Em 11/06/2024
A pequena Júlia de apenas 1 ano de idade foi morta com 30 facadas pela própria mãe em outubro do ano passado, no bairro do Geisel, em João Pessoa (PB).
A justiça paraibana condenou, nesta terça-feira (11Junho2024), Eliane Nunes da Silva (28 anos) a 30 anos de prisão em regime fechado.
Com mais de 30 facadas Eliane (Foto acima) matou a própria filha, a pequena Júlia de apenas 1 ano de idade. O caso aconteceu numa quinta-feira (26Outubro2023), num apartamento do condomínio Novo Geisel, no bairro Geisel em João Pessoa (PB).
De acordo com a decisão da juíza Aylzia Fabiana Borges Carrilho Liane, ela foi condenada por homicídio triplamente qualificado, como motivo torpe, meio cruel e impossibilidade de defesa da vítima.
Depoimentos
A primeira pessoa a ser ouvida foi Felipe, pai de Júlia. Em depoimento, ele afirmou que Eliane era uma boa mãe, mas ressaltou que ela era possessiva e muito ciumenta.
No dia do crime, Felipe teria saído de casa após uma discussão por um pote de sorvete.
Após a discussão, o pai da vítima enviou mensagens rompendo o relacionamento com Eliane, que afirmou ter entrado em surto e esfaqueado a filha dentro do berço.
De acordo com as investigações, Júlia foi esfaqueada com 26 facadas e sangrou até morrer.
Durante o depoimento, Eliane afirmou que não se lembrava do momento que matou a filha. Apenas quando estava se dirigindo para a delegacia, ela relata que teve consciência do que aconteceu. A defesa pode recorrer da decisão, mas Eliane vai permanecer presa.
Relembre o caso
O crime ocorreu numa quinta-feira (26Outubro2023), num apartamento do condomínio Novo Geisel, no bairro Geisel em João Pessoa (PB).
Eliane se entregou às autoridades imediatamente após o crime. Segundo o delegado Bruno Germano, a mulher admitiu ter esfaqueado sua filha após uma discussão com o pai da criança, que havia encerrado o relacionamento.
Após cometer o crime, Eliane se apresentou espontaneamente as autoridades policiais na Central de Polícia onde confessou o crime praticado contra a filha.
A polícia foi até o apartamento da família onde a criança foi encontrada morta no berço, ensanguentada, e ao lado do corpo estava a faca que teria sido usada para cometer o homicídio.
Em depoimento, Eliane disse na Polícia que cometeu o crime motivada pela raiva que sentiu pelo companheiro após uma discussão ocorrida através de troca de mensagens, que terminou o fim do relacionamento do casal horas antes do crime ter acontecido.
Felipe, marido de Eliane, disse que terminou a relação, sob a alegação da necessidade de encontrar paz em sua vida.
Ele prometeu continuar auxiliando financeiramente a mulher e a criança, enviando uma quantia semanal. No entanto, após algumas mensagens, ele bloqueou Eliane no aplicativo.
A menina Júlia foi sepultada na manhã do dia seguinte, sob grande comoção, com a presença de familiares e desconhecidos, que foram aos cemitérios nos bairros do Cristo e José Américo para prestar solidariedade ao pai da criança.
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