A pedido da CONAB: PF e CGU abrem investigações sobre o leilão do arroz

Em 13/06/2024

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A Controladoria-Geral da União e a Polícia Federal abriram investigações sobre possíveis irregularidades no leilão do governo federal para a importação de arroz.

Nos dois casos, a decisão resultou de um pedido da Companhia Nacional de Abastecimento, a Conab, responsável pela realização do processo.

A Conab também instaurou uma apuração interna, a ser conduzida por sua Corregedoria.

Essas medidas demonstram um esforço conjunto entre as instituições para garantir a transparência e a correção dos processos envolvidos na importação do arroz”, afirmou a CGU. A investigação da PF tramitará sob sigilo.

Na terça-feira (11Junho2024), o governo decidiu anular o certame e cancelar a compra das 263,3 mil toneladas do produto.

Segundo o ministro da Agricultura, Carlos Henrique Baqueta Fávaro (Foto acima), a gestão federal avalia haver no conjunto das empresas vencedoras uma maioria com “fragilidades“. Ele mencionou companhias que “não têm capacidade financeira de operar um volume financeiro desse tamanho”.

Já o presidente da Conab, João Edegar Pretto (Foto abaixo), afirmou que o objetivo é realizar um novo leilão, em outro modelo, a fim de garantir a contratação de empresas com capacidade técnica e financeira.

No leilão anulado, o preço médio de cada saco de arroz de cinco quilos foi de aproximadamente 25 reais. Participaram do certame e arremataram lotes empresas sem histórico de participação no mercado de cereais.

O governo Lula decidiu importar arroz em decorrência das enchentes no Rio Grande do Sul, estado responsável por 70% da produção nacional do grão.

Outro impacto concreto dos problemas do leilão é a saída de Neri Geller da Secretaria de Política
Agrícola do Ministério da Agricultura. A demissão consta da edição desta quarta do Diário Oficial da União.

Inicialmente, Fávaro anunciou na terça-feira (11Junho2024), que Geller havia pedido demissão. Horas depois, no entanto, o agora ex-secretário afirmou não ter solicitado a saída do cargo.

A demissão ocorreu devido a uma suspeita de conflito de interesse. O diretor de Abastecimento da Conab, Thiago José dos Santos, é uma indicação de Geller.

Além disso, a Foco Corretora de Grãos, uma das principais corretoras do leilão, é do empresário Robson Almeida de França, que foi assessor parlamentar de Geller na Câmara e sócio de Marcello Geller, filho do secretário. O ex-secretário nega qualquer irregularidade.

 

 

 


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