Empresa cria útero artificial que gera 30 mil bebês por ano

Em 21/12/2022

Tempo de leitura: 4 minutos

Primeiro complexo com úteros artificiais do mundo poderá “fabricar” 30 mil bebês por ano e permitiria que pais escolhessem características de bebês.

Você já chegou a imaginar em algum momento uma “fábrica” que produz bebês? Parece algo surreal, certo? Pois é, mas e se eu te disser que existe uma tecnologia que poderá “fabricar” bebês em massa? Essa situação que parece possível só em filmes pode estar cada vez mais próxima de acontecer.

Hashem Al-Ghaili

 

Algo que parece tão distante e fora da realidade está bem próximo de acontecer graças ao biotecnólogo e comunicador científico Hashem Al-Ghaili, de Berlim (Alemanha), que apresentou o que podemos chamar de a primeira instalação de úteros artificiais do mundo.

O projeto que cria uma instalação de útero artificial não só poderá produzir bebês em massa como também permitirá que os pais possam escolher as características do bebê através de um “menu” de opções.

 

Primeira instalação de útero artificial do mundo

EctoLife

Primeira instalação de útero artificial do mundo

Chamada de EctoLife, a primeira instalação de útero artificial do mundo, segundo All-Ghaili, tem o conceito baseado em mais de cinquenta anos de pesquisas científicas, realizadas por pesquisadores de todo o mundo.

Hashem Al-Ghaili, em entrevista ao The Mirror do Reino Unido, acredita que em 10 anos as instalações de útero artificial já poderão se tornar realidade, isso claro, se as restrições éticas forem removidas.

Cada recurso mencionado no conceito é 100% baseado em ciência e já foi alcançado por cientistas e engenheiros”, revelou o All-Ghaili.

Segundo o cientista, o complexo conseguirá produzir cerca de 30 mil bebês ao ano. As instalações vão contribuir para que casais inférteis possam conceber um bebê se se tornarem os pais biológicos de seus filhos.

O projeto também poderia contribuir com os países que atualmente enfrentam um grave declínio populacional, como, por exemplo, Japão, Bulgária e Coréia do Sul.

Além de conceber 30 mil bebês por ano, a EctoLife também poderia modificar os genes dos bebês, onde seria possível estabelecer certas características desejadas pelos pais.

O processo de entrega é tranquilo, conveniente e pode ser feito com apenas o apertar de um botão. Após descarregar o líquido amniótico do útero artificial, você poderá remover facilmente seu bebê da cápsula de crescimento”, explicou Al-Ghaili.

O EctoLife, a primeira instalação de útero artificial do mundo, é totalmente alimentado por energia renovável. Segundo a Organização Mundial da Saúde, cerca de 300.000 mulheres morrem de complicações na gravidez. O útero artificial EctoLife foi projetado para aliviar o sofrimento humano e reduzir as chances de cesáreas. Com EctoLife, partos prematuros e cesáreas serão coisas do passado”, disse o cientista.

Para Al-Ghaili, a tecnologia já é real e está disponível, segundo acrescenta o cientista, agravando o desenvolvimento do projeto são as restrições éticas que impedem o conceito de se tornar realidade.

Gravidez fora da barriga

O vídeo distópico mostra que tanto o crescimento, quanto o desenvolvimento do feto, poderiam ser monitorados em tempo real. Caso surgisse algum problema com a criança, os médicos conseguiriam fazer intervenções pontuais para evitar a interrupção da gravidez.

Outra “vantagem”, é que os pais simplesmente precisariam aparecer apenas na hora de levar o bebê para casa. Todo o processo de envolvimento gestacional, seria feito por meio de ferramentas como realidade virtual, feedback tátil e efeitos audiovisuais acessados diretamente em um smartphone.

Segundo Al-Ghaili, esse útero artificial seria mais seguro tanto para as mães, quanto para os bebês, já que evitaria perdas de sangue em excesso durante partos complicados, ou outros problemas envolvendo uma gravidez de risco e malformações congênitas.

Apenas um conceito

No vídeo, Hashem Al-Ghaili deixa claro que a EctoLife não é uma empresa real e muito menos uma organização de pesquisa científica, capaz de oferecer um serviço como esse nos próximos dez anos.

Em vez disso, ele quis demonstrar um conceito que, no futuro, pode se tornar realidade.

Outro ponto abordado por ele são as discussões sobre o uso da ética em uma tecnologia em que os pais teriam total controle para “ajustar” múltiplas características físicas de um filho que ainda não nasceu, podendo levar a um corrida insana por um “bebê perfeito”.

Al-Ghaili termina o vídeo dizendo que essa tecnologia, apenar de tudo, seria uma benção para mulheres que não conseguem ou têm dificuldade para engravidar naturalmente, principalmente para aquelas com problemas genéticos de família ou com histórico de abortos espontâneos.


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