Juíza assume direção do Fórum Ferreira Júnior

Em 12/03/2013

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Magistrada afirmou que intenção da presidente do TJ é construir o novo Fórum da cidade.

Cajazeiras(PB) – A juíza Adriana Lins Oliveira assumiu a direção do Fórum Ferreira Júnior, da Comarca de Cajazeiras e a 2ª Vara da Infância e Juventude. Ela promoveu na última quinta-feira(07Março2013)ontem uma solenidade no fórum, com a finalidade de homenagear e repassar informações importantes sobre os direitos da Mulher, pela passagem do Dia Internacional da Mulher que ocorre hoje.

Além das informações repassadas, também aconteceram apresentação artística, com a presença da delegada da mulher do município de Cajazeiras; secretária de Cidadania e Promoção Social, Léa Silva; secretária de Políticas Públicas para as Mulheres, Andréia Coutinho, juízes, advogados, lideranças políticas e representantes da sociedade civil organizada.

Com relação à construção do novo Fórum, a juíza informou que a presidente do Tribunal de Justiça, Fátima Bezerra afirmou que vai iniciar a construção do novo Fórum de Cajazeiras, que já tem projeto elaborado e terreno doado pela Prefeitura de Cajazeiras, apesar da queda de receita do Judiciário.

Adriana Lins de Oliveira Bezerra juiza de direito PB

Conforme Adriana Lins(Foto acima), que estava atuando na Comarca de Campina Grande e é natural do Pernambuco, semana passada durante reunião com os juízes, a presidente disse vai iniciar essa construção muito necessária para o bom funcionamento do judiciário em Cajazeiras.

A magistrada disse que a 2ª Vara tem muito trabalho, mas tem feito uma ação forte, com assessores e estagiários para acelerar o julgamento dos processos. Sua vara cuida de questões cíveis e criminas, envolvendo menores e adolescentes.

Com relação a ações que visam aumentar a celeridade nos julgamentos, a juíza disse que trabalha para possibilitar que os depoimentos sejam gravados. Isso iria agilizar as audiências. Gravadas, em Campina, ela disse que fazia 15 audiências por dia. Em Cajazeiras só é possível fazer seis ou sete pelo método atual.

A nova diretora do Fórum também demonstrou preocupação com a questão da violência doméstica, principalmente tendo as mulheres como vítima. Ela citou o exemplo de Campina Grande, onde nas varas criminais comuns, os processos eram em tono de 30 ao mês, enquanto nos casos envolvendo a violência doméstica, esse número chegava a 120.

Com relação à lei da Maria da Penha e o medo das mulheres denunciarem maridos violentos, ou preocupação com o sustento delas e dos filhos, a juíza explicou que existem mecanismos na lei que protegem essas mulheres, como a garantia do sustento, saída imediata do agressor do lar; proibição de se aproximar da residência da vítima.

Em Campina Grande, ela disse que quando necessário, a mulher fica em uma casa sigilosa. Além disto, a justiça tem que responder a todas essas questões em 48 horas. Caso a mulher seja funcionária pública federal, ou estadual, ela pode ser transferida para outra cidade.

Com relação ao funcionamento da 5ª Vara, a diretora disse que os trabalhos estão suspensos por um período de 90 dias, até que o espaço físico esteja providenciado, para em seguida, ocorrer à distribuição dos processos.

Adriana Lins também disse que ficou impressionada com a quantidade de crianças e adolescentes dependentes de drogas na cidade e se prostituindo, uma problemática que se observa hoje em todo País.

Fazenda Pública
O Tribunal de Justiça nomeou o juiz substituto de Hígia Porto, que deixou recentemente a 4ª Vara, da Comarca de Cajazeiras, passando a atuar na cidade de Guarabira.

Trata-se de Gustavo Camacho Meira de Sousa, que assume pela primeira vez uma vaga no judiciário paraibano. Ele já está trabalhando na terra do Padre Rolim, analisando e dando segmento aos processos.

Por outro lado, o Tribunal de Justiça designou para a 5ª Vara, recentemente criada e instalada, com o objetivo de dar uma maior celeridade aos processos existentes na Comarca, a juíza Adriana Lins de Oliveira. Como a nova presidente do Tribunal de Justiça, Fátima suspendeu as atividades para adequações físicas e de pessoal, por um período de 60 dias, a magistrada está assumindo interinamente, a 2ª Vara, no lugar da juíza Silvana Carvalho, que também pediu transferência de Cajazeiras. O juizado Especial, que era ocupado por Judson Kildere, que também deixou a cidade, continua sem juiz.

Acúmulo de processos
O presidente da subseção da OAB – Ordem dos Advogados do Brasil de Cajazeiras, advogado João de Deus Quirino Filho encaminhou correspondências a Presidenta do Tribunal de Justiça, desembargadora Fátima Bezerra Cavalcante, ao Presidente do CNJ – Conselho Nacional de Justiça, Ministro Joaquim Barbosa, bem como, aos corregedores do CNJ, Francisco Falcão e do Tribunal de Justiça da Paraíba, Márcio Murilo da Cunha Ramos, informando a situação de acúmulo processual no Juizado Especial Civil e Criminal da Comarca de Cajazeiras que vem, dificultando a regular prestação jurisdicional.

De acordo com o Presidente da OAB Cajazeirense, existem quase 5.500 processos ativos no Juizado Especial Civil e Criminal da Comarca e que, na sua maioria, estão paralisados há muito tempo, prejudicando os jurisdicionados e, especialmente, os advogados e advogadas com atuação na referida Unidade Judiciária. O presidente pede a nomeação urgente de um novo juiz e uma força-terefa para resolver o problema.

* Matéria transcrita do Jornal Gazeta do Alto Piranhas(Edição 744). O jornal de maior circulação na região do Alto Sertão da Paraíba.


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