Em 12/09/2020
O Presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ) vai ser pressionado por centrais sindicais para que o valor das quatro parcelas extras do auxílio emergencial sejam de R$ 600,00 e não de R$ 300,00 como quer o presidente Jair Bolsonaro e sua equipe econômica.
A Medida Provisória 1.000 estabelece o pagamento de mais quatro parcelas do benefício, mas com valor 50% menor do que o que foi pago entre abril e agosto. Quem recebia R$ 600,00 vai passar a receber R$ 300,00. Mães de família que recebiam R$ 1.200 vão receber R$ 600,00.
Jair Bolsonaro já falou diversas vezes sobre o peso dos pagamentos para o caixa público. São gastos cerca de R$ 50 bilhões todos os meses. Além das razões orçamentárias, há cálculo político presente nas razões para o adiamento do pacotaço de programas sociais do governo.
O presidente Jair Bolsonaro gostou do aumento da popularidade dele no Nordeste, tradicional reduto petista, em função do do auxílio emergencial. E pretende ampliar a simpatia do eleitor.
Inicialmente, o benefício custaria R$ 98 bilhões, em três meses. Passou para R$ 150 bilhões e, depois com a prorrogação para cinco meses, ficará em R$ 254,4 bilhões. Esse benefício também deve ser prorrogado até o fim do ano, mas em um valor menor do que o atual. Se for para R$ 300,00 o custo médio mensal será de R$ 25 bilhões.
Rodrigo Maia afirmou em suas redes sociais que é favorável ao valor de R$ 300,00 anunciado pelo governo federal.
Medida Provisória
As centrais sindicais vão começar, a partir da semana que vem, uma campanha para pressionar Rodrigo Maia e a câmara dos deputados em relação ao pagamento do auxílio emergencial. As entidades querem o auxílio de R$ 600,00.
A estratégia do governo é que a MP não seja votada. Caso isso não aconteça em 120 dias, ela perde a validade. Até lá, os pagamentos já estariam sendo realizados. Maia, porém, pode colocar a MP em votação. Neste cenário, o governo federal terá que trabalhar sua base para que ocorra a aprovação da medida com o valor de R$ 300,00 para pagamento.
A nova parcela, no valor de R$ 300, começa a ser paga na semana que vem para os beneficiários do Bolsa Família. Ontem foi o último dia de prazo para inclusão de emendas. Ao todo, foram 264 emendas da MP-1.000.
Deixe um comentário