Em 07/05/2023
O fenômeno El Niño deve aumentar as temperaturas em todo o mundo neste ano, de acordo com a Organização Meteorológica Mundial (OMM).
O fenômeno ocorreu pela última vez entre 2018 e 2019 e está associado ao aumento das temperaturas, ampliação da seca em algumas regiões e fortes chuvas em outras áreas.
Apesar da previsão, o chefe da divisão regional de serviços de previsão climática da OMM, Wilfran Moufouma Okia (Foto acima), disse que ainda não há estimativa atual de quanto será o aumento provocado pelo fenômeno climático.
“O desenvolvimento do El Niño muito provavelmente levará a um novo pico do aquecimento global e aumentará as possibilidades de recordes de temperatura“, advertiu Petteri Taalas (Foto acima), secretário-geral da Organização Meteorológica Mundial (OMM).
A agência calcula que há 60% de possibilidades de que El Niño se desenvolva até o final de julho e 80% de possibilidades de formação do fenômeno até setembro, segundo um comunicado.
Isso ocorre depois de três anos sob influência de La Niña, que causa o efeito inverso, contribuindo para o resfriamento das temperaturas.

A palavra El Niño é derivada do espanhol, e refere-se à presença de águas quentes que todos os anos aparecem na costa norte de Peru na época de Natal. Os pescadores do Peru e Equador chamaram a esta presença de águas mais quentes de Corriente de El Niño, em uma referência ao Menino Jesus (Niño Jesus). Ao imaginar o oposto do fenômeno, o resfriamento das águas, nada melhor para os especialistas no assunto darem a nomenclatura feminina para o evento e assim surgiu o nome La Niña.
O ano mais quente já registrado no mundo até agora foi 2016, quando coincidiu com um forte El Niño.
As temperaturas extremas em 2022, principalmente na Europa e na China, contribuíram para que os últimos oito anos fossem os mais quentes registrados no mundo, de acordo com o Copernicus, serviço de monitoramento do clima da União Europeia (UE).
A temperatura global no ano passado ficou 1,2 ºC acima dos níveis do século 19, antes da Revolução Industrial.
No Brasil, porém, o cenário foi diferente em 2022. Ondas de frio atípicas fizeram a temperatura média cair na maior parte do país. A exceção foi na região da floresta amazônica, que não recebeu essas ondas e apresentou aumento na média de temperatura.
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