Preso no Paraguai desde março, Ronaldinho poderá retornar ao Brasil

Em 09/08/2020

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O ex-jogador de futebol brasileiro Ronaldinho Gaúcho que cumpre prisão domiciliar no Paraguai, poderá deixar o país na próxima semana depois da decisão da promotoria de suspender as investigações contra ele por uso de passaporte paraguaio com conteúdo falso, informaram fontes judiciais nesta sexta-feira(07Agosto2020).

O jogador passou cinco meses preso preventivamente no Paraguai por suspeita de uso de documentos falsos. O Ministério Público concluiu nesta semana as investigações sobre o caso e decidiu não apresentar nova denúncia contra o ex-atleta e seu irmão, Roberto Assis.

Uma junta de quatro promotores paraguaios recomendou ao juiz encarregado do caso a “suspensão condicional de prova” com a condição de que pague a quantia de $90.000 dólares para reparar os danos causados, antes do estabelecimento de domicílio no Brasil e comparecimento perante um juizado do país a cada três meses no período de um ano.

O magistrado à frente do caso, Gustavo Amarilla, disse à imprensa local que examinará nesta segunda-feira(10Agosto2020) o relatório do promotor antes de convocar Ronaldinho e seu irmão, Roberto de Assis Moreira, para impor-lhes as penas.

Os dois completaram nesta sexta-feira(07Agosto2020) cinco meses de prisão, quatro em reclusão domiciliar em um hotel de quatro estrelas no centro de Assunção.

A volta dos irmãos, que cumprem prisão domiciliar em Assunção, ao Brasil deve acontecer após uma audiência com o juiz do caso. Ainda não há data para a sessão.

Foi reconhecido pelo Ministério Público que inexiste crime de natureza financeira ou correlato em relação ao Ronaldo e ao Roberto. Após cinco longos meses, restou demonstrado exatamente o que se defendeu desde início: a utilização de documentos públicos adulterados sem o conhecimento dos defendidos”, explicou Sérgio Queiroz, advogado de Ronaldinho e Assis.

Não se detectou nenhum elemento que comprove que Ronaldo de Assis Moreira tenha tido participação direta no planejamento para a obtenção de documentos irregulares, o que não o exime de responsabilidade”, sugere o informe da promotoria.

A expectativa da pena de privação de liberdade para o pentacampeão do mundo é de dois anos e recomenda-se que seja submetido a um período de testes de um ano “para dar satisfação sobre o delito cometido”.

O petitório se estende a Roberto de Assis Moreira, a quem se atribui a responsabilidade na obtenção dos passaportes utilizados em sua entrada em Assunção em 4 de março.

Ronaldinho foi ao Paraguai atender a uma agenda com uma fundação de assistência a crianças pobres do interior do país e inaugurar um cassino administrado por um empresário brasileiro.

O ex-craque do Grêmio, Barcelona, Paris Saint Germain e Milan, entre outros clubes, se recusou a falar com a imprensa, mas falou uma única vez com jornalistas do jornal local ABC.


Tags: Documentos falsos, Paraguai, Passaporte falso, Prisão domiciliar, Ronaldinho Gaúcho

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