Deputado quer sessão especial para viabilizar o Vale dos Dinossauros

Em 22/11/2011

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O parlamentar ressalta que há graves problemas na infra-estrutura do Parque.

João Pessoa(PB) – O deputado estadual Luciano Cartaxo(PT) vai realizar uma sessão especial com o objetivo de buscar soluções para o problema do abandono do Vale dos Dinossauros, em Sousa. A proposta é chamar a atenção dos poderes públicos estaduais, especialmente Governo do Estado e Prefeitura de Sousa para a questão, envolvendo, também, integrantes de uma comissão de órgãos federais criada especialmente para discutir o tema, composta, dentre outros, por representantes da UFCG, IPHAN, IPHAEP e IBAMA.

O parlamentar ressalta que há graves problemas na infra-estrutura do Parque e nem mesmo a atividade turística, que sempre movimentou o local, está funcionando satisfatoriamente.“Além disso, não há um incentivo à pesquisa científica, apesar do grande potencial, e o papel da UFCG é essencial. Os campi de Cajazeiras(curso de Geografia) e Pombal(Ciências Agrárias) poderiam desenvolver pesquisas conjun tas. Há propostas de criação, na UFCG, de um Centro de Arqueologia e Paleontologia cujo trabalho seria desenvolver pesquisas científicas no setor e tudo isto será amplamente discutido durante a sessão”, declarou.



Cartaxo acredita que a união de todos os envolvidos na questão poderá ajudar a mudar a realidade de abandono do Vale dos Dinossauros.



“Trata-se de uma área de 1,7 mil quilômetros quadrados(compreendida entre Sousa e São João do Rio do Peixe) que está totalmente esquecida pelo poder público. É preciso que o local seja preservado e deixe de ser apenas um destino turístico, tornando-se um polo de pesquisa científica que vai elevar o nome do nosso Estado em nível internacional. Com o apoio de todos, encontraremos uma solução conjunta para mudar aquela realidade”, afirmou.

O Vale dos Dinossauros
O Vale dos Dinossauros é uma unidade de conservação no estado da Paraíba, criada em 27 de dezembro de 2002 pelo Decreto Estadual N.º 23.832. Um dos mais importantes sítios paleontológicos existentes, onde registra-se a maior incidência de pegadas de dinossauros no mundo.



Compreende uma área de mais 1.730 km2, abrangendo aproximadamente 30 localidades no alto sertão da Paraíba(Brasil), entre elas os municípios de Sousa, Aparecida, Marizópolis, Vieirópolis, São Francisco, São José d
a Lagoa Tapada, Santa Cruz, Santa Helena, Nazarezinho, Triunfo, Uiraúna, Cajazeiras. Os registros mais importantes estão no município de Sousa, distando 7 km da sede do município. O acesso é feito pela PB-391 sentido Sousa/Uiraúna.

Os achados mais importantes estão na Bacia do Rio do Peixe, município de Sousa, a 440 km de João Pessoa. Lá, encontram-se rastros e trilhas fossilizadas de mais de 80 espécies em cerca de 20 níveis estratigráficos. Destacam-se as trilhas das localidades da Passagem das Pedras, onde foram descobertas os primeiros indícios de dinossauros brasileiros, no fim do século XIX.

Em toda a região, encontram-se rastros fossilizados cujo tamanho varia de 5 cm(de um dinossauro do tamanho de uma galinha), até 40 cm, como as pegadas de iguanodonte de 4 toneladas, 5 metros de comprimento e 3 metros de altura. A maioria das pegadas são de dinossauros carnívoros. Uma trilha com 43 metros em linha reta é a mais longa que se conhece no mundo. De acordo com os paleontólogos, esses rastros têm pelo menos 143 milhões de anos.

Existe também(embora em menor quantidade), marcas petrificadas de gotas de chuva, plantas fósseis, ossadas parciais de animais pré-históricos e pinturas rupestres feitas pelos antigos habitantes. Estas últimas localizam-se principalmente no Serrote do Letreiro(em Sousa) e Serrote da Miúda(municípios de São Francisco e Santa Cruz).

As marcas deixadas por esses animais pelo sertão paraibano despertam o interesse de cientistas brasileiros e estrangeiros, atraindo também muitos turistas e curiosos de todo o mundo.

Características
O clima é do tipo quente e úmido com chuvas de verão e outono, a temperatura média entre 27º a 28ºC e a precipitação em torno de 800 a 1000mm. A formação florestal é do tipo caatinga em geral de porte arbóreo. Na área existe a maior concentração de pegadas fossilizadas de dinossauros, a mais expressiva do mundo pela variedade de espécies : são pegadas de mais de 80 espécies distintas, variando entre 5 e 40 cm de comprimento, a maioria de dinossauros carnívoros.

A situação fundiária encontra-se totalmente regularizada, o governo do Estado através da SUDEMA(Superintendência de Administração do Meio Ambiente) e em parceria com a prefeitura municipal, desapropriou e realizou a compra da área. O monumento natural tem a disposição 15 funcionários de nível médio e superior disponibilizados pela prefeitura de Sousa, além dos técnicos da SUDEMA/CEA(Coordenadoria de Estudos Ambientais), para gerenciar e administrar o monumento. Possui um centro de visitação, constituído por auditório, museu, toaletes, almoxarifado, recepção e quiosques, que servem de apoio para lanches, aulas práticas e vendas de sourvenir, além de estacionamento para carros e ônibus.

Existem na unidade trilhas interpretativas com placas indicativas, e o local se encontra cercado e com portão para o controle de entrada e saída dos visitantes. A visitação é realizada durante todo o ano, por escolas na prática de Educação Ambiental, por turistas e pesquisadores. Atualmente recebe duas mil pessoas por mês.

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