Em 13/10/2009
Pedra Branca(PB) – O vereador de Pedra Branca, Roberto Rodrigues(PC do B), procurou a redação da Folha na última quinta-feira(1ºOutubro2009), para denunciar que vem sendo vítima de uma armação política arquitetada pela coligação "Por Amor a Pedra Branca", da qual fez parte nas eleições municipais do ano passado e de cujo bloco também foram eleitos a maioria dos parlamentares mirins e o próprio prefeito do município, Anchieta Nóia(PTB).
A armação, segundo o vereador, é motivada pelo seu rompimento com o governo municipal e tem como pivô a prestação de contas de um carro Fiat Uno à Justiça Eleitoral feita pela coligação no início da campanha de 2008. O veículo foi doado por um cidadão de nome Kelton Tawer Bertolo Silva, residente em João Pessoa à època, para ajudar na campanha de Roberto e da coligação.
A Justiça Eleitoral aprovou as contas da coligação em novembro de 2008, um mês após as eleições, mas o fato voltou à tona agora depois que aliados do prefeito Anchieta Nóia denunciaram Roberto Rodrigues à Justiça Eleitoral por uma suposta falsificação de assinatura no Termo de Seção de Uso do Fiat Uno, que estava em nome de um rapaz de nome Moisés da Páscoa Menezes, supostamente falecido anos antes da campanha. O processo foi encaminhado à Polícia Federal para investigações. Roberto contradiz seus ex-aliados.
Para entender o esclarecimento do vereador é preciso prestar atenção em dois personagens do caso: Kelton Tawer Bertolo da Silva, dono legítimo do carro; e Moisés da Páscoa Menezes, antigo dono do veículo.
O primeiro havia comprado o Fiat financiado a Moisés, mas, até à época da campanha eleitoral, segundo semestre do ano passado, o novo proprietário ainda não tinha passado o carro documentalmente para o seu nome, ou seja, o veículo, de direito, pertencia ao antigo dono, Moisés da Páscoa Menezes, que assinou o Termo de Seção de Uso do carro quando, supostamente, já estava morto, ou melhor, sua assinatura foi falsificada.
Roberto diz que não sabia disso e pegou o documento do carro em nome de Moisés e o entregou à coligação para que fosse feito o Termo de Seção de Uso e, posteriormente, levado à prestação de contas, mas a Justiça Eleitoral descobriu que o CPF de Moisés encontrava-se inativo.
O vereador argumenta que tão logo recebeu a informação da irregularidade repassada pela coligação tratou, de imediato, resolver a pendência. Viajou a João Pessoa e foi informado por Kelton Tawer de que o veículo ainda estava em nome de Moisés.
Roberto conta que a situação foi regularizada quando Kelton, finalmente, tornou-se, de direito, o dono do carro ao passar o documento do veículo para o seu nome. Em seguida foi produzido no cartório um novo Termo de Seção de Uso em nome do proprietário para a devida correção na Justiça Eleitoral.
O documento regularizado foi repassado pelo vereador à sua coligação para que esta apresentasse à Justiça Eleitoral e resolvesse definitivamente o impasse. Mas, de acordo com Roberto, a coligação não trocou o Termo de Seção de Uso irregular pelo correto, deixando, ainda, de informá-lo. Apesar disso, segundo o vereador, a Justiça Eleitoral aprovou a prestação de contas da coligação Por Amor a Pedra Branca em novembro do ano passado. “Eles(coligação Por Amor a Pedra Branca) deram um jeitinho, e eu não sei qual foi esse jeitinho, de aprovar a prestação de contas na Justiça Eleitoral mesmo com o documento irregular”, afirma o vereador, ao dizer que “acreditava que a coligação tivesse substituído o Termo de Seção de Uso do carro irregular pelo legal”.
Conforme Roberto Rodrigues, o motivo de a coligação ficar de posse do Termo de Seção de Uso regular foi premeditado e tinha como objetivo prejudicá-lo futuramente, como de fato, segundo o vereador, aconteceu. “Eles agora me denunciaram à Polícia Federal como se eu tivesse falsificado o Termo de Seção de Uso, mas essa irregularidade, inclusive com a falsificação da assinatura do antigo dono do veículo(Moisés da Páscoa Menezes), foram eles que fizeram e eu vou provar isso. Tentaram jogar o feitiço em mim, mas o feitiço vai virar contra o feiticeiro”, diz.
O vereador revela que o que ele chama de chantagem praticada pela coligação Por Amor a Pedra Branca já era esperado, pelo fato de sempre fazer oposição ao prefeito Anchieta no município. “Eles guardaram o documento para me prejudicar, e só esperaram acontecer algum motivo para O município de Ibiara está fazerem essa maldade”.
* Matéria transcrita da Edição nº 157(Ano VIII – De 16 de setembro a 06 de outubro de 2009) do Jornal Folha do Vale. O jornal de maior circulação na região do Vale do Piancó, no sertão do Estado da Paraíba.
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