Processos na Justiça ameaçam 11 governadores

Em 29/11/2011

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Brasília(DF) – O Tribunal Superior Eleitoral(TSE) pode definir nesta semana o futuro político do governador de Roraima, Anchieta Júnior(PSDB), acusado pelo adversário Neudo Campos de abuso de poder e uso indevido dos meios de comunicação na eleição do ano passado. O tucano é um dos 11 governadores eleitos ou reeleitos em 2010 que já enfrentam o risco de perder o mandato na Justiça.

Nessa lista do TSE – corte que cassou três governadores nos últimos tempos -, estão: Tião Viana(PT, governador do Acre); Teotonio Vilela(PSDB, Alagoas); Omar Aziz(PSD, Amazonas); Cid Gomes(PSB, Ceará); Siqueira Campos(PSDB, Tocantins); Wilson Martins(PSB, Piauí); Antonio Anastasia(PSDB, Minas Gerais); Roseana Sarney(PMDB, Maranhão); André Puccinelli(PMDB, Mato Grosso do Sul); e Sérgio Cabral(PMDB, Rio de Janeiro).

Na maioria dos processos, as acusações são de abuso de poder político e econômico e uso indevido de meios de comunicação. As defesas negam as supostas irregularidades. Se forem cassados, os políticos poderão se tornar inelegíveis e eventualmente poderão ser barrados em outras eleições com base na Lei da Ficha Limpa.

Abuso de poder e uso indevido dos meios de comunicação também foram as imputações feitas à governadora do Rio Grande do Norte, Rosalva Ciarlini(DEM), absolvida em outubro pelo TSE por falta de provas. O processo contra Rosalva foi o primeiro julgado pelo tribunal relacionado à eleição de 2010.

Ficha Limpa
Recentemente, o TSE cassou os mandatos dos então governadores Cássio Cunha Lima(do PSDB da Paraíba), Marcelo Miranda(PMDB, Tocantins) e Jackson Lago(PDT, Maranhão), que morreu em abril. Apesar da Lei da Ficha Limpa, que veda a candidatura de políticos cassados, Cunha Lima e Miranda disputaram em 2010 uma cadeira no Senado e Lago concorreu ao governo maranhense.

O tucano obteve votos suficientes, mas somente conseguiu tomar posse no início deste mês, depois de o Supremo Tribunal Federal(STF) concluir que a lei não poderia ter impedido candidaturas no ano passado. Miranda tenta até hoje no STF garantir a posse como senador.


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