Em 31/08/2011
João Pessoa(PB) – Nascido aos 31 de agosto de 1919, em Alagoa Grande, José Gomes Filho, o rei do ritmo Jackson do Pandeiro, se estivesse entre nós completaria hoje 92 anos de vida. Mas, por sua vasta obra musical ele continua vivo, aliás, é um imortal da música popular brasileira.

Em reconhecimento ao seu talento, ao legado cultural que deixou para a Paraíba, o Nordeste, o Brasil e o Mundo, porque a boa música é universal, Jackson do Pandeiro ganhará uma escultura fundida em bronze, uma iniciativa muito feliz da prefeitura de João Pessoa que vai inaugurá-la muito em breve. Conseguimos, em primeira mão, fotos da escultura de Jackson do Pandeiro sendo finalizada no Espaço J. Maciel, em Olinda-PE, As fotos foram enviadas por Miguel Falcão, que trabalha com J. Maciel, o escultor.

A obra é assinada pelo escultor pernambucano J. Maciel(Foto acima). Ele revelou à reportagem de A União, em primeira mão, que a escultura do rei do ritmo tem 1,80 m, pesa cerca de 700 quilos e é de bronze castanho. J. Maciel revela que a escultura é interativa, o público poderá posar para fotografia, por exemplo, a exemplo do compositor Livardo Alves, que a prefeitura colocou no Ponto de Cem Réis, centro da cidade.
O artista trabalhou três meses na produção da obra de arte que imortalizará em uma praça da capital paraibana um dos mais completos nomes da música nordestina e brasileira. A prefeitura ainda estuda um local para colocar Jackson do Pandeiro interagindo com o público. Aqui vai nossa sugestão: O Ponto de Cem Réis seria um ambiente adequado, da mais visibilidade à obra. No coração da cidade circula muita gente.

Jackson do Pandeiro gravou em 1953, com 35 anos, o seu primeiro grande sucesso: "Sebastiana", de Rosil Cavalcanti. Jackson morreu aos 62 anos, no dia 10 de julho de 1982, na cidade de Brasília, em decorrência de complicações de embolia pulmonar e cerebral. Seu corpo foi enterrado em 11 de julho de 1982 no Cemitério do Cajú na cidade do Rio de Janeiro. Em dezembro de 2008 a prefeitura de Alagoa Grande inaugurou o Memorial Jackson do Pandeiro que recebe muitos turistas principalmente no período do projeto turístico do governo do estado Caminhos do Frio.
O escultor J. Maciel é o mesmo autor das esculturas do compositor e cantor paraibano Livardo Alves, do poeta popular Caixa D’água e do Barão do Rio Branco, todas em bronze e instaladas no centro de João Pessoa, pela prefeitura. A escultura em alumínio reciclado, de seis metros de altura, da imagem de Nossa Senhora Penha, na praça ao lado da igreja da Penha, na capital, também é de autoria de J. Maciel.
* Com Josélio Carneiro – Secom(PB).
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