Em 14/09/2023
No século 16, em meio à chamada Reforma Protestante, quando ganharam força questionamentos sobre o monopólio da fé detido pela Igreja Católica, além de uma aceitação maior de diferentes correntes de pensamentos, floresceu uma denominação religiosa que, ao contrário da grande maioria, não tinha um poder central: a Igreja Batista.
Muitos atribuem a fundação da Igreja Batista aos ingleses John Smyth (1570-1612) e Thomas Helwys (1550-1616), duas figuras ilustres da história.
E ela tem uma particularidade, que à primeira vista pode parecer uma contradição com o nome: para os batistas, só pode receber o batismo aquele que já tem a consciência formada, então, crianças não podem ser batizadas.
Hoje, isso pode parecer normal, diante da enorme quantidade de igrejas pentecostais no Brasil que também batizam seus novos seguidores na idade adulta. Mas há mais de 400 anos, representava uma grande mudança.
“Esse é um ponto muito comum nas igrejas evangélicas brasileiras hoje, mas era um diferencial enorme (nos séculos 16 e 17)”, comenta o historiador e teólogo Vinicius Magno Borges Nunes Couto (Foto abaixo), doutor em ciências da religião pela Universidade Metodista de São Paulo e professor do Seminário Teológico Nazareno do Brasil e do Seminário Batista Livre.
Outro denominador comum entre batistas e outras correntes protestantes é a leitura da Bíblia como regra de fé e de prática, além da defesa da liberdade de consciência.
“Para um batista, não se deve coagir a consciência das pessoas obrigando ninguém a acreditar no que se acha que é o certo“, comenta Vinicius Couto, doutor em ciências da religião pela Universidade Metodista de São Paulo e professor do Seminário Teológico Nazareno do Brasil e do Seminário Batista Livre.
Deixe um comentário