Em 01/06/2020
Morte provoca maior onda de protesto nos Estados Unidos e produzem cenas de violência. O homicídio de um homem negro, George Floyd, por um policial branco provocou uma onda de indignação e violência de uma ponta à outra dos Estados Unidos.
George Floyd foi morto por um policial na última segunda-feira(25Maio2020), em Mineápolis, no estado norte-americano de Minnesota. O caso foi gravado e logo viralizou nas redes sociais. Nas imagens, é possível ver o oficial pressionando com o joelho o pescoço de Floyd, que diz "não consigo respirar" repetidas vezes, até ficar inconsciente.
Sua morte se tornou o mais recente símbolo da violência policial contra os cidadãos negros e provocou a maior onda de protestos dos últimos anos nos Estados Unidos. Manifestantes em todo o país gritaram frases como "Black Lives Matter" ("Vidas Negras Importam", em tradução livre) e "não consigo respirar".
As manifestaçõe, que exigem justiça para Floyd e o fim da violência policial contra negros, entraram hoje em seu sexto dia consecutivo. Cerca de 40 cidades já impuseram toques de recolher e 15 estados, além de Washington, DC, ativaram a Guarda Nacional para conter atos de violência e vandalismo.
Também houve protestos pacíficos no Canadá e na Europa, em uma extensão internacional da indignação.
"Black Lives Matter": o mundo digital também está com George Floyd
EUA estão a ferro e fogo. Ao mesmo tempo que o país vive uma onde de protestos, pela internet, várias empresas e plataformas estão a mostrar indignação contra a morte do afro-americano de 46 anos e a mostrar o seu apoio à comunidade
Black Lives Matter. O movimento ativista internacional que foi fundado em 2013, encontra por estes dias nova força, após a morte de George Floyd, um cidadão afro-americano, às mãos da polícia dos Estados Unidos, na cidade de Minneapolis, no estado do Minnesota.
À morte deste homem somam-se várias outras de pessoas negras às mãos de polícias brancos, todas elas gerando indignação. A de Floyd não foi exceção e tem sido palco de uma onda de protestos que duram há vários dias em várias cidades dos EUA e até já chegaram à Europa, às cidades de Londres e Berlim, por exemplo.
Perante esta situação, várias figuras públicas e várias empresas têm-se manifestado contra o que se passou e pedem rigorosas mudanças na forma como a polícia trata as pessoas negras nos Estados Unidos. A trazer ao de cima a bandeira do movimento #BlackLivesMatter, várias plataformas digitais também se quiseram "fazer ouvir".
Além das frases de apoio, mudaram as cores dos seus logótipos. Os tons coloridas deram agora lugar ao preto, como forma de luto e de protesto.
Foi o caso do Twitter, que referiu que o racismo não adere à distância social.
Também o Instagram se juntou ao movimento ao mostrar apoio à comunidade negra e a dizer que é contra qualquer tipo de racismo.
Outra das publicações com maior visibilidade foi a da famosa plataforma de streaming Netflix. “Estar em silêncio é ser complacente”, optou por escrever.
O canal HBO também não ficou indiferente à morte de George Floyd e tomou a sua posição ao mostrar ao mundo uma citação de James Baldwin: “Nem o medo nem o terror fazem as pessoas cegas: a indiferença faz uma pessoa cega”.
Palavras de apoio que se estenderam também à Sony, uma das empresas mais conhecidas do mundo.
Floyd, um ex-segurança de 46 anos, supostamente detido por ter tentado pagar com uma nota falsa num supermercado local, avisou diversas vezes o polícia que não estava a conseguir respirar e que estava a perder a consciência. Foi transportado para o hospital, mas a sua morte foi declarada pouco tempo depois, ainda dentro da ambulância.
À medida que se multiplicam as palavras de apoio à comunidade afro-americana e as homenagens a George Floyd, os Estados Unidos continuam a ferro e fogo.
A onde de protestos já fez mais de quatro mil detidos. Os números da prisão incluem os das manifestações em Nova Nova Iorque e Filadélfia na costa leste, Chicago e Dallas no centro-oeste e sudoeste, bem como em Los Angeles na costa oeste.
Derek Chauvin, o agente que provocou a morte do afroa-mericano foi detido na passada sexta-feira. A detenção aconteceu quatro dias depois da captura das imagens que correram o mundo e que se tornaram virais.
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