Brasil doa R$ 25 milhões para combate ao Ebola

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Em 07/12/2014

Tempo de leitura: 5 minutos


Mais R$ 25 milhões foram enviados recentemente pelo governo brasileiro para ajudar no combate ao vírus ebola nos três países da África Ocidental mais afetados pela doença.

A doação foi feita a diferentes setores da Organização das Nações Unidas e atenderão os moradores de Guiné-Conacri, da Libéria e de Serra Leoa. Metade desse valor foi repassado à Organização Mundial da Saúde(OMS) para atender populações infectadas na tentativa de prevenir o contágio.

O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados vai receber R$ 6,5 milhões para auxiliar na prestação de serviços básicos, dentre eles o de saúde. O Programa Mundial de Alimentos recebeu do Brasil R$ 4,5 milhões para financiar e distribuir alimentos.

O R$ 1,5 milhão restante vai para a Missão das Nações Unidas de Resposta Emergencial ao Ebola.

De acordo com o Ministério das Relações Exteriores, em nota enviada com o Ministério da Saúde, outros R$ 3 milhões haviam sido repassados em novembro à OMS e à Organização Panamericana da Saúde com o mesmo objetivo.

Doença por vírus Ébola
A doença por vírus Ébola(DVE), também denominada no Brasil por doença por vírus ebola, é uma doença que atinge seres humanos e outros mamíferos e que é provocada pelo ebolavírus. Os sintomas têm início duas a três semanas após contrair o vírus, manifestando-se inicialmente por febre, garganta inflamada, dores musculares e dores de cabeça.

Estes sintomas são seguidos por vômitos, diarreia e rash cutâneo, a par de insuficiência hepática e renal. Nesta fase, a pessoa infetada pode começar a ter hemorragias, tanto internas como externas. Em caso de morte, esta geralmente ocorre entre 6 a 16 dias após o início dos sintomas e na maior parte dos casos deve-se à diminuição da pressão arterial resultante da perda de sangue.

O vírus pode ser adquirido através de contacto com o sangue ou outros fluidos biológicos de um ser humano ou animal infetado. A transmissão por via aérea ainda não foi documentada em ambiente natural. Acredita-se que o reservatório natural seja o morcego-da-fruta, o qual é capaz de propagar o vírus sem ser afetado.

Os humanos são infetados pelo contacto direto com os morcegos ou com animais que foram infetados pelos morcegos. Uma vez estabelecida a infeção humana, a doença pode-se também disseminar entre determinada população.

Os sobreviventes do sexo masculino continuam a ser capazes de transmitir a doença através do sémen durante cerca de dois meses. Para o diagnóstico de DVE, são primeiro excluídas doenças com sintomas semelhantes, como a malária, cólera ou outras febres hemorrágicas virais. Para confirmar o diagnóstico são examinadas amostras de sangue para a presença de anticorpos virais, ARN viral ou do próprio vírus.

O controlo de um surto exige a coordenação entre vários serviços médicos, a par de um determinado nível de envolvimento da comunidade. Entre os serviços médicos necessários estão a rápida deteção e diagnóstico de pessoas de risco, rápido acesso a serviços de laboratório adequados, tratamento adequado dos infetados e gestão adequada dos mortos através de cremação ou enterro.

A prevenção passa por diminuir o risco de propagação da doença entre animais infetados e seres humanos. Isto pode ser feito através do uso de vestuário de proteção ao manusear carcaças de animais suspeitas ou garantindo que toda a carne é plenamente cozinhada antes de ser consumida.

Durante o contacto com pessoas com a doença, deve também ser usado vestuário de proteção adequado e as mãos devem ser frequentemente lavadas. As amostras de tecidos e fluidos corporais de pessoas infetadas devem ser manuseadas com especial precaução.

Não está ainda disponível qualquer tratamento específico para a doença. Os cuidados de apoio envolvem a terapia de reidratação oral(administração de água ligeiramente doce e salgada) ou terapia intravenosa, sendo capazes de melhorar o prognóstico da doença. A doença apresenta elevado risco de morte, matando entre 25% e 90% das pessoas infetadas, com média de 50%.

A DVE foi identificada pela primeira vez numa região do Sudão e no Zaire, atual República Democrática do Congo. A doença geralmente ocorre em surtos em regiões tropicais da África subsariana. Entre 1976, ano em que foi pela primeira vez identificada, e 2013, a Organização Mundial de Saúde reportou um total de 1716 casos.
 

O maior surto verificado até hoje é o ainda decorrente surto de ébola na África Ocidental de 2014, que atualmente afeta a Guiné-Conacri, a Serra Leoa e a Libéria.8 9 Estão em curso medidas para desenvolver uma vacina, embora ainda não exista nenhuma.

* Terra/wikipedia.


Tags: Brasil

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