Pacote de Milei tem aumento de impostos e cortes de gastos

Em 11/12/2023

Tempo de leitura: 3 minutos

“Clarín” apurou que o “plano motosserra” tem 14 medidas que devem ser apresentadas assim que Milei assumir a Casa Rosada.

 

O presidente eleito da Argentina, Javier Gerardo Milei (Foto abaixo), deve anunciar na 2ª feira (11Dezembro2023) um pacote de 14 medidas para tentar conter a crise econômica do país sul-americano.

Javier Gerardo Milei é um economista, político, professor, escritor e deputado argentino. Líder da coalizão política La Libertad Avanza, foi eleito presidente da Argentina ao derrotar Sergio Massa no segundo turno das eleições presidenciais de 2023 com 55,70% dos votos.

O chamado “plano motosserra” inclui propostas para cortar gastos do governo e aumentar impostos sobre importações. As informações são do jornal argentino Clarín.

Milei toma posse na Casa Rosada no domingo (10Dezembro2023). Durante a campanha, focou seu discurso nos problemas econômicos da Argentina. Sua principal bandeira no período eleitoral era a dolarização da economia.

O plano não está na reforma rascunhada, mas algumas medidas que serão anunciadas visam a frear o Banco Central.

Luis Andrés Caputo é um economista argentino que foi Ministro das Finanças Públicas e Presidente do Banco Central da República Argentina. Surpreendentemente, em meio a uma negociação com o Fundo Monetário Internacional e políticas internas, apresentou sua renúncia ao cargo de chefe do Banco Central e foi substituído pelo secretário de Política Econômica do Ministério do Tesouro, Guido Sandleris. Caputo é classificado como pragmático, com reflexos para reagir aos movimentos do mercado e será lembrado como o fazedor de financiamentos durante o gradualismo.

O pacote foi costurado por Milei – que é economista – em conjunto com o futuro ministro da Economia, Luis Andrés Caputo. Foi apresentado ao restante do gabinete do libertário na 6ª feira (08Dezembro2023).

Consideradas urgentes, as medidas não precisarão do aval do Congresso.

Leia as 14 medidas do “plano motosserra”:

Fonte: Clarín.

Dentre os principais pontos do plano, estão medidas para desvalorizar o câmbio oficial, elevando dólar comercial para cerca de 600 pesos. Esse valor seria taxado em 30%, fazendo com que a moeda chegue à população cotada próxima aos 800 pesos.

É menos do que os argentinos hoje pagam no câmbio paralelo, o “dólar blue” – aproximadamente 965 pesos.

Outra proposta é congelar o Orçamento de 2023 para controlar os gastos e impedir o avanço da inflação, atualmente em 142,7% no acumulado de 12 meses.

O peso argentino é a moeda oficial da Argentina. A moeda adota divisões em centavos de 1, 5, 10, 25, 50 centavos, e 1, 2, 5 e 10 pesos. Já as notas são de 10, 20, 50, 100, 200, 500, 1.000 e 2.000 pesos. As moedas abaixo de 1 peso raramente são utilizadas.

Com os gastos congelados, o financiamento de universidades e os salários públicos não serão reajustados.

Para incentivar privatizações, o governo de Javier Milei converterá empresas públicas em sociedades anônimas.

O Executivo avalia que a medida facilitará a venda das estatais. Ainda no corte de gastos da União, Milei e Caputo decidiram proibir obras públicas, exceto se feitas com aportes externos.

Dólar americano (USD).

Impacto econômico

Um dos efeitos colaterais do plano é a desaceleração da economia em 2024. Segundo o futuro ministro Luis Caputo, o pacote terá um impacto de US$ 25 bilhões e deve levar a um corte de 5,5% do PIB (Produto Interno Bruto) da Argentina.

Caputo disse ainda que a “âncora do programa é fiscal” e que o governo visa a fechar o ano que vem com deficit zero.

 

 

 


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