Em 29/08/2011
Obra em tamanho natural está em fase de conclusão e prefeitura vai instalá-la em breve.
João Pessoa(PB) – A Prefeitura de João Pessoa, através da Coordenadoria do Patrimônio Cultural de João Pessoa – Copac-JP, vai instalar, em breve, mais uma escultura de bronze na cidade, também interativa, o público poderá chegar junto, posar para fotografia, por exemplo. Desta vez o homenageado é o paraibano de Alagoa Grande Jackson do Pandeiro, considerado o rei do ritmo.
Jackson nasceu aos 31 de agosto de 1919. Vivo, completaria 92 anos. A prefeitura não divulgou ainda em que local o monumento ao rei do ritmo será colocado. Porém, descobrimos que ela inclui um banco, também em bronze castanho, onde a escultura apoiará uma perna enquanto toca pandeiro. A escultura, em tamanho natural, é de autoria do escultor pernambucano, Jurandir Maciel. Ontem, em entrevista à reportagem de A União o artista informou que está finalizando a obra que pesa cerca de 700 quilos e está sendo esculpida há três meses, em bronze castanho.
O nome de Jackson do Pandeiro era José Gomes Filho. Gravou em 1953, com 35 anos, o seu primeiro grande sucesso: "Sebastiana", de Rosil Cavalcanti. Jackson do Pandeiro morreu aos 62 anos, no dia 10 de julho de 1982, na cidade de Brasília, em decorrência de complicações de embolia pulmonar e cerebral. Seu corpo foi enterrado em 11 de julho de 1982 no Cemitério do Cajú na cidade do Rio de Janeiro. Em dezembro de 2008 a prefeitura de Alagoa Grande inaugurou o Memorial Jackson do Pandeiro.
Jurandir Maciel é o mesmo autor das esculturas do compositor e cantor paraibano Livardo Alves, do poeta popular Caixa D’água e do Barão do Rio Branco, todas em bronze e instaladas no centro de João Pessoa, pela prefeitura. A escultura em alumínio reciclado, de seis metros de altura, da imagem de Nossa Senhora Penha, na praça ao lado da igreja da Penha, na capital, também é de autoria de Jurandir Maciel.
Capital tem diversas esculturas, a maioria no centro
A Coordenadoria do Patrimônio Cultural de João Pessoa(Copac-JP), é o órgão responsável pela manutenção dessas obras de arte. Há dois anos foi restaurada a escultura ‘Anjo Ícaro’, no cemitério Senhor do Bom Fim, na capital. Em bronze o anjo tem três metros de altura. É uma escultura de Humberto Cozzo, produzida por volta de 1945 e integra o mausoléu de Antenor Navarro. Cozzo também é o autor do monumento no centro da Praça da Independência, em João Pessoa.
A escultura em memória ao poeta Manoel José de Lima, o Caixa D’Água, teve a maleta roubada no mês passado. O poeta sempre andava com sua pasta e de terno na cor branca. Alguns desses monumentos têm sofrido a ação de vândalos.
O arquiteto Sóter Carreiro, que integra a Copac-JP, revela que a prefeitura da capital tem instalado na cidade, nos últimos anos, diversas esculturas de bronze de personalidades da história e da cultura paraibana e até nacional. Há cinco anos a prefeitura instalou a escultura em bronze do poeta Augusto dos Anjos, em frente ao Teatro Santa Roza, na praça Pedro Américo. ‘O paraibano do século’ está sentado com um livro de poesias nas mãos e o chapéu e o guarda-chuva ao lado. A escultura também está de frente ao quartel do 1º Batalhão da Polícia Militar.
Mais adiante, no centro da praça, encontra-se o busto do pintor nascido em Areia, Pedro Américo, escultura muito antiga. Logo após o quartel do Comando Geral da Polícia Militar, o turista ou qualquer pessoense encontrará o busto de Aristides Lobo, que dá nome à praça, também colocada ali há muito anos. Bem próximo, ao lado do grupo escolar Thomaz Mindelo, existe a escultura em tamanho natural do poeta popular Monoel José de Lima, o popular Caixa D’Água. Recentemente ela teve a maleta roubada.
Ainda no Ponto Cem Réis há o busto de Vidal de Negreiros, antigo, no centro da praça. Na mesma área, na rua Duque de Caxias, este ano, a prefeitura colocou o busto do Patrono do Exército Brasileiro desde 1962, o Marechal Luiz Alves de Lima e Silva(Duque de Caxias).
Na galeria Augusto do Anjos, centro, o busto do poeta paraibano, autor do livro ‘EU”, está danificado e será restaurado. Outro busto do poeta foi instalado no Parque Solon de Lucena há alguns anos. Vai ser restaurado e transferido para uma área mais visível.
Na praça Dom Adauto existe desde o início do século 20 a escultura de Álvaro Lopes Machado, que governou a Paraíba de 1892 a 1896. A estátua foi produzida na Europa. No começo da avenida Epitácio Pessoa existe o monumento em homenagem ao único paraibano que se tornou presidente do Brasil e governou o país de 1919 a 1922. No bairro de Tambía, o busto do coronel Antonio Pessoa requer reparos. Na praça Venâncio Neiva também existe o busto deste personagem da política paraibana que governou a Paraíba de 1889 a 1891.
Na praça João Pessoa o monumento ao ex-presidente paraibano sofreu danos na greve dos policiais militares em 2010, com bombas acionadas em sua base. Recentemente tentaram serrar uma das esculturas, na base, para roubá-la.
Na divisa das praia de Cabo Branco e Tambaú existe o busto do Almirante Tamandaré, que dá nome à avenida na orla.
No Ponto de Cem Réis, centro de João Pessoa, a escultura do compositor Livardo Alves, teve os óculos roubados. Uma cartilha educativa vai ser publicada pela prefeitura para distribuição com a população e estudantes com o objetivo de conscientizar as pessoas sobre a importância de preservar a memória e bens culturais.
* Com Josélio Carneiro – Secom/PB.
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