Número de jovens pobres aumenta na América Latina

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Em 29/12/2012

Tempo de leitura: 3 minutos


A pobreza entre os jovens latino-americanos em números absolutos aumentou. Segundo estudo realizado pela Comissão Econômica para a América Latina e Caribe(Cepal) e pela Organização Ibero-Americana da Juventude(OIJ), publicado recentemente no livro “A juventude na Ibero-América. Tendências e urgências”, em 2002, existiriam na América Latina ao redor de 58 milhões de jovens pobres, 7,6 milhões a mais que em 1990. Dos quais 21,2 milhões eram pobres extremos ou indigentes(com um incremento de 800 mil no período).

Honduras lidera o ranking de países com incidência maior de jovens na pobreza, seguida por Nicarágua, Bolívia, Paraguai, Guatemala e Peru, com percentuais acima de 50%. Com percentuais entre 30% e 50% se encontram Equador, Venezuela, Colômbia, Argentina, El Salvador, República Dominicana, Brasil, México e Panamá. Finalmente, Chile, Uruguai e Costa Rica apresentam a menor incidência(em torno de 20% ou menos).

O Chile é o país que alcançou a maior redução da pobreza juvenil no período, com uma taxa média de redução anual de 4%, seguido do Brasil, Costa Rica, El Salvador, Guatemala, México e Panamá, com reduções médias de 1% a 2% anuais. Por outra parte, a pobreza juvenil aumentou em cinco países, sendo particularmente preocupante o sucedido com Argentina e Venezuela, que apresentaram um importante incremento na incidência dos jovens pobres(igual ao resto da população).

O estudo também analisa a saúde dos jovens latino-americanos. Em relação às mortes pela Aids nos jovens de 14 a 25 anos, a República Dominicana é a líder entre os países onde há informações disponíveis, com 7,9 casos para cada 100 mil habitantes. Depois vem Panamá(6,6), Peru(3,6), Brasil(3,6), El Salvador(3,5) e Argentina(2,5), entre outros.

Uma olhada comparativa acerca do uso de métodos de prevenção da gravidez e de Doenças Sexualmente Transmissíveis(DST) na América Latina mostra que entre 50% e 80% dos jovens que tiveram relações sexuais usaram métodos anticoncepcionais. As diferenças por país indicam que a popularidade desses métodos é restringida. Os que menos usaram foram os mexicanos(47,4%), colombianos(34%) e os chilenos(31%). Em particular, o método mais usado foi a camisinha e muito abaixo vêm as pílulas anticoncepcionais.

O estudo revela ainda que, em vários países da América Latina, foram registrados aumentos da maternidade adolescente. Além da concentração da reprodução na juventude ser própria da América Latina, segundo a Cepal e OIJ, ao examinar o nível educativo das mães de 15 a 19 anos, se adverte que a fecundidade adolescente é muito mais freqüente entre os grupos mais excluídos e com menor nível educativo.

Temos, pois ,um círculo vicioso entre exclusão social e fecundidade adolescente, na medida em que esta última se dá sobretudo em mulheres de escassos recursos. É importante notar, a respeito, que persistem a gravidez adolescente entre a população menor de 20 anos e de setores mais pobres, particularmente no grupo de 15 a 17 anos e fora de uniões ou matrimônios”, afirma o estudo.


* Adital.


Tags: Internacional

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