Em 21/10/2023
O governador João Azevêdo (PSB) determinou a desapropriação de terrenos no entorno da BR-230 e do Rio Paraíba para a construção do Complexo Rodoviário de Acesso ao Porto de Cabedelo, que inclui uma ponte ligando Cabedelo, na região Metropolitana de João Pessoa, a Lucena, no Litoral Norte paraibano.
Vista lateral da ponte Presidente Epitácio Pessoa, que interligará os municípios paraibanos de Cabedelo e Lucena.
O decreto que declara a utilidade pública da área, inclusive para fins de desapropriação por via amigável ou judicial, foi publicado no Diário Oficial do Estado (DOE) desta terça-feira (17Outubro2023).
De acordo com o decreto, as desapropriações devem ser conduzidas pela Procuradoria-Geral do Estado e pelo Departamento de Estradas e Rodagens (DER) de forma amigável junto aos proprietários ou através de meios judiciais.
Vista aérea da ponte Presidente Epitácio Pessoa, que interligará os municípios paraibanos de Cabedelo e Lucena.
As indenizações referentes à desapropriação, no entanto, serão realizadas a partir da apresentação de documentação comprobatória da titularidade e regularidade dos imóveis.
Segmento rodoviário da ponte Presidente Epitácio Pessoa, que interligará os municípios paraibanos de Cabedelo e Lucena.
“A ponte entre Cabedelo e Lucena vai virar realidade. Autorizamos o processo de desapropriação de áreas para a construção da obra. É o nosso time de governo trabalhando para fazer a diferença e abrindo novos caminhos de desenvolvimento para a Paraíba continuar crescendo cada vez mais“.
Mapa do Plano Viário Integrando a região Metropolitana ao Litoral Norte do Estado da Paraíba.
Ponte entre Cabedelo e Lucena
O governador João Azevêdo (PSB) revelou recentemente que o estado deve lançar até o fim de dezembro um edital para a construção da ponte entre Lucena e Cabedelo.
Segmento da ponte Presidente Epitácio Pessoa, que interligará os municípios paraibanos de Cabedelo e Lucena.
Segundo ele, a obra será executada com recursos próprios do estado da ordem de R$ 350 milhões. “Iremos soltar o edital para contratação da empresa até dezembro e, com certeza, será entregue ainda em meu governo. Uma ponte com extensão de 2.200 metros”, disse.
João Azevêdo pontuou que a ponte deve fazer a ligação próxima à praia do Jacaré, onde tem as marinas, com o outro lado, no acesso à PB-006, que liga Santa Rita a Forte Velho.
Vista aérea de Cabedelo (PB), mirando-se o Porto de Cabedelo, o estuário do rio Paraíba do Norte, à Ilha da Restinga, o Forte de Santa Catarina, na Região Metropolitana de João Pessoa.
O projeto prevê a ponte sairá da Praia do Jacaré até Lucena, e em seguida para BR-101 em Santa Rita.
A obra facilitará, por exemplo, os caminhoneiros que precisam deslocar do Porto de Cabedelo até a rodovia. Agora, não será mais necessário passar por todo área urbana de João Pessoa.
Atualmente, quem precisa se deslocar de Cabedelo a Lucena precisa usar a balsa.
Ponte Nossa Senhora da Guia, em Lucena (PB).
Já os caminhões que saem do Porto de Cabedelo precisam atravessar toda Cabedelo, passar por João Pessoa e seguir viagem em sentido a Recife ou Natal, passando por Bayeux e Santa Rita.
A construção de uma ponte ligando Cabedelo a Lucena já foi anunciada em governos anteriores, mas nunca avançou.
O Porto de Cabedelo é um porto situado na margem direita do estuário do rio Paraíba do Norte, em frente à Ilha da Restinga, na parte noroeste da cidade brasileira de Cabedelo, Paraíba, próximo ao Forte de Santa Catarina, na Região Metropolitana de João Pessoa.
Recentemente, em viagem à China, João Azevêdo teve agenda com uma empresa chinesa interessada em realizar a obra.
A ponte integra a lista de projetos constantes no Plano Estadual de Parceria Público-Privada do Estado da Paraíba, em vigor desde janeiro de 2021 no Estado.
PROJETO
Ponte do Jacaré – Cabedelo – Paraíba (PB)
A Ponte do Jacaré encurtará distâncias e promoverá o intercâmbio cultural e econômico; mitigará os graves problemas de mobilidade urbana da cidade de João Pessoa, capital do
Estado; fomentará a florescente indústria do turismo; e promoverá o desenvolvimento socioeconômico de todo o litoral norte do Estado da Paraíba.
Memorial descritivo dos Processos de Fabricação e Montagem
Ponte do Jacaré – silhueta branca de arcos crescentes, com tabuleiro a flutuar sobre as águas tranquilas do Paraíba.
A Ponte do Jacaré será executada em Aço e Concreto Pré-moldado Protendido; fabricada em instalações industriais – fora do canteiro de obras – transportadas em balsas, a partir do Porto de Cabedelo e apenas montada no local de implantação; por outro lado suas fundações serão em estacas metálicas, cravadas no solo, sem qualquer retirada de material e os blocos de coroamento das estacas serão igualmente em concreto armado pré-moldado.
O método de montagem é a seguir descrito:
• Cravam-se as estacas com auxilio de bate-estacas instalado nas balsas anteriormente citadas;
• Em seguida instalam-se os blocos das fundações formando -se, assim, as plataformas de montagem, a partir das quais segue-se com o sistema construtivo de toda a ponte, que é o de aduelas de avanço, sem a geração de qualquer entulho de obras.
A ponte do Jacaré possuirá largura de 25m, com a extensão de 2.100m; dotada apenas de dez apoios; sendo um em cada cabeceira, dois na Ilha Stuart e mais seis espalhados na lâmina d’água, com vãos de 100m, 150m,400m e 500m.
O perfil do tabuleiro é em forma de um suave arco que divido a sua extensão, atinge a altura de 50m contada a partir da lâmina d’água.
A ponte do Jacaré, com suas características e diante do seu sistema construtivo proporcionará significativos impactos ambientas e sociais positivos e praticamente nenhum negativo; necessitando, apenas, a reordenação urbana das suas vias de acesso; no entanto não se pode prescindir de um completo Estudo Ambiental, em ditame com os Órgãos Públicos reguladores da matéria.
I – VANTAGENS ESTRATÉGICAS QUE FAVORECEM OS CUSTOS DA CONSTRUÇÃO, PRATICIDADE E TEMPO DE EXECUÇÃO
01. Proximidade fluvial do Porto;
02. Disponibilidade de balsas junto ao Porto, com capacidade de transportar 6 carretas com 30 toneladas, por viagem (de 30min.), com excelentes condições de navegabilidade até a ponte;
03. Caudal do rio com baixíssima correnteza que obedece a tábua das marés;
04. Áreas ribeirinhas em terra firme, com pequena elevação e baixa declividade;
05. Rio sem estar sujeito a inundações, com suas águas sempre contidas na sua calha;
06. Pequena profundidade da lâmina d’água que varia de 3,0 a 5,0m;
07. Manto terroso de pequena espessura que varia de 20m a 25m;
08. Rocha sã situada a uma profundidade variando de 30 a 40m;
09. Praticidade de execução através de aduelas de avanço em aço e concreto protendido, auxiliadas por torres, cabos de aço e manipuladores de carga;
10. Tabuleiro ortotrópico em aço e aduelas de concreto protendido;
11. Localização dentro do perímetro urbano de Cabedelo, há poucos metros da rodovia BR-230 e da via férrea que liga João Pessoa á Cabedelo.
II – CUSTOS:
O custo estimado para a ponte é de aproximadamente R$ 600.000.000,00 (Seiscentos milhões de reais).
III – TEMPO DE EXECUÇÃO:
O tempo de execução é de aproximadamente três anos.
IV- CONSIDERAÇÕES FINAIS:
Os custos e tempo de construção foram significativamente otimizados pelos fatores abaixo:
• Rio navegável e calmo;
• Proximidade fluvial do Porto;
• Disponibilidade de balsas de elevada capacidade de carga;
• Tabuleiro leve e extremamente modulado;
• Obra com elevado índice de industrialização e leveza.
As praias paraibanas são paradisíacas; famosas por suas águas calmas, límpidas, quentes e sem poluição – são de elevado valor turístico e imobiliário.
O Rio Paraíba é um notável acidente geográfico, que oferece incontáveis benefícios e não é sem razão que emprestou seu nome ao Estado; possui um estuário, com ilhotas e manguezais que o faz, responsável pelo equilíbrio ecológico de um biossistema marítimo e fluvial.
O Estuário do Rio Paraíba é um ancoradouro natural protegido pelo Istmo de Cabedelo, que
teve o seu valor reconhecido desde os tempos do Brasil Colônia influenciando decisivamente na escolha do local para a implantação da atual cidade de João Pessoa, capital do Estado da
Paraíba.
Já no início do século passado os japoneses também reconheceram a importância estratégica do local e implantaram uma próspera Indústria de pesca da baleia que ainda hoje vêm se
acasalar nas águas quentes da região trazidas pelas correntes marítimas.
Tal indústria foi próspera até a data da extinção da captura internacional do maior mamífero da natureza. E atualmente existe em fase final de análise a implantação de um Estaleiro Naval para manutenção de grandes navios.
É através do estuário do rio que se tem acesso ao Porto de Cabedelo, que se constitui no mais oriental das Américas; bem como ao Terminal Pesqueiro e ao Ancoradouro do Jacaré, sendo esse último internacionalmente reconhecido por suas excelentes condições náuticas e de serviços.
A região é de uma beleza indescritível, com o largo caudal do rio com suas águas límpidas e tranquilas, mais parecendo um grande lago; que transformou o logradouro em atrativo nobre para o turismo paraibano, para contemplar a paisagem ao pôr do sol, na Praia do Jacaré, ao mesmo tempo em que se degusta excelente culinária praieira bebericando nos barzinhos da praia, ao som do Bolero de Ravel, que é apresentado pelo grande músico Jurandir do Sax navegando suavemente ao pôr do sol pelas águas tranquilas do rio, todas os dias do ano.
É evidente a relevância do Rio Paraíba para a Economia do Estado; porém, por carência de uma Obra de Arte Especial que atravesse o seu majestoso curso, e diga-se – de há muito
reivindicada pela população paraibana – limita-se a Mobilidade Urbana da cidade de João Pessoa e o desenvolvimento do litoral norte da Paraíba.
A Obra de Arte Especial em apreço deverá ser comprometida com a ecologia, navegação, mobilidade urbana, funcionalidade, custos, estética e paisagismo do bucólico rio; além de que, não poderá ser um vetor limitante de toda a potencialidade do majestoso rio para as gerações vindouras.
A cidade de João Pessoa enfrenta um grave problema de mobilidade urbana associado a existência da Rodovia BR-230 – Portal de Entrada da Cidade – cortando-a justamente no seu
lado de maior expansão urbana, provocando, assim, sérios problemas de mobilidade.
A grande João Pessoa é carente de um Arco Rodoviário que integre todos os municípios que compõem a região metropolitana; com a implantação da Ponte do Jacaré faz-se a integração de diversas malhas rodoviárias, que hoje são segmentadas em trechos com baixa integração.
Com a implantação das Pontes do Jacaré e do Canal da Guia (de pequeno porte), além de resolver um grande problema de Mobilidade Urbana da cidade de João Pessoa, faz-se a integração de diversas malhas rodoviárias como sejam: BR-230, PB-011, PB-019, PB-008, PB-025 e BR-101 além de permitir a implantação de toda a Rodovia Litorânea PB-008 que no litoral sul recebe o nome do Ministro Abelardo Jurema; e que tantos benefícios propicia ao turismo e ao desenvolvimento econômico de todos os municípios do litoral sul do Estado da Paraíba.
A Ponte do Jacaré encurtará distâncias e promoverá o intercâmbio cultural e econômico; mitigará os graves problemas de mobilidade urbana da cidade de João Pessoa, capital do Estado; fomentará a florescente indústria do turismo; e promoverá o desenvolvimento socioeconômico de todo o litoral norte do Estado da Paraíba.
Dentre dos inúmeros benefícios destacam-se:
• Uma ponte para a travessia do Estuário do Paraíba é de vital importância para o Progresso do Estado; e diga-se de há muito clamada pela população;
• O local sugerido atende a muito objetivos almejados; João Pessoa ganhará mais um Portal de Entrada, mitigando, assim, os frequentes congestionamentos na BR-230; Cabedelo ganhará mais uma via expressa para o Porto sem provocar qualquer impacto ambiental para a cidade portuária; a grande João Pessoa juntamente com todo litoral Norte do Estado vivenciarão grande desenvolvimento sócio econômico e turístico;
• O local sugerido, dentre diversos outros possíveis pontos de travessia, destaca-se pelo elevado número de impactos ambientais positivos e pouquíssimo impactos negativos a serem trabalhados e eliminados.
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