Brasil sobe no ranking que mede a capacidade do país em pagar dívidas

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Em 05/04/2011

Tempo de leitura: 2 minutos


Desde 2008, o Brasil faz parte de um clube seleto de países considerados seguros para investir.

Brasília(DF) – Uma agência de risco melhorou nesta segunda-feira(04Abril2011) a nota do Brasil. Isso significa que há mais confiança na capacidade do país em pagar suas dívidas.

Desde 2008, o Brasil faz parte de um clube seleto de países considerados seguros para investir. Hoje, subiu mais um degrau. Uma agência internacional de classificação de risco melhorou a nota – o Rating – do país. “O Rating é uma opinião sobre a capacidade de pagamento de um emissor, então no caso hoje que estamos falando do Brasil, nós estamos falando da capacidade do Brasil, do Tesouro Nacional em honrar suas dívidas, naquele prazo esperado”, explica o diretor executivo da Fitch Brasil, Rafael Guedes.

Para dar a nota, as agências classificadoras fazem um raio-x da economia do país. Consideram o crescimento do PIB, inflação, investimentos, reservas internacionais, o endividamento e calculam o risco de o país não conseguir pagar seus credores.

Segundo a agência Fitch, o Brasil tem condições agora de crescer entre 4% e 5% sem bater em gargalos que pressionem a inflação. Isso ajuda a manter a relação da dívida comparada ao PIB em patamares seguros. “No Brasil, o endividamento está crescendo, está, no entanto, o tamanho da economia, a receita que o governo tem arrecadado está crescendo mais rapidamente e isso então leva essa diminuição do endividamento em relação à economia”, fala Guedes.

O aumento da nota do Brasil contribuiu para o dólar fechar em queda mais uma vez. Hoje, a R$ 1,60. “Pode ter investidores que só aceitam comprar títulos desse segundo degrau, você pode ampliar o espectro dos seus potenciais compradores”, fala o economista-chefe do Banco Fator, José Francisco Gonçalves. “Quanto mais sólida a economia brasileira fica, mais ela tende a atrair investimentos externos e dólares, o que nesse momento é um certo problema. Mas é melhor ter esse problema de excesso de dólares do que o problema que tínhamos no passado de falta de dólares”, fala o ministro da Fazenda, Guido Mantega(Foto).


Tags: Economia

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