, que fica na Rua Justino Bezerra, ao lado do Cemitério Coração de Jesus está convidando as pessoas interessadas para inauguração da inusitada locadora, a primeira da cidade. Segundo as informações, os clientes poderão telefonar e solicitar acompanhantes, para momentos de lazer e para fazer sexo.
Em Cajazeiras, como em outras cidades, mulheres também se prostituem em bares, casas noturnas, e até em cabarés. O problema é que a proprietária do estabelecimento “comercial” mais comentado do momento em Cajazeiras e até na região, terminou chocando alguns segmentos da sociedade, especialmente os que defendem as mulheres, pela forma explícita, direta, como fez sua divulgação.

Pela lei brasileira, a prostituição não é crime. Toda pessoa é dona de seu corpo e pode usá-lo como quiser, inclusive, fazer sexo em troca de dinheiro. Mas tirar proveito da prostituição, seja de que forma for, é crime.
Assim, manter casas de prostituição, viver às custas de prostitutas ou mesmo induzir alguém a esse tipo de trabalho, por exemplo, são considerados crimes. As penas podem ir de um a oito anos de reclusão.
* Matéria transcrita do Jornal Gazeta do Alto Piranhas(Edição 642). O jornal de maior circulação na região do Alto Sertão da Paraíba.
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