Em 02/08/2020
Combustível com nova formulação começa a ser vendido nesta segunda-feira(03Agosto2020) com expectativa de que melhore desempenho e economia dos veículos, mas preço pode subir.
A nova gasolina que começa a ser vendida nos postos do Brasil a partir desta segunda-feira(03Agosto2020), terá um padrão de qualidade maior, se comparada com a que é vendida atualmente. Além disso, será mais difícil de ser adulterada e pode proporcionar um ganho de desempenho e economia nos veículos em torno de 5%, mas apenas nos motores mais modernos. O novo combustível também pode custar um pouco mais caro.
A Agência Nacional do Petróleo(ANP) estipulou que as distribuidoras terão até 60 dias para esgotarem os estoques da gasolina antiga. O prazo para os postos é de 90 dias. A partir daí, começa a fiscalização da ANP, que vai cobrar os novos padrões de formulação do combustível. A nova gasolina será vendida nas mesmas versões da atual: comum, aditivada e premium.
Mesmo a nova gasolina não estando ainda em todos os postos nesta segunda-feira(03Agosto2020), por conta dos estoques, poderá haver aumento de preço nas distribuidoras, já que o mercado é livre para fixar valores. A expectativa é de que a concorrência entre os postos pode fazer com que muitos comerciantes absorvam o aumento e o preço não mude para o consumidor, pelo menos por enquanto.
Observadores avaliam que a disputa pelo cliente é muito grande entre os postos e ainda não aconteceu uma recuperamos da queda nas vendas com o isolamento social. A lógica do mercado pressupõe que o empresário que suportar, não vai repassar o aumento.
Entre os meses de março e junho as vendas chegaram a cair 50% e agora o movimento médio nos postos está em 75% do que era antes da pandemia. O preço médio do litro da gasolina comum, segundo dados da ANP, está em torno de R$ 4,262.
Vantagens
A nova gasolina trará benefícios para o consumidor. As mudanças na formulação do combustível se dão basicamente no aumento da densidade, ou “peso” do combustível, na octanagem, que tem a ver com a energia gerada na queima, e no índice de vaporização.

Com o aumento da densidade será possível obter mais energia com a mesma quantidade de combustível, consequentemente, o motorista vai conseguir rodar mais. Haverá também uma melhoria na dirigibilidade, sem “engasgos” do motor e maior dificuldade em adulterar o produto por conta de suas características físico químicas.
Uma modificação importante é o aumento da octanagem da gasolina, que pode ser explicado como o índice que mede a resistência do combustível a pressão resultante da queima no motor. Quanto mais resistência à pressão, melhor desempenho. Hoje o índice da gasolina comum está em torno de 87 octanas, e vai passar para 93, a mesma da gasolina do tipo premium. Esta gasolina especial, por sua vez, passará a ter 97 octanas, obrigatoriamente.

A nova gasolina brasileira vai se assemelhar em padrão de qualidade a gasolina média vendida nos Estados Unidos. Pelo preço no Brasil, o custo-benefício da gasolina brasileira será compensatória. Com a melhoria no desempenho dos motores, o motorista vai acabar ganhando em economia de combustível.
Esta economia deve ficar em torno de 4% a 6%, o que já é muita coisa. Mas nem todos irão se beneficiar. Os motores mais modernos, utilizados nos carros nos últimos cinco anos, principalmente os dotados de turbocompressor e injeção direta, farão melhor aproveitamento dessa nova gasolina. Já o efeito em um carro com 15 ou 20 anos de uso é quase nenhum.
Outros fatores ainda influenciam no consumo. Ter a manutenção do carro em dia e dirigir de maneira equilibrada também é importante para economizar combustível. A gasolina sozinha não vai fazer milagres.
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