Gasolina cai em julho com redução no ICMS, mas ainda sobe 20% nos últimos 12 meses

Em 27/07/2022

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A imposição de um limite para as alíquotas do Imposto sobre Circulação de Mercadores e Serviços (ICMS) sobre itens considerados essenciais surtiu efeito sobre a inflação de julho: gasolina, etanol e energia elétrica ficaram entre os itens que mais tiveram redução de preço na prévia do mês, calculada pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo -15 (IPCA).

Os números divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram, no entanto, que a redução tributária ainda está longe de compensar a disparada de preços de muitos desses produtos nos últimos meses. Isso porque, em 12 meses, vários itens ainda apresentam forte alta – acima da inflação acumulada no período, de 11,39%.

A gasolina, por exemplo, ficou 5,01% mais barata na prévia de julho, mas ainda acumula alta de mais de 20% em 12 meses. Já o gás de botijão, que também pesa muito sobre o orçamento das famílias de baixa renda, acumula alta de 23,79% em 12 meses – apesar do recuo de 0,52% no último mês.

É importante notar que os efeitos da limitação do ICMS sobre os preços podem ainda não ter sido sentidos em sua totalidade, já que a lei passou a valer já em meio ao período de coleta dos dados do IPCA-15.

Veja abaixo as variações de alguns itens que tiveram o ICMS limitado pela lei sancionada no mês passado, na prévia de julho e na prévia em 12 meses até julho:

Julho                     Últimos 12 meses

  • Etanol (álcool).                                              8,16%                     11,78%
  • Gasolina.                                                         5,01%                    20,38%
  • Energia elétrica residencial.                       4,61%                       4,86%
  • Gás natural veicular (GNV).                       1,83%                     30,68%
  • Gás de botijão.                                               0,52%                    23,79%
  • Plano de telefonia móvel.                            0,06%                      1,87%
  • Ônibus urbano.                                             0,67%                      3,62%
  • Óleo diesel.                                                     7,32%                     61,89%

Fonte: IBGE

 

 

 

 

 


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