Em 07/09/2020
O soldado da Polícia Militar, Túlio Barros Godoy Calado, 29 anos, foi assassinado por volta das 23h00m do sábado (05Setembro2020), no bairro de Valentina de Figueiredo, localizado na zona sul da cidade de João Pessoa (PB). Durante o tiroteio que provocou a morte do policial, a jovem Allana Drelayne, de 20 anos, morreu ao ser baleada.
Segundo a PM, o soldado estava conversando na casa de amigos quando pelo menos dois homens chegaram em um Chevrolet Onix de cor branca e começaram a atirar no policial. Ele foi baleado por tiros no peito e nas mãos e ainda conseguiu reagir atirando contra os pistoleiros.
Gravemente ferido, o soldado foi conduzido pelo SAMU para o Hospital de Trauma e morreu ao chegar na unidade de saúde. A motivação da execução ainda está sendo investigada.
Durante o tiroteio, Allana Drelayne, foi baleada. Ela também estava na frente de casa com pessoas da família dela quando iniciou um tiroteio na casa vizinha onde o soldado Túlio Godoy, estava. Baleada, Allana foi levada para o Hospital do Valentina na capital, mas ela não resistiu aos ferimentos e morreu.
A Polícia Civil informou que o soldado estaria sendo ameaçado após ter participado de uma ocorrência recente de apreensão de drogas e armas no bairro do Valentina, onde morava e era bastante conhecido.
O carro usado pelos bandidos,um Chevrolet Onix na cor branca, foi encontrado incendiado no fim da manhã do domingo (06Setembro2020), em um terreno entre os bairros Geisel e Valentina. Os policiais também encontraram peças de roupa que podem ajudar na identificação dos envolvidos.
A Polícia está empreendendo buscas no sentido de identificar os autores dos assassinatos. A linha de investigação conclui que o ataque teve como alvo o policial, o que configura a execução. A motivação do crime e as pessoas envolvidas estão sendo investigadas. Nenhum suspeito foi detido.
O Sargento da PM-PB Robson Godoy, pai do soldado Túlio pontuou que o filho sempre teve o sonho de seguir a carreira policial e que apesar do filho sonhar com a função, ele sabia do risco que corria ao estar em ação.
O Sargento PM Robson foi avisado do ataque quando o filho estava indo para o Hospital de Emergência e Trauma e soube da morte momentos depois. “Uma dor muito grande“, relatou pedindo justiça. “Acredito que a polícia está se empenhando e vai achar os acusados“, finalizou.
O policial militar que estava lotado atualmente no Batalhão de Cavalaria da Capital, morreu em um dia de folga, acompanhado de amigos. Ele deixou duas filhas. Amigos policiais testemunharam que ele andava preocupado com essas ameaças. Inclusive, tinha comentado isso na própria noite em que morreu.
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