Fórum de Turismo aponta gargalos do Turismo paraibano

Em 01/03/2009

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João Pessoa(PB) – Os integrantes do Fórum Setorial de Turismo na Paraíba promoveram sua segunda reunião de trabalho na segunda semana do mês de fevereiro(2009), quando foram elencados e discutidos os principais gargalos que entravam o setor turístico de João Pessoa.

Durante o encontro, foram identificados pelo menos 21 problemas, que vão desde a insuficiência de voos regulares para a capital paraibana até a falta de espaço para médios e grandes eventos e a inexistência de um Centro de Convenções.

O secretário geral do Fórum Gustavo Garcia, presidente do João Pessoa Convention Bureau, afirmou que a nova instância do turismo paraibano não pretende sobrepor-se a outros conselhos existentes. “Este Fórum será mais uma instância onde poderemos debater e solucionar os nossos problemas, muitas vezes de ordem simples e que fazem uma diferença imensa para a capital”, disse.

O Fórum Setorial faz parte do Projeto Nordeste Territorial da Atividade de Turismo(PTAE) formatado e coordenado pelo Banco do Nordeste do Brasil e conduzido pelos demais parceiros e atores ligados à atividade em João Pessoa.

Os gargalhos do turismo na Paraíba:

01) Insuficiência de voos regulares para a capital;

02) Falta de espaço para médios e grandes eventos: inexistência de Centro de Convenções em JPA;

03) Existência de informalidade de todas as ordens na orla da capital;

04) Existência de taxista como Guias de Turismo(Contraria Lei do MTUR);

05) Improvisação das políticas públicas de todas as esferas governamentais existentes no município(falta de planos consistentes);

06) Falta de terminais turísticos na capital;

07) Falta de espaços para eventos públicos e de políticas para incremento do segmento de eventos;

08) Carência na divulgação promocional da cidade de João Pessoa em importantes e emergentes mercados;

09) Carência de sinalização turística nas vias da capital (inclusive placas indicativas defronte aos hotéis da orla para parada de ônibus e veículos de turismo);

10) Falta de qualificação profissional da mão-de-obra para todo o setor turístico (alta rotatividade dos profissionais nas empresas);

11) Exagero na poluição sonora e visual em áreas de circulação dos turistas;

12) Contravenção da profissão de Guia de Turismo por amadores e piratas (Lei no. 8.623\93);

13) Falta de funcionalidade para eventos no equipamento Estação Cabo Branco;

14) Falta de continuidade na fiscalização integrada realizada pela PBTUR e SETUR/JP, em compartilhamento com órgãos federais, estaduais e municipais, bem como inexistência de punição para as infrações verificas;

15) Dificuldade de acesso aos equipamentos turísticos;

16) Falta de conscientização quanto à responsabilidade ambiental;

17) Falta de capacitação relativa ao Programa de Alimento Seguro e a boas práticas de distribuição e mesa;

18) Falta de projetos estruturantes para a cidade de João Pessoa;

19) Inexistência do terminal de passageiros no Porto de Cabedelo;

20) Falta de mais encontros e reuniões de trabalho entre os integrantes de trade turístico na busca de novas soluções do turismo da capital;

21) Falta de guias de turismo que dominem outros idiomas (inglês, espanhol e francês).


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