Couto diz em sessão solene que Sem justiça não haverá paz

Em 10/03/2009

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Brasília(DF) – Em sessão solene realizada na Câmara Federal, segunda-feira (9), que homenageou a Campanha da Fraternidade(CF), que este ano trata do tema “Fraternidade e Segurança Pública” e tem como lema “A paz é fruto da justiça”, o deputado Luiz Couto(PT-PB), presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias(CDHM), afirmou que a questão da segurança, enquanto atividade desenvolvida pelo estado, é responsável por empreender ações de repressão e oferecer estímulos ativos para que os cidadãos possam conviver, trabalhar, produzir e se divertir.

Segundo Couto, que propôs a sessão em parceria com outros parlamentares petistas, o estado deve garantir a segurança de pessoas e bens na totalidade do território brasileiro, a defesa dos interesses nacionais, o respeito pelas leis e a manutenção da paz e da ordem pública. “No entanto, há grande deficiência nas chamadas políticas de segurança pública aplicadas em nosso sistema e convém, neste ponto, realçar que em todo o país a manutenção da segurança interna deixou de ser uma atividade monopolizada pelo estado”, reconheceu.

Entre as causas dessa deficiência apontadas por Luiz Couto(Foto) estão o aumento do crime, do sentimento de insegurança e impunidade, além do convencimento de que o estado, apesar de estar obrigado constitucionalmente a oferecer segurança de qualidade, sequer atende às mínimas necessidades específicas dessa finalidade que formam a demanda exigida pelo mercado.

Segundo o deputado petista, a CF-2009 propõe que as instituições responsáveis por essa atividade atuem no sentido de inibir, neutralizar ou reprimir a prática de atos socialmente reprováveis, assegurando a proteção coletiva e, por extensão, dos bens e serviços.

“O lema da campanha, alertando que a paz é fruto da justiça, não traz só o recado objetivo, sabido de todos, mas nunca colocado em prática, de que sem justiça não haverá paz verdadeira. No contexto do tema de que o lema está a serviço, a vinculação da paz com a justiça tem a intenção de sublinhar o nexo indispensável existente entre segurança pública e valores éticos, entre os quais a justiça é o mais abrangente”, completou.

A homenagem à Campanha da Fraternidade reuniu, entre outras autoridades, dom Luiz Soares Vieira, vice-presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil(CNBB) e arcebispo de Manaus; frei Rubens Nunes da Mota, assessor da Conferência dos Religiosos do Brasil(CRB); e o reverendo Luiz Alberto Barbosa, secretário-geral do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs(CNIC).


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