Em 27/09/2020
O novo banheiro espacial da NASA oferece mais conforto e eficiência aprimorada para missões espaciais profundas.
Os astronautas da Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês) vão ganhar um novo banheiro espacial, mais confortável e compacto que as instalações utilizadas no momento. A novidade, que custou US$ 23 milhões, o equivalente a R$ 127 milhões, chegará ao laboratório em órbita no início de outubro.
Conhecido como Sistema de Gerenciamento de Resíduos Universal (UWMS), ele é 65% menor e 40% mais leve que o banheiro da ISS atual, de acordo com a NASA, responsável pelo projeto. Essa mesma tecnologia será utilizada nas espaçonaves das futuras missões do projeto Artemis, rumo à Lua e Marte.
Apresentando medidas comparáveis aos banheiros de camping, o UWMS inclui um funil e uma mangueira com formato especial para urina e um assento, que pode ser usado pelas mulheres da tripulação e também para evacuações. Assim como o modelo antigo, ele utiliza o fluxo de ar para puxar a urina e as fezes do corpo, levando-as aos recipientes adequados.
Esse sistema de fluxo de ar é iniciado automaticamente, quando a tampa do vaso sanitário é levantada, tecnologia que também possibilita controlar melhor os odores da cabine, conforme a agência espacial americana. Outra novidade é a utilização de peças mais duráveis e resistentes à corrosão, reduzindo o tempo gasto com manutenções.
Lançamento previsto para 29 de setembro
O novo banheiro da Estação Espacial Internacional será lançado em uma missão de reabastecimento de rotina, junto com outras cargas comerciais, que serão colocadas em órbita na espaçonave Cygnus, do Northrop Grumman, impulsionada pelo foguete Antares.
A decolagem está prevista para terça-feira (29Setembro2020), em uma plataforma no estado da Virgínia.
Conforme o cronograma da NASA, a acoplagem da nave à ISS deve acontecer no dia 3 de outubro.
Chegando lá, o banheiro espacial será instalado ao lado da versão atual, que fica no módulo 3 da estação.
Como funcionam os banheiros espaciais?
Na ausência de gravidade, os banheiros espaciais usam o fluxo de ar para puxar a urina e as fezes do corpo para os recipientes adequados. Uma nova característica do UWMS é o início automático do fluxo de ar quando a tampa do vaso sanitário é levantada, o que também ajuda no controle de odores.
We are live with the designers and developers of the new space toilet launching to the space station: https://t.co/7posgFOjED pic.twitter.com/D0uDRjDiLN
— NASA (@NASA) September 25, 2020
Por demanda popular (astronauta), ele também inclui um design mais ergonômico que exige menos tempo de limpeza e manutenção, com peças duráveis e resistentes à corrosão para reduzir a probabilidade de manutenção fora do cronograma definido. Menos tempo gasto no encanamento significa mais tempo para a tripulação dedicar-se à ciência e a outras tarefas de exploração de alta prioridade.
A tripulação usa um funil e uma mangueira de formato especial para urina e o assento para evacuações. O funil e o assento podem ser usados simultaneamente, refletindo o feedback das astronautas. O assento UWMS pode parecer desconfortavelmente pequeno e pontudo, mas em microgravidade é ideal. Ele fornece contato corporal ideal para garantir que tudo corra onde deveria.
O UWMS inclui restrições para os pés e apoios para as mãos para os astronautas evitarem que flutuem. Todos se posicionam de maneira diferente enquanto “estão indo“, e o feedback consistente dos astronautas indicou que as tiras tradicionais para as coxas eram um incômodo.
Papel higiênico, lenços e luvas são descartados em sacos impermeáveis. Resíduos sólidos em sacos individuais impermeáveis são compactados em um recipiente removível de armazenamento fecal. Um pequeno número de recipientes fecais é devolvido à Terra para avaliação, mas a maioria é carregada em uma nave de carga que queima na reentrada pela atmosfera terrestre. Atualmente, os resíduos fecais não são processados para recuperação de água, mas a NASA está estudando essa capacidade.
Estação Espacial
Estação Espacial Internacional (EEI em inglês: International Space Station – ISS, em russo: Междунаро́дная косми́ческая ста́нция, МКС) é um laboratório espacial completamente concluído, cuja montagem em órbita começou em 1998 e terminou oficialmente em 8 de julho de 2011 na missão STS-135, com o ônibus espacial Atlantis. A estação encontra-se em uma órbita baixa de 408 x 418 km, que possibilita ser vista da Terra a olho nu, e viaja a uma velocidade média de 27 700 km/h, completando 15,70 órbitas por dia.
Na continuidade das operações da Mir russa e da Skylab dos Estados Unidos, a Estação Espacial Internacional representa a atual permanência humana no espaço e tem sido mantida com tripulações de número não inferior a três astronautas desde 2 de novembro de 2000. A cada rendição da tripulação, a estação comporta duas equipes (uma em serviço e a próxima), bem como um ou mais visitantes.
A EEI envolve-se em diversos programas espaciais, sendo um projeto conjunto da Agência Espacial Canadense (CSA/ASC), Agência Espacial Europeia (ESA), Agência Japonesa de Exploração Aeroespacial (宇宙航空研究 ou JAXA), Agência Espacial Federal Russa (ROSKOSMOS) e Administração Nacional de Aeronáutica e Espaço (NASA) dos Estados Unidos.
A estação espacial encontra-se em órbita da Terra a uma altitude de aproximadamente 400 quilômetros, uma órbita tipicamente designada de órbita terrestre baixa. Devido à baixa altitude, a estação precisa ser constantemente reposicionada na órbita devido ao arrasto aerodinâmico. A estação perde, em média, 100 metros de altitude por dia e orbita a Terra num período de cerca de 92 minutos.Em 27 de junho de 2008 (às 01:01m UTC) completou 55 mil órbitas desde o lançamento do módulo Zarya, o primeiro a ser lançado ao espaço. É comum associar à estação um estado de “gravidade zero“, criando-se assim alguma confusão, pois tal gravidade zero não ocorre.
A gravidade na estação espacial, tendo em conta um raio terrestre de 6 378,1 km, é de 8,3 m/s² a 8,4 m/s², pela igualdade da Lei da Gravitação Universal (LGU) e o peso, o que é considerável. O efeito “gravidade zero” ocorre porque a estação está “a cair eternamente” devido à curva originada pela “força centrípeta” a que está sujeita.A Estação Espacial Internacional era servida principalmente pelo vaivém espacial ou ônibus espacial e pelas espaçonaves Soyuz e Progress.
A última missão de um ônibus espacial – o Atlantis – foi realizada em 8 de julho de 2011.
A estação é utilizada continuamente para experiências científicas (algumas cuja realização na superfície terrestre seriam de elevada dificuldade, mas de relativa facilidade em órbita).
Atualmente a estação está pronta para abrigar tripulações de seis elementos. Até julho de 2006, todos os membros da tripulação permanente integravam os programas espaciais russo ou norte-americano. Atualmente, a EEI recebe tripulantes das agências espaciais europeia, canadiana e japonesa. A Estação também já foi visitada por muitos astronautas de outros países e por turistas espaciais.
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