Em 20/03/2013
Campo Grande(Mato Grosso do Sul) – Uma travesti de 17 anos vive um dilema em Campo Grande, capital do Mato Grosso do Sul. Nell Isabelli, que cursa o 3º ano do ensino médio em uma escola do centro da cidade, quer ter o direito de frequentar o banheiro feminino do colégio.
"Foram 17 anos me escondendo e isso criou uma grande angústia, que fez com que eu me libertasse agora" disse Isabelli, que tem como nome na carteira de identidade Pablo Henrique Ferreira Abreu. "Isabelli é o nome que minha mãe me daria caso eu nascesse menina. Meu pai me trata no masculino, mesmo eu sendo uma ‘garota’, mas ele me respeita…quando todos disseram não, ele me acolheu para que eu não fosse pras ruas…” contou.
Isabelli, que se assumiu em abril de 2012, conta que sofre preconceito até por parte de professores na hora da chamada. Segundo ela, alguns professores aceitaram chamá-la pelo nome social, mas alguns ainda a chamam de Pablo, o que faz com que ela seja motivo de chacota.
A direção da escola sugeriu que ela utilizasse o banheiro masculino dos professores, para que não sofra discriminação no banheiro dos alunos.
Para o promotor da Infância e Juventude Sergio Harfouche, Isabelli tem que ser tratada de acordo com o que está em seu registro de nascimento. "Permitir que o Pablo entre um banheiro feminino é expor as demais meninas ao risco e ao constrangimento de ver um homem, já que ele tem genitália masculina, dentro de um ambiente reservado para meninas" diz o promotor.
Assista a reportagens exibida por TV’s de Campo Grande(MS):
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