Volkswagen prevê demissão de 5.250 funcionários em quatro fábricas

Em 21/08/2020

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Volkswagen quer demitir 35% de seus funcionários. No País, 5.250 podem ser dispensados.

A crise econômica gerada pela pandemia do novo coronavírus atingiu em cheio o setor automotivo e levou a Volkswagen a iniciar negociações com o objetivo de reduzir custos. Uma das propostas é o corte de 35% do efetivo da montadora alemã nas quatro plantas do Brasil, que empregam cerca de 15 mil trabalhadores. Ou seja, 5.250 funcionários podem ser desligados.

Considerando que na planta da Anchieta a fabricante possui quadro de 8.600 colaboradores, a medida poderia gerar 3.010 demissões, caso esse exato percentual fosse aplicado em São Bernardo. Além da unidade da região, a Volks também negocia com os sindicatos dos trabalhadores de Taubaté e São Carlos, no Interior do Estado, e São José dos Pinhais, no Paraná.

De acordo com o SMABC(Sindicato dos Metalúrgicos do ABC), a empresa também apresentou propostas que incluem flexibilidade de jornada, corte do reajuste salarial, redução do valor da PLR (Participação nos Lucros e Resultados) e alterações em benefícios como transporte, alimentação e plano médico.

Inicialmente, ainda não há informações sobre a abertura de PDV (Programa de Demissão Voluntária), ferramenta adotada pela GM (General Motors) na fábrica de São Caetano nesta semana.

Uma das medidas em discussão é o corte de 5.250 funcionários, de um total de 15 mil das fábricas instaladas em São Bernardo, Taubaté e São Carlos, em São Paulo, e São José dos Pinhais, no Paraná.

No caso da planta localizada às margens da Via Anchieta, que tem 8.600 colaboradores, seriam cerca de 3.010 demissões.

Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, a empresa também apresentou propostas que incluem flexibilidade de jornada, redução do valor da PLR (Participação nos Lucros e Resultados), corte do reajuste salarial e alterações em benefícios relacionados a transporte, alimentação e plano de saúde.

Questionada sobre o assunto, a Volkswagen confirmou que está em processo de negociação com os sindicatos das quatro fábricas do País e está “avaliando em conjunto medidas de flexibilização e revisão dos acordos coletivos vigentes para adequação ao nível atual de produção, com foco na sustentabilidade de suas operações no cenário econômico atual, muito impactado pela pandemia do novo coronavírus”, informou a nota.

A empresa também destacou dados da Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores) que apontam que “a produção de veículos da indústria brasileira deve cair 45% em 2020 e a recuperação do mercado, com queda prevista de 40% em relação a 2019, é projetada só para 2025”.

Demais empresas
Entre as montadoras da região, apenas a GM anunciou, por ora, planos de demissão e prorrogação do lay-off, inicialmente em três meses – período que pode ser prorrogado de acordo com a crise. As medidas foram aceitas pelos trabalhadores em assembleia on-line.

Os incentivos para quem aderir vão de 3,5 a sete salários extras por ano trabalhado, sendo que funcionários com mais de 11 anos de casa também vão receber um Onix Joy Black. As demais empresas – Mercedes-Benz, Scania e Toyota – ainda não se posicionaram sobre isso nas plantas da região.


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